Covers e outras coisas: The Kooks, Artic Monkeys, Lilly Allen, Kate Nash…
Sou maníaca por versões. Cover, remixes, mash-ups - um dos meus hobbies é garimpar essas coisas. Tipo, a banda x que tocou no show do dia tal aquela música da outra banda y. As conexões que essas descobertas permitem são fantásticas. Nos idos dos meus 15 anos, quando o Pearl Jam costumava ser a maior banda do mundo pra mim, eu conheci o The Who, o Fugazi, Neil Young, Kings of Leon, Interpol, Idlewild e muitas outras - todas bandas que abriram pro PJ ou que foram ‘coverados’ por eles.
Na realidade, eu acabo gostando das versões mais pelo que elas têm a oferecer do que pela… qualidade. Gosto de ouvir a experimentação, a interpretação do artista, mais do que de ver se a música é boa. Costumo ouvir uns covers que bandas ruins fazem de bandas boas fazem, ou o inverso. É aí que as coisas ficam interessantes.
Baseada nisso, escolhi umas coisas legais e coloquei no Badongo pra download. A maioria é de sessões da Radio One, as que eles chamam de Live Lounge. Aliás, vale a pena dar uma procurada no seu e-Mule/Kazaa/Limewire/DC++/Bit Torrent/whatever pelas gravações das Live Lounge Sessions. Tem dezenas de artistas que fizeram algo e é bem legal.
Artic Monkeys tocando Love Machine, das Girls Aloud, numa versão rockabilly gostosinha.
You Know I’m No Good, da Amy Winehouse, também pelos rapazes de Sheffield (”rapazes de Sheffield” = expansão lexical à là Video Show. Poderia ser “os gatinhos de Sheffield” se fosse na Atrevida ou “os roqueiros de Sheffield”, no Fuxico)
Ainda sobre o Arctic Monkeys, tem a Kate Nash cantando Fluorescent Adolescent. Mezza mezza, mas vale a pena porque é a Kate Nash e a música é muito boa.
Além disso, tem Kooks tocando Crazy, do Gnarls Barkley, numa versão - digamos - bem autoral (adoro essa palavra, ‘autoral’). Legalzinha.
Franz Ferdinand com What You Waiting For, da Gwen Stefani. Fantástica.
Munich, do Editors, pela Corinne Bailey Rae. Incrível, bem melhor que a versão original - eu odeio a voz do cara do Editors, e apesar de gostar das músicas, não consigo ouvir nada deles por isso. A voz da Corinne é como flutuar nas nuvens, pra quem nunca escutou.
Depois, a banda mais injustiçada da cena rocker: o Queens of the Stone Age. Eles estão, na minha opinião, entre as Top 5 bandas de rock do mundo, ainda produzem coisas relevantes sempre que um CD novo deles sai, mas não são hypados e ninguém fala deles.
Aqui tem duas do Era Vulgaris, o CD novo, em versão acústica: 3s and 7s, aquela do clipe censurado muito bom, e Into the Hollow, uma viagem de ácido em forma de música.
Falando em Radio One, a rádio lançou em setembro uma coletânea chamada Radio One Established 1967. Os dois discos trazem 40 músicas, uma para cada ano desde que a rádio foi ao ar pela primeira vez, interpretadas por um monte de gente que a gente conhece bem. É o paraíso dos viciados em covers. Lily Allen cantando Pretenders, Maximo Park numa versão surpreendente de Like Love You, do Justin Timberlake, Hard-Fi tocando Brtiney, com Toxic, All That She Want pelo The Kooks e outros caras que a gente adora tocando aquelas coisas que foram sucesso nos verões da nossa adolescência.
Bora baixar? Tá no Badongo também. É só clicar.
Pra fechar a histórias dos covers light, tem o vídeo da Lily Allen cantando Naive, do Kooks (é, de novo eles!), num show de Seattle.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=If6UkWVCkzY]
E eu não gosto de propagandas sem-vergonha, mas essa vale a pena. Pra quem não conhece, tem um lugar bem legal pra baixar discos bons: o Indienation. Eu comecei por lá e por lá continuo, mas não posto muito - ao menos não tanto quanto aqui. O lugar é ótimo, pessoal escreve bem e é bem humorado, fora os álbuns. Sei (pelos stats) que a maioria do pessoal que vem pra cá chega por lá, mas pras excessões, vale a visita.












November 6th, 2007 at 4:12 pm
Fiz um post esses dias justamente enumerando covers. Pra mim um dos mais clássicos é Johnny Cash cantando Hurt, do Nine Inch Nails. Tanto por ser inusitado um cara das antigas fazer cover do NIN quanto pela história da vida do Cash resultar numa interpretação quase biográfica da música.
November 6th, 2007 at 4:16 pm
Tem váárias coisas fantásticas, Eric, se a gente for garimpar cover. Tem banda que se apossa de cover e acaba que ninguém fica sabendo que a música é cover. Isso acontece toda hora, aliás. Com o Pearl Jam acontecia sempre, mas tem vários exemplos - tem o Beatles, até. Do Johnny Cash, fora Hurt, acho fantástica (e inusitada) aquela versão de Rusty Cage.
Vou dar uma passada no teu blog. Abs,
November 15th, 2007 at 2:51 pm
Haha, me identifiquei muito com esse post, também sou viciada em covers.
Aliás, o disco que mais tenho ouvido ultimamente é o do Mark Ronson.