Passagens infelizes desse mundão


E chega o manobrista do estacionamento da faculdade:

- Vocês viram o que aconteceu em São Paulo, a manobrista que atropelou um casal?

- Não, não soube.

- Ela não tinha as manha de carro dramático e passou por cima de um homem e de uma mulher.

- Carro… dramático? O que é um carro dramático? (Eu, na minha santa ingenuidade, achando que provavelmente eu não entendia de, digamos… sei lá, termos emocionais relacionados a veículos automotivos)

- Ah, aqueles carros sem embreagem, sabe?

-

Fui com a minha mãe no colégio do meu irmão, pra assistir à reunião que passaria aos pais detalhes sobre a viagem de formatura. O destino, um belo resort no litoral de Santa Catarina, contava com todos os tipos de atrativos radicais possíveis. A reunião tinha, é claro, o objetivo de certificar todos os pais de que o referido hotel era um lugar seguro, tranquilo, cheio de lazer, que a escola sabia pra onde tava mandando os filhos deles, todas aquelas coisas. Fora o fato de que no vídeo institucional TODAS atividades radicais praticadas pelos jovens suscitavam intantaneamente o pensamento “puta merda, se ele cair daí quebra o pescoço certeeeeeeeeza”, a música que rolava de fundo, super animada, não podia ser mais inapropriada: ao som de uma batida technera bate-estaca (como diz meu vô), uma mulher cantava o refrão de maneira sexy: “DESTINATION UNKNOWN!!” Meio impreciso pra uma agência de turismo, I’d say.

-

Ao Marcus e aos outros reclamantes da queda de frequência postativa (!) do Olhômetro, argumento que sou uma folgada, preguiçosa e todo o resto. Argumento também, nesse caso a meu favor, que o serviço de internet da Abril, conhecido como Ajato, é um puta lixo de merda.  De qualquer maneira, com o retorno quase integral da minha conexão, do meu bom humor, das minhas referências literárias e da minha disposição por fuçar em coisas musicais, as chances de que isso bata o recorde de postagens diárias do Chico Barney são grandonas. Boto fé.

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Tags: , March 20th, 2008 Posted in Crônicas

3 Responses no artigo “Passagens infelizes desse mundão”

  1. Nigel Goodman falou:

    caralho! vou adotar carro dramático no meu vocabulário. rola até em entrevista de emprego falar uma coisa dessas. Meu nome é nigel e eu não tenho as manha de carro dramático.

    [Responder]



  2. Guilherme Carli falou:

    Esse belo resort em Santa Catarina é bão demais! Aqueles restaurantes, aquela praia particular, aquelas latas de refrigerante custando 5 reais cada (alerte seu irmão! compensa mais comprar cerveja fora do hotel =D)…

    Sobre o carro drámatico, sei lá, eu não dirigo, pra mim pode ser drámatico ou roda-no-chão, meu pai tem as manha de dirigir qualquer tipo.

    See ya.

    [Responder]



  3. fabio camargo falou:

    aliás, tá na moda atropelar gente em são paulo, né?

    [Responder]



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