20.02

2008
4:59 pm

Into The Wild (Na Natureza Selvagem)

Postado em Cinema, Música

into-the-wild.jpg

Em outros tempos, um filme cuja trilha sonora fosse composta inteira pelo Eddie Vedder seria visto por mim, tipo, antes da estréia. Digamos que as coisas mudaram: o dólar caiu, Fidel renunciou, Nostradamus errou e eu me contentei, por muito tempo, em só baixar o CD que o Eddie compôs pro filme do Sean Penn, Into The Wild.

Into The Wild, o CD, é tipo composto e tocado inteirinho pelo Eddie. Todos os intrumentos. É bonito, instrospectivo e totalmente igual a todas as músicas solo que o Eddie já fez. Ainda que muito semelhantes entre si, tanto na temática das letras, como na maneira como o instrumental conduz a música, elas normalmente valem a pena.

Tinha baixado alguns filmes para assistir no final de semana (Across the Universe era um deles, Juno era outro), mas como acabei quebrando meu computador e tive que dar outro jeito. Assim, baixei Into The Wild, recomendação insistente de duas pessoas cuja opinião eu levo muito em consideração. Assisti e tomei uns seis tapas na cara.

Pra mim, especialmente, o filme teve algum significado. É porquê eu sempre me questionei muito sobre os propósitos da vida que a gente é obrigado a levar, e até sofri muito com isso (e sofro, algumas vezes, é só olhar meus posts revoltados sobre trabalho). Chris McCandless é um jovem rico, bonito e inteligente, que aos 21 larga tudo rumo à grande aventura no Alaska, como ele chama. O storyboard é baseado no filme livro de Jon Krakauer, de mesmo nome, em que a estória de Chris foi contada pela primeira vez. McCandless percorre os EUA vivendo à própria sorte; às vezes, trabalhando por um pouco de grana, às vezes dormindo em albergues. Ele chega até o México, através do Golfo da Califórnia, e depois sobre de volta até o Alaska. Chris não avisou ninguém quando partiu, e acho que dá pra perceber que fez isso pra tornar as coisas (a despedida) mais fácil em todos os aspectos.

chris_mccandless.jpgA discussão principal do filme, acredito, gira em torno da coragem e da obstinação de Chris, que são admiráveis – mas, ao mesmo tempo, levam à sua ruína. Ou seja: será que vale à pena? O ser humano domesticado é capaz de viver Into The Wild? Legal notar, também, que a sociedade não permite que um indivíduo escolha viver fora das regras impostas por ela. Não existe escolha – você nasce dentro de um modelo social, se cria nele e não pode, em hipótese alguma, escolher viver de outro modo. Chris tentou, e acho que os méritos dele vêm daí.

Esse é um auto-retrato de Chris enquanto ele estava no Alaska. No filme, ele é interpretado pelo Emile Hirsch, aquele que fez ‘Show de Vizinha’, um menino duns 20 anos que promete ser, tipo, o próximo Heath Ledger. No bom sentido. E eu pretendo completar a trilogia: li o filme, ouvi o disco… e quero ler o livro.

Eu tô apanhando do template. ‘Apanhando’ é generoso. Eu tô tomando um pau. Tenho vários plugins que não estão funcionando, as fotos tão com vários problemas… alguém aí tem experiência com a plataforma (wordpress.org) e pode se dispôr a dar um help? Se eu não conseguir arrumar nada, provavelmente vou ter que mudar completamente de layout…

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12 comentários (Comente! Trackback)

  1. Eric
    20/02/08 | 5:08 pm | #

    Mais um filme que eu tô com vontade de ver. Até agora não vi nenhuma resenha negativa. E eu acho que a Gabi tem esse livro…

    Responder

  1. Sem opção: como o sistema te obriga a fazer o mal | Olhômetro
    15/01/09 | 4:45 am | #

    [...] Eu juro. Algo pro futuro, porque não é assim também – não vou virar hippie, e a história de Christopher McCandless é admirável, mas eu não tenho, nem de longe, essa iluminação espiritual, essa coragem e esse [...]

  1. Lilian
    23/04/09 | 6:26 am | #

    O melhor filme que eu assisti ano passado e talvez o que mais me marcou em toda a vida. A trilha ajuda a pintar as cenas que o nosso olho (ou só o meu?) insiste em borrar. Denso e iluminado, um filme de cabeceira.

    Responder

  1. La
    30/05/09 | 6:12 am | #

    Oieee pois eh, tpo eu discordo do que voce falou sobre nao podermos nos separar do sistema, e tipo o que Chris fez, foi o que ele via que podia fazer na situaçao dele,o que para ele iria ajuda-lo a se separar das coisas que sufocavam ele pra encontrar uma resposta, e nao que ele viver a vida dele toda la no alaska,ou na natureza selvagem,mas a mesma resposta que ele conseguiu mtos outros podem consegui de outras maneiras,desde q sejam reais como foi pra ele.

    Responder

  1. fabio
    03/09/09 | 4:26 pm | #

    Acho que não se trata de coragem ou obstinação, mas de liberdade. Ele não é levado a ruína, mas liberta-se completamente.

    Responder

  1. Ah, a adolescência… | Olhômetro
    20/10/09 | 2:21 am | #

    [...] bem. Dois JOVENS DESBRAVADORES assistiram o genial Na Natureza Selvagem, sobre o qual você pode ler nesse fantástico post feito por mim após assistir o filme, e decidiram sumir no mundo. Sabe, viver assim, uma vida SIMPLONA (deus, [...]

  1. Ah, a adolescência… : Blog dos Alunos da Metô
    21/10/09 | 11:03 am | #

    [...] bem. Dois JOVENS DESBRAVADORES assistiram o genial Na Natureza Selvagem, sobre o qual você pode ler nesse fantástico post feito por mim após assistir o filme, e decidiram sumir no mundo. Sabe, viver assim, uma vida SIMPLONA (deus, [...]

  1. Lucas
    21/10/09 | 9:41 pm | #

    Fiz uma leitur um pouco diferente da sua sobre este filme… por trás da sua busca pela liberdade acho que está uma fuga do mundo. Sei que o limite entre essas duas coisas é tenue, mas existe… acho que esse tal Chris não só foge do mundo como tenta fazer disso uma lição para sua família.
    Correu atrás de um ideal que não conhecia direito, estava muito apaixonado para conseguir pensar e acabou fazendo bobagem. No final, o filme mostra que ele finalmente entendeu o que procurava, mas já era tarde.
    Minha opinião: ele era doido. E sua vida não é nada exemplar. Achar que ele é um exemplo é achar que todos os hippies e andarilhos do mundo também sejam exemplares, e acho que não é bem assim…

    De qualquer forma, valeu pela resenha!
    Abraço

    Responder

  1. Miguel
    22/10/09 | 10:23 am | #

    Cinceramente eu não vi o filme, mas pretendo ve-lo, para poder ver se ele não foi inspirado por um outro que vi quando criança. O enredo é parecido mas muitoa mais impactante, infelismente não me lembro do titulo, mas o enredo é mai ou menos este: Um menino (não mais que 10 anos de idade) estava fazendo um experimento sobre o uso de algas para alimentação para uma feira de ciência d aescola. Até nada de mais, até parece mais um filme de nerd na escola, mas ele chega a conclusão sozinho que a pesquisaa dele não conseguirá ir adiante se ele continuar no ambinto urbano. Daí ele toma a decisão de fugir e se isolar no meio da floresta, sobrevivendo apenas com o que conseguir produzir (em teoria as algas). Ele foge de casa, se instala em um belo e cconfortável tronco de arvore e começa a dificil luta pela sobrevivencia. Neste iterin, le quase morre sufocado pela nevasca que fecha todas as entradas de ar, aprende a falcoaria para poder caçar, faz amizade com dois adultos mais pirados que ele (pois não avisam as autoridades que ele está lá sozinho e fugido dos pais). Até que como veio ele volta para casa depois de quase um ano (com dois pais já perdendo a expectativa de encontra-lo). O filme é simples mas muito bem dirigido e escrito, para quem gostou deste, pode ser que fique contente. Se por favor alguem souber o nome do filme post aqui para eu tentar encontra-lo.

    Abs

    Responder

  1. Andréia
    24/10/09 | 12:20 am | #

    Concordo plenamente com o Lucas.
    Assisti o filme e pude ver que Cris tinha sérios problemas de relacionamento com os pais, principalmente com o pai. Via o valor demasiado dos pais em relação ao materialismo,as constantes brigas entre o pai e a mãe, descobriu que antes deles o pai tinha outra família.
    No livro, há declarações de pessoas que conhecem a região na qual ele permaneceu e disseram que Cris teria chances de ter um fim diferente se seguisse a margem do rio(abaixo ou acima) como alguns assim já o fizeram, pois em algum pto deste trajeto haviam pessoas que podiam ajudá-lo.
    Enfim, creio que ele tinha algumas boas intenções mas poderia ter sido um pouco mais sensato.

    Responder

  1. Ed
    26/10/09 | 1:25 am | #

    Esse filme é simplesmente: MUITO FODA !!!

    Emile Hirsch eu conhecia de Lords of Dogtown e Alphadog, 2 filmes q eu tb curti. Esse muleque tem futuro.

    Tb falta pra mim ler o livro. Procurei pra comprar, mas achei um pouco caro. Vo esperar alguma promoção ou qdo eu ganhar um aumento no trampo eu compro! rs

    Responder

  1. MattSimonato
    04/11/09 | 8:15 pm | #

    Sem nenhuma ofensa a vocês nem nada mas achei o filme muito chato.

    Tipo, moleque mimado foge de casa por que acha que tudo aquilo que ele tem e tudo o que os pais propiciaram a ele.

    E a sociedade permite sim que você viva outro padrão, tanto que Chris faz tudo o que faz e só /spoiler alert/

    morre por que comeu a batata errada.

    Sinceramente, prefiro Poderoso Chefão =D

    ABS a todos e Ana: adorei o blog =D

    Responder

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