Ser eclético é não gostar de música


Tem um mal assolando a humanidade nos últimos tempos. É a tolerância ao mau-gosto.

O discurso do politicamente correto, do ‘não gosto, mas devo respeitar’, se alastrou de forma assustadora. O resultado é que você não gosta de sertanejo, mas deve respeitar pessoas que usam chapéu de caubói, fivela gigante dourada e botas country no dia-a-dia. Tudo em nome do respeito ao próximo. Pfff.

cowboy

O chapéu, botas com esporas, colete, calça com franjas e fivelas inspiram respeito

Mesma coisa pra música. Ser ‘eclético’ tá na moda, e todo mundo deve aceitar isso sem questionar. Acabaram com as incompatibilidades de gênero. O pessoal vai na micareta, gosta de psytrance e sobra tempo pra ouvir um Detonautas supimpa. Tudo na maior harmonia.

Sou só eu ou alguém não pode simplesmente sair por aí dizendo que gosta de coisas tão diferentes, ao mesmo tempo, e fingir que tá tudo bem? Essas coisas são incompatíveis, cara. Não dá pra ir no show da Ivete e voltar ouvindo Rage Against The Machine no carro (acredite, sei de gente que faz isso). Tem algo errado em algum lugar dessa história. E se você não enxerga isso, vou te dar um exemplo gráfico (o famoso ‘quer que eu desenhe?’ adaptado para a web) pra ver se fica mais fácil perceber que há algo… hum, um pouco deslocado:


Encontre o elemento que não faz parte da cena (Mi, essa é pra você)

E ai de nós, pessoas perceptoras do desvio de comportamento, se questionarmos a disparidade de conteúdos. Não há mal nenhum em ser eclético, eu costumo ouvir.

Uma vez eu perguntei pra uma pessoa se ela gostava de música. Ela me respondeu ‘e quem não gosta’?

Ué, até onde eu sei, a maioria das pessoas não gosta de música. A maioria das pessoas senta lá e escuta o que tá tocando. Baixa o que tocou na festa de sábado. É o gado musical. É o ‘em cima do muro’. Pior do que um fundamentalista pra um lado ou pro outro é não saber pra que lado ir.

Ser eclético, então, adquiriu essa maldita conotação pejorativa. Porque na nossa era, dizer que é eclético se traduz em não gostar de música. Num niilismo ligeiramente subvertido, a nossa sociedade transformou o gostar de tudo em gostar de nada. E a gente aceita isso como se fosse algo legal.


Ok, esse é o único caso em que você pode misturar as duas coisas sem parecer… hum, eclético

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29 Responses no artigo “Ser eclético é não gostar de música”

  1. Mi falou:

    Adorei!

    [Responder]



  2. marcus falou:

    Puta que o pariu! Deste jeito, mais uns meses e tu vai virar alguém como eu, que só sabe falar mal dos outros.

    mas de uma maneira totalmente genial, claro.

    Eu ODEIO quem se diz eclético. Quem é eclético não gosta de nada. Não tem interesse em gostar de nada. É, como tu disse, gado.

    [Responder]



  3. TOTAL ALIEN falou:

    Quem diz que é eclético, na verdade não tem gosto e opinião sobre música.
    O que tocar engole!!

    [Responder]



  4. núbie falou:

    Discordo em algumas partes…
    Villa Lobos, só se tornou quem é, quando abriu seus horizontes, para a música e cultura regionais, por exemplo.
    Penso que as pessoas devem sim, ter liberdade p ouvir o que quiserem, até Kelly Key, Latino, e nós como pessoas, com um pouco de entendimento musical, respeitá-las. Estudo música, e consigo escutar de tudo, sou eclética? humm… não sei dizer. Eu gosto mesmo é de música boa, independente de quem canta, ou rótulos.

    Beijão

    Resposta: oi, Núbie. Você serve a carapuça se quiser. Perceba que eu critico um tipo de ‘ecleticismo’ que foi subvertido em seu significado. Hoje em dia, tá na moda dizer que é eclético, e quem faz isso normalmente não gosta de música. Eu mesma me considero ‘eclética’, no sentido original da coisa, até porquê isso evita rótulos musicais chatos, que eu não gosto de assumir. Critiquei aqui o falso ecleticismo, sinônimo eufemístico pra não gostar de música. Sobre as pessoas ouvirem ou não Latino e Kelly Key, acho perfeitamente aceitável, desde que elas se mantenham dentro desse gênero. Não dá pra ter na mesma playlist o CD do Latino e um do Pink Floyd porque isso é absolutamente incompatível e, na minha tese, plenamente criticável.
    Peço também que atente para o tom humorístico do blog. =)
    Abraço,

    [Responder]



  5. Lucas P. Feniman falou:

    Ontem eu tava discutindo com 1 cara sobre o fato dele dizer que sua religião é rock e estar ouvindo Zeca Pagodinho na hora e ai eu parei pra pensar: seria eu o único que critica esse tipo de coisa? E ai você aparece com esse post hehehe. Eu só acho que tem 2 modos de interpretar esse seu post. Ecletismo é escolher o melhor de cada coisa ( no caso, o melhor de cada tipo de música), 1 coisa é o cara variar entre Michael Jackson, Led Zeppelin e Frank Sinatra que seriam os reis do pop e do rock. Outra é o cara ouvir Forró depois Pop depois Rock e depois Funk. Qualquer bom ouvinte sabe que não existe o bom Pop ou bom funk nos dias de hoje. Pop é um tipo de música que não se baseia no quanto a pessoa manja, assim como a Dança do Créu. Eu, por exemplo. 95% das músicas que ouço são rock mas eu não sou Roqueiro de verdade, apenas gosto do que é bom, tanto que uma hora ou outra to no youtube procurando videos de caras que mudaram a história do Jazz ou que são conhecidos por aquele solo de Piano. Logo eu posso ser considerado Eclético, mas muito contrário do título do post. Sou eclético por 1 única razão que é gostar de música boa.

    –> devem me odiar pelos comentários gigantes hehehe.

    Resposta: imagina, Lucas. Eu adoro comentários gigantes. =)
    Vc descreveu de maneira precisa. Como disse pra Núbie aqui embaixo, eu mesma sou um tipo de eclética, mais ou menos esse que você também é, até porque vario entre Michael Jackson, Led e Frank Sinatra (embora goste mais da Nancy, hehe). Critico o ecleticismo vazio, sem propósito, que é o cara que ouve de tudo justamente porque não gosta de nada em específico.
    Abraço,

    [Responder]



  6. brunogalhardi falou:

    “Não dá pra ir no show da Ivete e voltar ouvindo Rage Against The Machine no carro (acredite, sei de gente que faz isso).” [/quote]

    Faço isso com uma naturalidade que salta aos olhos com freqüência. Afinal, não é num bar fedido da augusta com um RATM cover que irei sarrear sem crise um rostinho bonito e umas belas pernas.

    Resposta: Sr. Galhardi, sorte que te conheço e posso afirmar com segurança que sua ecleticidade não é a que critico no texto. Já conversamos sobre isso sob um toldo amarelo no segundo andar no Delta, não? =)

    [Responder]



  7. Fã nº 1 falou:

    Onde está escrito que eu tenho de ouvir a música que uma outra pessoa achou que era boa? Se eu não acho a música boa, não acho. Deve ser o mesmo lugar onde está escrito que eu não deveria ouvir uma música que alguém que entende de música disse que não era boa. Aliás, eu adorei essa discussão. E mais, onde está escrito que o eclético verdadeiro é só aquele que escuta o melhor de todos os gêneros que existem? Achei esse post estranho. No final, aqui comentando, nem sei ao certo sobre o que diz o post. Vou arriscar: eu gosto das melhores músicas que ouço. Por isso, só tenho vontade de ouvir as músicas que eu gosto dos mais variados gêneros. Não respeito os ecléticos por eles serem ecléticos, mas pelo direito de eles escutarem e acharem bom aquilo que eles escutam e acham bom. Empolguei-me. Tchau.

    Resposta: Pai, não precisei nem te responder, que meus leitores são excelentes e o Lucas aqui já fez isso por mim. Mas fiquei meio confusa. A gente conversa em casa. Beijos.

    [Responder]



  8. Lucas P. Feniman falou:

    “E mais, onde está escrito que o eclético verdadeiro é só aquele que escuta o melhor de todos os gêneros que existem?”

    No dicionário? HEHEHE

    Houaiss
    eclético

    • adjetivo
    1. que seleciona o que parece ser melhor em várias doutrinas, métodos ou estilos

    Resposta: AE LUCAS! Ownou meu pai. Hhahahahah

    [Responder]



  9. Fã nº 1 falou:

    Prometo parar por aqui nesse post: “‘…seleciona o que parece.’” Beijo

    [Responder]



  10. Lannes falou:

    Eu ouço de quase tudo.

    Eu gosto de Ivete e de Rage.

    Tbm ouço pagode, gospel e romantica.

    Não gosto de rap nem de psy.
    Ouço qdo toca pra nao causar, mas não gosto.

    Isso é ser eclética?!

    [Responder]



  11. Lannes falou:

    Ah, e tudo na mesma playlist sim senhora. Só não dá pra ouvir uma seguida da outra.

    É tipo: momento rage, momento ivete, momento gospel, momento romantica.

    Continuo com a pergunta:

    A carapuça me serve?! Não consegui desvendar (minha raiza tá loira, sabe como é.)

    Resposta: Lannes, não fique brava comigo nem deserte o blog, já que você é minha leitora mais fiel e participativa. Mas de acordo com a minha premissa, sua descrição se encaixa sim na minha crítica. Óbvio que isso não faz de você alguém pior ou melhor… você só é… eclética. =)

    [Responder]



  12. Olaf falou:

    Bom, muito bem colocado…

    [Responder]



  13. P.I. falou:

    Primeiro post que leio aqui no Olhômetro e já me causou uma boa impressão (:
    Discuti esse assunto com um amigo meu umas semanas atras e chegamos em uma conclusão bem parecida com a sua. Sempre fiquei revoltado com essas pessoas q dizem “escutar de tudo”, ai olho para os meus cds de rock, blues, do frank sinatra(e também um da nancy) e me pergunto, quê sou eu então? o.õ

    [Responder]



  14. John Fernandes falou:

    Finalmente alguém que se concientizou desta epidemia de ecleticismo que se alastra por ai. É uma forma tosca de certas pessoas esconderem seu nulo conhecimento sobre música. Além de criticar quem se reserva a apreciação de um ou alguns estilos que a pessoa realmente conhece e entende sobre.
    Por exemplo, escuto em maior parte rock, metal e suas variadas vertentes. Tento captar o que mais me agrada dentro deste estilo e ouço constantemente. Mas também aprecio música clássica, MPB e algumas coisas mais antigas, como new age e etc. Mas hoje, o ‘eclético’ se resume a ouvir o que toca nas rádios. Não em o trabalho de procurar algo que realmente o impressione. Apenas liga na estação mais badalada e curte seu funk e seu axé. Espero que um dia, mesmo sendo o axé ou o pagode..as pessoas realmente comecem a diferenciar música de modinha, deixem de ser ecléticas e tornem-se verdadeiros apreciadores da arte.

    [Responder]



  15. Bel falou:

    acho que você foi um pouco infeliz no título desse texto. como já foi dito aqui nos comentários, gostar de música implica você ser eclético, já que você deve (teoricamente, já que ninguém é obrigado a gostar de nada) apreciar os talentos da bossa-nova, do tango, do metal extremo, do rockzinho de garagem et alii; e mais tudo isso aí que você respondeu prá galera.

    até chegar no último parágrafo eu estava achando seus argumentos meio fracos, infundados, meio “essa mina não manja nada de nada”… mas aí você falou que “ser eclético adquiriu conotação perjorativa”, dando assim a entender que você realmente compreende as duas conotações de eclético: esse que você criticou e o ecleticismo de eleger o supra-sumo de cada gênero pra ouvir.

    eu gostei muito do texto, mas esses dois fatores (o título que generaliza de uma maneira errônea, dando uma primeira impressão errada sobre sua opinião; e a menção de ecleticismo estar sendo utilizado num contexto diferente do que realmente significa só no final da sua fala) foram bem prejudiciais para a nitidez da leitura.

    que tal agora um post sobre o verdadeiro ecleticismo? seria interessante.

    eclético pride forever!

    xoxo

    [Responder]



  16. Poisony falou:

    Sou curto e grosso em categorizar toda a música produzida no mundo (quiçá universo, mas a cena interplanetária ainda não deu as caras aqui) em dois gêneros:

    Boa e ruim.

    E, sim, os conceitos de “bom ou ruim” dependem totalmente de contexto, sentimentos e aquilo tudo que faça a endorfina jorrar no cérebro e tu soltar um “quedocaralho” mental.

    Mas no mais, concordo com a posição dos que dizem que são ecléticos por falta de envolvimento com a música e tenho asco do “não gosto, mas tenho que respeitar”. Respeito é pra quem tem, já diria MV Bill. E quando a música não conquista meu respeito, não tem porque eu respeitá-la, correto?

    Ah, sim, cheguei aqui via Cabaret Cuba…er, Nebulosa Nerd’s Bar. Bom blogue esse verdinho aqui.

    [Responder]



  17. natalia tinoco falou:

    Navegando pelo blog do Nigel Goodman eu caí de para quedas aqui.
    De uns tempos pra cá, virei leitora de blogs (leio assiduamente) e a cada dia eu descubro mais e mais blogs para ler. Confesso que após alguns posts que li aqui, ja gostei e ja incluí na minha lista mental de favoritos.

    Até que… Li este post sobre ser eclético.
    Por coincidência, o que me fez virar leitora do Nigel foi justamente este post dele sobre Gosto Musical no FazSentido, um outro blog que ele participava:
    http://www.fazsentido.com/?p=548#comments
    (leia antes de continuar..)

    Concordo completamente com este post dele, nunca tinha encontrado alguem no mundo com a mesma opinião que a minha, foi muito confortante ler o que ele escreveu.

    A sua opinião é totalmente contrária à dele e minha. Sou 100% eclética e descobri o porquê disso: a música NÃO me influencia.
    Não é porque ouço funk que saio na rua com um short minúsculo mascando chicrete. Não é pq ouço rock que uso roupas pretas ou all star. Etc etc.. A música não influencia minha vida nem meu estilo. Tenho meus princípios independente do que ouço. Aliás, ouço tudo mesmo, de Calypso a Fred Mercury. Sou feliz assim.
    O que acontece é que qualquer música (e disse qualquer música) que tiver tocando.. Se eu ouvir mais de 2 vezes eu fico com ela na cabeça e não tem jeito de sair!

    Enfim..
    Não é porque não concordo com este post que não vou continuar lendo o blog, que aliás gostei muito. Tenho muito amigos que discordam de mim em vários aspectos e nem por isso são inimigos.

    Viva a diversidade de opinião! Cada um com a sua. É legal ouvir opiniões diferentes, entender porque o outro pensa tão diferente de mim.

    Resposta: oi, Nathalia! Valeu pela opinião e por comentar.
    O erro foi meu nesse texto. Eu não soube expressar minhas idéias com clareza, inclusive porque todas as pessoas que reclamaram dele não eram de fato o alvo que eu pretendia atingir como ‘mau-eclético’.
    Eu mesma sou eclética, sabe? Mas é que hoje existem dois tipos de eclético - o que gosta de música e por isso ouve de tudo, porque ele gosta de música e de conhecer múysica, e o que não gosta de música e tbm POR ISSO ouve de tudo, por que pra ele tanto faz. E ele se diz eclético, mas na verdade é porque ele não gosta de nada. Entendeu? Certamente não é o seu caso, nem o meu, nem de várias pessoas que reclamaram aqui. Mas os verdadeiros falsos-ecléticos nunca chegaram a esse texto e, se chegaram, ou não serviram a carapuça ou não se manifestaram.

    [Responder]



  18. mariana falou:

    por isso q eu fiz um last.fm. tenho faz uns 3 anos, acho lindo. eu falo q sou eclética, mostro aquela lista de coisas q fiquei ouvindo e acho q tvz dê pra ver q eu não liguei o rádio e fiquei lá ouvindo qq coisa. eu fui atrás do q eu quero e gosto de ouvir, não tenho culpa se elas não tem nexo entre si. rs

    [Responder]



  19. Márcio Rothstein Bacha falou:

    Adorei o texto. Rage Against The Machine depois de um show da Ivete é demais. Só nos faz pensar que as pessoas têm um gosto duvidoso contra tudo o que é imposto. RATM é tão bom quanto Ivete. Mas são estilos completamente diferentes. Coisas que não se complementam, não combinam. Assim como, na minha opinião, café não combina com leite. Ou é um ou é outro.

    Abraços.

    P.S.: Devidamente linkada em http://esqueciaschaves.blogspot.com

    [Responder]



  20. Diego Machado falou:

    Sou fanático por samba tradicional ou de raiz, como queiram chamar. Não gosto de forró, não curto música sertaneja, não curto música eletrônica. Gosto de algumas músicas românticas nacionais, algumas bandas como Skank, Jota Quest, entre outras. Sou bem taxativo ao falr de música. Não sou fã de música estrangeira. Mas, ao mesmo tempo odeio o que se chama de MPB. O que é curtir MPB? Ana Carolina, Cássia Eller, Caetano, Gil, Chico? Muitas músicas desses representantes não tem nada de brasileira a não ser a letra. É tudo com embalagem gringa. O Rock não é brasileiro. Respondam-me, por favor: Fato Consumado e Flor de Lis (Djavan), Sampa (Caetano), Homenagem ao Malandro, Samba do Grande Amor, A Rita, Feijoada Completa são sambas? Por que não são consideradas sambas? E por que nas rádios de MPB não se toca samba, sendo que é o que temos de mais brasileiro na nossa música? Por que qualquer porcaria na boca de um Caetano da vida vira MPB?

    [Responder]



  21. Michel falou:

    pô, cheguei aqui a partir do yahoo.. li dois posts, a pesar de eu estar em horário de trabalho.
    concordo contigo num monte de coisas que tu falou (talvez as que eu não concorde tenham sido as que eu não prestei atenção - se eu não fosse relapso, eu não teria parado de trabalhar pra ler teu blog).
    Quando eu perguntava pra uma pessoa “que tipo de música tu prefere” e ela me respondia que era eclética, eu nunca parava por aí, seguia perguntando, “tá mas que bandas tu mais curte…” e aí via que a conversa não saía disso, porque a pessoa não sabia elencar seus artistas favoritos.
    Então vi que não tinham gosto desenvolvido por música, e que só ouviam o que todo mundo ouvia. Como eram variados os estilos, achavam que eram ecléticos. Só acham, né.
    Eu não me acho eclético. Gastei minha adolescência completando minhas coleções de Raimundos e Legião Urbana, ao mesmo tempo que ouvia Kid Abelha, Skank, Cidade Negra e Neto Fagundes. Hoje eu também ouço The Corrs, Infected Mushroom, Placebo, Diante do Trono, Filhos do Homem, Shakira, L’Arc~en~ciel. Esse final de semana passei baixando e ouvindo Menudo, Polegar, Dominó e Luan e Vanessa. Eu não ouço muita coisa, mas também ouço um monte de outras, tanto de qualidade boa, quanto de qualidade duvidosa.
    O Ecletismo já é coisa do passado. O Ecletismo é da época em que existia pouca coisa para se ouvir.
    E estamos no século XXI ;)

    [Responder]



  22. Ana Freitas falou:

    @Michel - Po, concordo que ecleticismo é coisa do passado. Mas você disse que não se acha eclético… se você não é eclético, então ninguém é! hahaha
    Mas eclético do jeito bom, ok Abs

    [Responder]



  23. Suzana falou:

    Taí, nunca gostei do rótulo de ecletismo que a maioria das pessoas utiliza!
    Talvez pq eu ache que quem se diz eclético é pq está acostumado a ouvir o que está na moda, nos top 10 da vida…

    Eu sou o tipo de pessoa de fases!
    Já tive momentos rap, axé, samba, pagode, forró, sertanejo, funk, rock, mpb e até mesmo as velharias trash da vida, mas sempre fui muito mais ligada nas letras e o no que me dizia a música, do que em sair por ai cantarolando qq porcaria que tocasse numa FM.
    Se hj me perguntam o que eu curto em música eu já respondo na lata: “Eu gosto de música boa, aquela que me emociona e que me faz refletir sobre alguma coisa.

    Será que isso me faz eclética?

    PS: Adoro a acidez dos teus posts!

    Bjs

    Suzana

    [Responder]



  24. Top 5: bandas mais legais da ficção | Olhômetro falou:

    [...] é uma dessas coisas que… ou você gosta ou você não gosta. E como eu já disse aqui, não tem essa de que todo mundo gosta de música. E é sempre bom saber que entre os escritores [...]



  25. Manifesto: diga NÃO às pessoas invisíveis | Olhômetro falou:

    [...] O invisível não gosta de música e, por isso, gosta de todas elas. O invisível não se veste mal… mas também não se veste bem, sabe? O perfume dele não chega a incomodar, mas não te atrai. Ele não fala muito, mas quando fala, não se aprofunda. Fica ali, passeando pelo Faustão, pelo RBD, pela Mulher Melancia e pelo jogo de domingo, pelas piadinhas prontas e já batidas. O invisível não é um cara mal-educado. Mas também não é exatamente simpático. [...]



  26. Fresno x Chitaozinho e Chororó: a mistura mais lógica do mundo | Olhômetro falou:

    [...] qualquer um que estiver em cima do palco tocando música (até o Jay Vaquer), sou eclética (no bom-sentido) e sou viciada em versões, remixes, arranjos diferentes e essas [...]



  27. led zeppelin no talo falou:

    ser eclético é tão idiota como ñ ser eclético…??? deu pra entender?…pessoas q so escutam uma coisa ou estilo musical parece ser principal caracteristica de headbengers como gostam de ser chamados….acho q amar musica ñ significa ser o eclético do texto….pessoas q ouvem de tudo para ñ se expor a nada, ou q ñ se deixam influenciar pela música…certamente ñ devemos nos influenciar por completo senão a maioria dos metaleiros teriam pacto com satan ou cortado os pulsos….devemos pegar aquilo de bom da musica, agradeço imenssamente a LED ZEPPELIN E PINK FLOYD entre mts outros por me incentivarem a PENSAR por mim mesmo…..num entendia porque gostava tanto dessas coisas até ler uma entrevista de Roger Waters falando sobre Dark Side of The Moon…”É legal se ocupar da ardua tarefa de se importar,pensar por si mesmo” ouço aquilo q faz sentido pra mim….q me diz algo…ñ algo pré-fabricado pronto a te agradar….costumo dizer q isso ñ é arte isso é entreternimento….agora se latino,kelly key,bruno e marrone,britiney spiers etc diz algo a alguem so faço uma coisa……rio ate minha barriga doer..hahahahahahahahaahahahahaha
    …..resumindo seu texto é ótimo deu até alguns argumentos em muitas discussões acaloras….see you on the dark side of the moon

    [Responder]

    Ana Freitas Reply:

    Hhhahahaha, precisamente, cara. Ser eclético e não ser eclético têm a mesma implicação e restringem as coisas.

    [Responder]



  28. cleiton falou:

    Isso ae, falou tudo, adoro a cara da pessoa qdo ela diz que é eclética e eu digo que eu sou ortodoxo,por isso o rock me seduziu , pq vc o ama ou o odeia .

    [Responder]



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