08.07

2008
5:20 am

Ser eclético é não gostar de música

Postado em Brasil, Crônicas, Música, Pop

Tem um mal assolando a humanidade nos últimos tempos. É a tolerância ao mau-gosto.

O discurso do politicamente correto, do ‘não gosto, mas devo respeitar’, se alastrou de forma assustadora. O resultado é que você não gosta de sertanejo, mas deve respeitar pessoas que usam chapéu de caubói, fivela gigante dourada e botas country no dia-a-dia. Tudo em nome do respeito ao próximo. Pfff.

cowboy

O chapéu, botas com esporas, colete, calça com franjas e fivelas inspiram respeito

Mesma coisa pra música. Ser ‘eclético’ tá na moda, e todo mundo deve aceitar isso sem questionar. Acabaram com as incompatibilidades de gênero. O pessoal vai na micareta, gosta de psytrance e sobra tempo pra ouvir um Detonautas supimpa. Tudo na maior harmonia.

Sou só eu ou alguém não pode simplesmente sair por aí dizendo que gosta de coisas tão diferentes, ao mesmo tempo, e fingir que tá tudo bem? Essas coisas são incompatíveis, cara. Não dá pra ir no show da Ivete e voltar ouvindo Rage Against The Machine no carro (acredite, sei de gente que faz isso). Tem algo errado em algum lugar dessa história. E se você não enxerga isso, vou te dar um exemplo gráfico (o famoso ‘quer que eu desenhe?’ adaptado para a web) pra ver se fica mais fácil perceber que há algo… hum, um pouco deslocado:


Encontre o elemento que não faz parte da cena (Mi, essa é pra você)

E ai de nós, pessoas perceptoras do desvio de comportamento, se questionarmos a disparidade de conteúdos. Não há mal nenhum em ser eclético, eu costumo ouvir.

Uma vez eu perguntei pra uma pessoa se ela gostava de música. Ela me respondeu ‘e quem não gosta’?

Ué, até onde eu sei, a maioria das pessoas não gosta de música. A maioria das pessoas senta lá e escuta o que tá tocando. Baixa o que tocou na festa de sábado. É o gado musical. É o ‘em cima do muro’. Pior do que um fundamentalista pra um lado ou pro outro é não saber pra que lado ir.

Ser eclético, então, adquiriu essa maldita conotação pejorativa. Porque na nossa era, dizer que é eclético se traduz em não gostar de música. Num niilismo ligeiramente subvertido, a nossa sociedade transformou o gostar de tudo em gostar de nada. E a gente aceita isso como se fosse algo legal.


Ok, esse é o único caso em que você pode misturar as duas coisas sem parecer… hum, eclético

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64 comentários (Comente! Trackback)

  1. Mi
    08/07/08 | 10:23 am | #

    Adorei!

    Responder

  1. marcus
    08/07/08 | 2:13 pm | #

    Puta que o pariu! Deste jeito, mais uns meses e tu vai virar alguém como eu, que só sabe falar mal dos outros.

    mas de uma maneira totalmente genial, claro.

    Eu ODEIO quem se diz eclético. Quem é eclético não gosta de nada. Não tem interesse em gostar de nada. É, como tu disse, gado.

    Responder

    samuka Reply:

    caras vcs deviam se tratar

    Responder

    Andre de aventura Reply:

    AN….NITA ! vC COMO SEMPRE MORDAZ, MAS COM INTELIGÊCIA… ADORO SUA RESPOSTAS… PE PREFERIVEL TI OUVIR ,,, DO QUE TI PERGUNTAR… ENTENDEU^?

    Responder

  1. TOTAL ALIEN
    08/07/08 | 4:13 pm | #

    Quem diz que é eclético, na verdade não tem gosto e opinião sobre música.
    O que tocar engole!!

    Responder

  1. núbie
    08/07/08 | 5:54 pm | #

    Discordo em algumas partes…
    Villa Lobos, só se tornou quem é, quando abriu seus horizontes, para a música e cultura regionais, por exemplo.
    Penso que as pessoas devem sim, ter liberdade p ouvir o que quiserem, até Kelly Key, Latino, e nós como pessoas, com um pouco de entendimento musical, respeitá-las. Estudo música, e consigo escutar de tudo, sou eclética? humm… não sei dizer. Eu gosto mesmo é de música boa, independente de quem canta, ou rótulos.

    Beijão

    Resposta: oi, Núbie. Você serve a carapuça se quiser. Perceba que eu critico um tipo de ‘ecleticismo’ que foi subvertido em seu significado. Hoje em dia, tá na moda dizer que é eclético, e quem faz isso normalmente não gosta de música. Eu mesma me considero ‘eclética’, no sentido original da coisa, até porquê isso evita rótulos musicais chatos, que eu não gosto de assumir. Critiquei aqui o falso ecleticismo, sinônimo eufemístico pra não gostar de música. Sobre as pessoas ouvirem ou não Latino e Kelly Key, acho perfeitamente aceitável, desde que elas se mantenham dentro desse gênero. Não dá pra ter na mesma playlist o CD do Latino e um do Pink Floyd porque isso é absolutamente incompatível e, na minha tese, plenamente criticável.
    Peço também que atente para o tom humorístico do blog. =)
    Abraço,

    Responder

  1. Lucas P. Feniman
    08/07/08 | 6:17 pm | #

    Ontem eu tava discutindo com 1 cara sobre o fato dele dizer que sua religião é rock e estar ouvindo Zeca Pagodinho na hora e ai eu parei pra pensar: seria eu o único que critica esse tipo de coisa? E ai você aparece com esse post hehehe. Eu só acho que tem 2 modos de interpretar esse seu post. Ecletismo é escolher o melhor de cada coisa ( no caso, o melhor de cada tipo de música), 1 coisa é o cara variar entre Michael Jackson, Led Zeppelin e Frank Sinatra que seriam os reis do pop e do rock. Outra é o cara ouvir Forró depois Pop depois Rock e depois Funk. Qualquer bom ouvinte sabe que não existe o bom Pop ou bom funk nos dias de hoje. Pop é um tipo de música que não se baseia no quanto a pessoa manja, assim como a Dança do Créu. Eu, por exemplo. 95% das músicas que ouço são rock mas eu não sou Roqueiro de verdade, apenas gosto do que é bom, tanto que uma hora ou outra to no youtube procurando videos de caras que mudaram a história do Jazz ou que são conhecidos por aquele solo de Piano. Logo eu posso ser considerado Eclético, mas muito contrário do título do post. Sou eclético por 1 única razão que é gostar de música boa.

    –> devem me odiar pelos comentários gigantes hehehe.

    Resposta: imagina, Lucas. Eu adoro comentários gigantes. =)
    Vc descreveu de maneira precisa. Como disse pra Núbie aqui embaixo, eu mesma sou um tipo de eclética, mais ou menos esse que você também é, até porque vario entre Michael Jackson, Led e Frank Sinatra (embora goste mais da Nancy, hehe). Critico o ecleticismo vazio, sem propósito, que é o cara que ouve de tudo justamente porque não gosta de nada em específico.
    Abraço,

    Responder

  1. brunogalhardi
    08/07/08 | 8:27 pm | #

    “Não dá pra ir no show da Ivete e voltar ouvindo Rage Against The Machine no carro (acredite, sei de gente que faz isso).” [/quote]

    Faço isso com uma naturalidade que salta aos olhos com freqüência. Afinal, não é num bar fedido da augusta com um RATM cover que irei sarrear sem crise um rostinho bonito e umas belas pernas.

    Resposta: Sr. Galhardi, sorte que te conheço e posso afirmar com segurança que sua ecleticidade não é a que critico no texto. Já conversamos sobre isso sob um toldo amarelo no segundo andar no Delta, não? =)

    Responder

  1. Fã nº 1
    08/07/08 | 8:31 pm | #

    Onde está escrito que eu tenho de ouvir a música que uma outra pessoa achou que era boa? Se eu não acho a música boa, não acho. Deve ser o mesmo lugar onde está escrito que eu não deveria ouvir uma música que alguém que entende de música disse que não era boa. Aliás, eu adorei essa discussão. E mais, onde está escrito que o eclético verdadeiro é só aquele que escuta o melhor de todos os gêneros que existem? Achei esse post estranho. No final, aqui comentando, nem sei ao certo sobre o que diz o post. Vou arriscar: eu gosto das melhores músicas que ouço. Por isso, só tenho vontade de ouvir as músicas que eu gosto dos mais variados gêneros. Não respeito os ecléticos por eles serem ecléticos, mas pelo direito de eles escutarem e acharem bom aquilo que eles escutam e acham bom. Empolguei-me. Tchau.

    Resposta: Pai, não precisei nem te responder, que meus leitores são excelentes e o Lucas aqui já fez isso por mim. Mas fiquei meio confusa. A gente conversa em casa. Beijos.

    Responder

  1. Lucas P. Feniman
    08/07/08 | 8:52 pm | #

    “E mais, onde está escrito que o eclético verdadeiro é só aquele que escuta o melhor de todos os gêneros que existem?”

    No dicionário? HEHEHE

    Houaiss
    eclético

    • adjetivo
    1. que seleciona o que parece ser melhor em várias doutrinas, métodos ou estilos

    Resposta: AE LUCAS! Ownou meu pai. Hhahahahah

    Responder

  1. Fã nº 1
    08/07/08 | 9:41 pm | #

    Prometo parar por aqui nesse post: “‘…seleciona o que parece.’” Beijo

    Responder

  1. Lannes
    09/07/08 | 7:14 pm | #

    Eu ouço de quase tudo.

    Eu gosto de Ivete e de Rage.

    Tbm ouço pagode, gospel e romantica.

    Não gosto de rap nem de psy.
    Ouço qdo toca pra nao causar, mas não gosto.

    Isso é ser eclética?!

    Responder

  1. Lannes
    09/07/08 | 7:16 pm | #

    Ah, e tudo na mesma playlist sim senhora. Só não dá pra ouvir uma seguida da outra.

    É tipo: momento rage, momento ivete, momento gospel, momento romantica.

    Continuo com a pergunta:

    A carapuça me serve?! Não consegui desvendar (minha raiza tá loira, sabe como é.)

    Resposta: Lannes, não fique brava comigo nem deserte o blog, já que você é minha leitora mais fiel e participativa. Mas de acordo com a minha premissa, sua descrição se encaixa sim na minha crítica. Óbvio que isso não faz de você alguém pior ou melhor… você só é… eclética. =)

    Responder

  1. Olaf
    11/07/08 | 3:29 pm | #

    Bom, muito bem colocado…

    Responder

  1. P.I.
    15/07/08 | 2:02 pm | #

    Primeiro post que leio aqui no Olhômetro e já me causou uma boa impressão (:
    Discuti esse assunto com um amigo meu umas semanas atras e chegamos em uma conclusão bem parecida com a sua. Sempre fiquei revoltado com essas pessoas q dizem “escutar de tudo”, ai olho para os meus cds de rock, blues, do frank sinatra(e também um da nancy) e me pergunto, quê sou eu então? o.õ

    Responder

  1. John Fernandes
    15/07/08 | 2:38 pm | #

    Finalmente alguém que se concientizou desta epidemia de ecleticismo que se alastra por ai. É uma forma tosca de certas pessoas esconderem seu nulo conhecimento sobre música. Além de criticar quem se reserva a apreciação de um ou alguns estilos que a pessoa realmente conhece e entende sobre.
    Por exemplo, escuto em maior parte rock, metal e suas variadas vertentes. Tento captar o que mais me agrada dentro deste estilo e ouço constantemente. Mas também aprecio música clássica, MPB e algumas coisas mais antigas, como new age e etc. Mas hoje, o ‘eclético’ se resume a ouvir o que toca nas rádios. Não em o trabalho de procurar algo que realmente o impressione. Apenas liga na estação mais badalada e curte seu funk e seu axé. Espero que um dia, mesmo sendo o axé ou o pagode..as pessoas realmente comecem a diferenciar música de modinha, deixem de ser ecléticas e tornem-se verdadeiros apreciadores da arte.

    Responder

  1. Bel
    16/07/08 | 5:48 am | #

    acho que você foi um pouco infeliz no título desse texto. como já foi dito aqui nos comentários, gostar de música implica você ser eclético, já que você deve (teoricamente, já que ninguém é obrigado a gostar de nada) apreciar os talentos da bossa-nova, do tango, do metal extremo, do rockzinho de garagem et alii; e mais tudo isso aí que você respondeu prá galera.

    até chegar no último parágrafo eu estava achando seus argumentos meio fracos, infundados, meio “essa mina não manja nada de nada”… mas aí você falou que “ser eclético adquiriu conotação perjorativa”, dando assim a entender que você realmente compreende as duas conotações de eclético: esse que você criticou e o ecleticismo de eleger o supra-sumo de cada gênero pra ouvir.

    eu gostei muito do texto, mas esses dois fatores (o título que generaliza de uma maneira errônea, dando uma primeira impressão errada sobre sua opinião; e a menção de ecleticismo estar sendo utilizado num contexto diferente do que realmente significa só no final da sua fala) foram bem prejudiciais para a nitidez da leitura.

    que tal agora um post sobre o verdadeiro ecleticismo? seria interessante.

    eclético pride forever!

    xoxo

    Responder

  1. Poisony
    02/08/08 | 7:02 pm | #

    Sou curto e grosso em categorizar toda a música produzida no mundo (quiçá universo, mas a cena interplanetária ainda não deu as caras aqui) em dois gêneros:

    Boa e ruim.

    E, sim, os conceitos de “bom ou ruim” dependem totalmente de contexto, sentimentos e aquilo tudo que faça a endorfina jorrar no cérebro e tu soltar um “quedocaralho” mental.

    Mas no mais, concordo com a posição dos que dizem que são ecléticos por falta de envolvimento com a música e tenho asco do “não gosto, mas tenho que respeitar”. Respeito é pra quem tem, já diria MV Bill. E quando a música não conquista meu respeito, não tem porque eu respeitá-la, correto?

    Ah, sim, cheguei aqui via Cabaret Cuba…er, Nebulosa Nerd’s Bar. Bom blogue esse verdinho aqui.

    Responder

  1. natalia tinoco
    27/08/08 | 5:14 pm | #

    Navegando pelo blog do Nigel Goodman eu caí de para quedas aqui.
    De uns tempos pra cá, virei leitora de blogs (leio assiduamente) e a cada dia eu descubro mais e mais blogs para ler. Confesso que após alguns posts que li aqui, ja gostei e ja incluí na minha lista mental de favoritos.

    Até que… Li este post sobre ser eclético.
    Por coincidência, o que me fez virar leitora do Nigel foi justamente este post dele sobre Gosto Musical no FazSentido, um outro blog que ele participava:
    http://www.fazsentido.com/?p=548#comments
    (leia antes de continuar..)

    Concordo completamente com este post dele, nunca tinha encontrado alguem no mundo com a mesma opinião que a minha, foi muito confortante ler o que ele escreveu.

    A sua opinião é totalmente contrária à dele e minha. Sou 100% eclética e descobri o porquê disso: a música NÃO me influencia.
    Não é porque ouço funk que saio na rua com um short minúsculo mascando chicrete. Não é pq ouço rock que uso roupas pretas ou all star. Etc etc.. A música não influencia minha vida nem meu estilo. Tenho meus princípios independente do que ouço. Aliás, ouço tudo mesmo, de Calypso a Fred Mercury. Sou feliz assim.
    O que acontece é que qualquer música (e disse qualquer música) que tiver tocando.. Se eu ouvir mais de 2 vezes eu fico com ela na cabeça e não tem jeito de sair!

    Enfim..
    Não é porque não concordo com este post que não vou continuar lendo o blog, que aliás gostei muito. Tenho muito amigos que discordam de mim em vários aspectos e nem por isso são inimigos.

    Viva a diversidade de opinião! Cada um com a sua. É legal ouvir opiniões diferentes, entender porque o outro pensa tão diferente de mim.

    Resposta: oi, Nathalia! Valeu pela opinião e por comentar.
    O erro foi meu nesse texto. Eu não soube expressar minhas idéias com clareza, inclusive porque todas as pessoas que reclamaram dele não eram de fato o alvo que eu pretendia atingir como ‘mau-eclético’.
    Eu mesma sou eclética, sabe? Mas é que hoje existem dois tipos de eclético – o que gosta de música e por isso ouve de tudo, porque ele gosta de música e de conhecer múysica, e o que não gosta de música e tbm POR ISSO ouve de tudo, por que pra ele tanto faz. E ele se diz eclético, mas na verdade é porque ele não gosta de nada. Entendeu? Certamente não é o seu caso, nem o meu, nem de várias pessoas que reclamaram aqui. Mas os verdadeiros falsos-ecléticos nunca chegaram a esse texto e, se chegaram, ou não serviram a carapuça ou não se manifestaram.

    Responder

  1. mariana
    28/08/08 | 7:10 pm | #

    por isso q eu fiz um last.fm. tenho faz uns 3 anos, acho lindo. eu falo q sou eclética, mostro aquela lista de coisas q fiquei ouvindo e acho q tvz dê pra ver q eu não liguei o rádio e fiquei lá ouvindo qq coisa. eu fui atrás do q eu quero e gosto de ouvir, não tenho culpa se elas não tem nexo entre si. rs

    Responder

  1. Márcio Rothstein Bacha
    22/09/08 | 1:17 pm | #

    Adorei o texto. Rage Against The Machine depois de um show da Ivete é demais. Só nos faz pensar que as pessoas têm um gosto duvidoso contra tudo o que é imposto. RATM é tão bom quanto Ivete. Mas são estilos completamente diferentes. Coisas que não se complementam, não combinam. Assim como, na minha opinião, café não combina com leite. Ou é um ou é outro.

    Abraços.

    P.S.: Devidamente linkada em http://esqueciaschaves.blogspot.com

    Responder

  1. Diego Machado
    22/09/08 | 3:44 pm | #

    Sou fanático por samba tradicional ou de raiz, como queiram chamar. Não gosto de forró, não curto música sertaneja, não curto música eletrônica. Gosto de algumas músicas românticas nacionais, algumas bandas como Skank, Jota Quest, entre outras. Sou bem taxativo ao falr de música. Não sou fã de música estrangeira. Mas, ao mesmo tempo odeio o que se chama de MPB. O que é curtir MPB? Ana Carolina, Cássia Eller, Caetano, Gil, Chico? Muitas músicas desses representantes não tem nada de brasileira a não ser a letra. É tudo com embalagem gringa. O Rock não é brasileiro. Respondam-me, por favor: Fato Consumado e Flor de Lis (Djavan), Sampa (Caetano), Homenagem ao Malandro, Samba do Grande Amor, A Rita, Feijoada Completa são sambas? Por que não são consideradas sambas? E por que nas rádios de MPB não se toca samba, sendo que é o que temos de mais brasileiro na nossa música? Por que qualquer porcaria na boca de um Caetano da vida vira MPB?

    Responder

  1. Michel
    22/09/08 | 5:31 pm | #

    pô, cheguei aqui a partir do yahoo.. li dois posts, a pesar de eu estar em horário de trabalho.
    concordo contigo num monte de coisas que tu falou (talvez as que eu não concorde tenham sido as que eu não prestei atenção – se eu não fosse relapso, eu não teria parado de trabalhar pra ler teu blog).
    Quando eu perguntava pra uma pessoa “que tipo de música tu prefere” e ela me respondia que era eclética, eu nunca parava por aí, seguia perguntando, “tá mas que bandas tu mais curte…” e aí via que a conversa não saía disso, porque a pessoa não sabia elencar seus artistas favoritos.
    Então vi que não tinham gosto desenvolvido por música, e que só ouviam o que todo mundo ouvia. Como eram variados os estilos, achavam que eram ecléticos. Só acham, né.
    Eu não me acho eclético. Gastei minha adolescência completando minhas coleções de Raimundos e Legião Urbana, ao mesmo tempo que ouvia Kid Abelha, Skank, Cidade Negra e Neto Fagundes. Hoje eu também ouço The Corrs, Infected Mushroom, Placebo, Diante do Trono, Filhos do Homem, Shakira, L’Arc~en~ciel. Esse final de semana passei baixando e ouvindo Menudo, Polegar, Dominó e Luan e Vanessa. Eu não ouço muita coisa, mas também ouço um monte de outras, tanto de qualidade boa, quanto de qualidade duvidosa.
    O Ecletismo já é coisa do passado. O Ecletismo é da época em que existia pouca coisa para se ouvir.
    E estamos no século XXI ;)

    Responder

  1. Ana Freitas
    22/09/08 | 7:03 pm | #

    @Michel – Po, concordo que ecleticismo é coisa do passado. Mas você disse que não se acha eclético… se você não é eclético, então ninguém é! hahaha
    Mas eclético do jeito bom, ok Abs

    Responder

  1. Suzana
    24/09/08 | 4:43 am | #

    Taí, nunca gostei do rótulo de ecletismo que a maioria das pessoas utiliza!
    Talvez pq eu ache que quem se diz eclético é pq está acostumado a ouvir o que está na moda, nos top 10 da vida…

    Eu sou o tipo de pessoa de fases!
    Já tive momentos rap, axé, samba, pagode, forró, sertanejo, funk, rock, mpb e até mesmo as velharias trash da vida, mas sempre fui muito mais ligada nas letras e o no que me dizia a música, do que em sair por ai cantarolando qq porcaria que tocasse numa FM.
    Se hj me perguntam o que eu curto em música eu já respondo na lata: “Eu gosto de música boa, aquela que me emociona e que me faz refletir sobre alguma coisa.

    Será que isso me faz eclética?

    PS: Adoro a acidez dos teus posts!

    Bjs

    Suzana

    Responder

  1. Top 5: bandas mais legais da ficção | Olhômetro
    25/09/08 | 4:49 am | #

    [...] é uma dessas coisas que… ou você gosta ou você não gosta. E como eu já disse aqui, não tem essa de que todo mundo gosta de música. E é sempre bom saber que entre os escritores [...]

  1. Manifesto: diga NÃO às pessoas invisíveis | Olhômetro
    30/09/08 | 4:32 am | #

    [...] O invisível não gosta de música e, por isso, gosta de todas elas. O invisível não se veste mal… mas também não se veste bem, sabe? O perfume dele não chega a incomodar, mas não te atrai. Ele não fala muito, mas quando fala, não se aprofunda. Fica ali, passeando pelo Faustão, pelo RBD, pela Mulher Melancia e pelo jogo de domingo, pelas piadinhas prontas e já batidas. O invisível não é um cara mal-educado. Mas também não é exatamente simpático. [...]

  1. Fresno x Chitaozinho e Chororó: a mistura mais lógica do mundo | Olhômetro
    30/09/08 | 4:32 am | #

    [...] qualquer um que estiver em cima do palco tocando música (até o Jay Vaquer), sou eclética (no bom-sentido) e sou viciada em versões, remixes, arranjos diferentes e essas [...]

  1. led zeppelin no talo
    24/10/08 | 3:50 am | #

    ser eclético é tão idiota como ñ ser eclético…??? deu pra entender?…pessoas q so escutam uma coisa ou estilo musical parece ser principal caracteristica de headbengers como gostam de ser chamados….acho q amar musica ñ significa ser o eclético do texto….pessoas q ouvem de tudo para ñ se expor a nada, ou q ñ se deixam influenciar pela música…certamente ñ devemos nos influenciar por completo senão a maioria dos metaleiros teriam pacto com satan ou cortado os pulsos….devemos pegar aquilo de bom da musica, agradeço imenssamente a LED ZEPPELIN E PINK FLOYD entre mts outros por me incentivarem a PENSAR por mim mesmo…..num entendia porque gostava tanto dessas coisas até ler uma entrevista de Roger Waters falando sobre Dark Side of The Moon…”É legal se ocupar da ardua tarefa de se importar,pensar por si mesmo” ouço aquilo q faz sentido pra mim….q me diz algo…ñ algo pré-fabricado pronto a te agradar….costumo dizer q isso ñ é arte isso é entreternimento….agora se latino,kelly key,bruno e marrone,britiney spiers etc diz algo a alguem so faço uma coisa……rio ate minha barriga doer..hahahahahahahahaahahahahaha
    …..resumindo seu texto é ótimo deu até alguns argumentos em muitas discussões acaloras….see you on the dark side of the moon

    Responder

    Ana Freitas Reply:

    Hhhahahaha, precisamente, cara. Ser eclético e não ser eclético têm a mesma implicação e restringem as coisas.

    Responder

  1. cleiton
    06/11/08 | 12:19 am | #

    Isso ae, falou tudo, adoro a cara da pessoa qdo ela diz que é eclética e eu digo que eu sou ortodoxo,por isso o rock me seduziu , pq vc o ama ou o odeia .

    Responder

  1. Analista
    09/01/09 | 2:43 pm | #

    Muitos blogs são pra isso, gente que não tem o que fazer discutir coisas inúteis, kkk.

    Masturbação mental.

    Cada um ouve o que quer e até lê né.

    Valeu velhos da Ditadura, agora do som.

    Só o que eu escuto e o que eu acho é que presta.

    Cada um cada um.

    Liberté, Egalité, Fraternité.

    Mas se tem gente que gosta de blog e disto aqui, eu permito que usem pra sua diversão.

    Viu o que se chama liberdade, e é tão boa. rsrsrrssrsr

    Responder

  1. Fabiane
    09/01/09 | 3:40 pm | #

    Não acho que seja “tolerância ao mau gosto”. Só por que você não gosta de algo não quer dizer que aquilo seja ruim.
    Já existe incompatibilidade entre raças, religiões e várias outras coisas, o que causam muitas mortes e guerras…
    Você ainda quer isso na música?

    Responder

  1. Joelson
    06/03/09 | 12:55 pm | #

    Aos que você chama de “gado” eu chamo de mente aberta para os diversos generos musicais que o cenário nacional e internacional trazem a tona.
    Sou DJ trabalho com música eletrônica(psy, trance, dance, house, tecno e electro) e curto várias tendências musicais, em momentos vagos também ouço moda de viola, Heavy Metal e porque não pagode.
    Ouço porque gosto, me agrada e faço parte do “gado”.
    Você deve ser uma pessoa limitada, só possue o tico e teco, se entrar novo neurônio funde a cabeça.
    Assim como as várias tribos de Punks, Grunges, Emocore,etc, devem SIM ser respeitadas e cada um curte o que quer e como bem entender e isso não é ignorância.
    Ignorância é achar que existe um “gado” de qualquer raça que aceita qualquer pasto, pois bem, tem muita vaca louca comendo ração e se achando dona do rebanho.
    Ser eclético é o mesmo que ser Agnóstico(procure no dicionário) e não ter religião mas aceitar que outros tenham uma religião, é não ter um Deus mas respeitar que isso faz as pessoas felizes.
    Agora ouvir NXZero ou The Sisters of Mercy ou Djavan não vai lhe fazer pensar que você entende mais de música do que qualquer outro, conhecer um pouco de tudo é bem melhor que conhecer tudo de um pouco. Usando as palavras do analista, vamos impor a ditadora musical atribuida por um ignorante musical que escreve bem e lhe falta ouvidos pra extrair qualidade em diversidade musical.
    Mas equilibrando o tico e o teco quem sabe as barreiras sejam rompidas e sua mente se abra a novos horizontes musicais……afinal como explicar que Deus existe se eu nunco o vi.
    Abraços.

    Responder

  1. Thiago Henrique
    06/03/09 | 1:18 pm | #

    Ja dizia o Sr. Antônio Cristovão: (meu pai, que ainda vive, textos com “ja dizia” lembra entes que ja partiram,,,aiai) -Quem gosta um pouco de tudo, de nada gosta muito. Quem sabe um pouco de tudo, de nada sabe muito- E ele tem razão parcial sim. Acredito no “GOSTO” musical encarado não como “hobbie” mas sim como uma paixão. Se eu gosto de rock (e gosto bastante) não é cantando o refrão de duas músicas que ja tocaram muito no rádio que me fará um fã do gênero. Quer falar sobre rock comigo? Ótimo! Desde que voce tenha conhecimento para o mesmo! Quer discutir música sertaneja com meu irmão? Ótimo, mas tenha conhecimento para o mesmo(ele é perito no assunto). O que estou tentando dizer é que uma boa porcentagem dos “ecléticos” tem a música como hobbie, válvula de escape, ou simplesmente como desculpa para sair nos finais de semana(Que tem show). Mas gosto não se discute. Tem os apaixonados por carro, por livros e por música. E os “apaixonados” por música não são “ecléticos”.

    Uff!! Acabei!

    Parabéns pelo POST!

    Responder

  1. Vanessa
    06/03/09 | 6:00 pm | #

    Nossa fato, eu não sou eclética… e falo isso sem vergonha…

    pior é aguentar pessoas dizendo, ai mas vc é muito limitada…

    pelo amor de deus.. eu gosto de música, escuto ela… e ponto, ela não precisa ficar tocando na rádio pra eu gostar…

    é o fim…

    Responder

  1. Joaquim Basso
    07/03/09 | 6:32 pm | #

    Excelente o post e seu blog! Acabo de me tornar um fã seu… pretendo acompanhá-la.
    Não que eu concorde com tudo que você diz, mas as polêmicas que vc levanta são excelentes. Tanto que citei seu blog no meu último post (por favor, visite-o… acho q vc vai gostar).
    Acho q o que vc quer dizer aqui é que é possível ser eclético de uma forma saudável, desde que vc saiba pq vc é eclético e não o seja simplesmente pq vc ouve tudo q toca na rádio… O mais importante é saber questionar seus próprios gostos… Escrevi algo parecido em meu blog, mas sua abordagem em relação à música é excelente!
    Parabéns!

    Responder

    Ana Freitas Reply:

    Oi, Joaquim!
    Li teu post ontem, porque vi vc linkando pra cá e fui ver o que era, só fiquei sem tempo de comentar. Gostei bastante do que vc faz por lá :)
    Obrigada, volte sempre!
    Bj

    Responder

    Joaquim Basso Reply:

    Obrigado vc! Volte a me visitar, então, hein! Bjos!

    Responder

  1. analee
    11/04/09 | 7:41 am | #

    eu sempre me considerei ecletica. mas,na verdade eu compreendi que eu me considero eclética nao por ouvir todos os estilos de musica que existem, mas sim por respeitar esses estilos e as pessoas que os ouvem.
    Por exemplo,eu nao fico ouvindo em casa “hoje a giripoca vai piar”…mas se eu ouvir essa musica em algum lugar ou conversar com alguem que gosta,eu jamais vou tratar a pessoa que ouve ou o estilo com desrespeito. E por isso eu nao sei se sou eclética ou nao!
    nao sei me classificar no que diz respeito a estilo musical, por que eu gosto de vários estilos,muito diferentes entre si. Mas eu nao consigo ter aversão aos estilos diversos que existem, mesmo que esse nao seja o meu preferido. e me sinto feliz por conseguir respeitar as diferenças, pois creio que ninguem é obrigado a compartilhar da minha opiniao. afinal,cada um tem seu gosto, e nao é por que uma pessoa pensa de modo diferente do meu que irei julga-la por isso.

    Responder

  1. Michael
    13/04/09 | 8:41 pm | #

    talvez a pergunta mais importante é ser feita é, o que é boa música e como a decidimos?

    Responder

    Fábio Reply:

    “bom”/”ruim” é juízo de valor… isso é subjetivo. talvez a pergunta seja: que músicas continuarão a ser ouvidas por nossos descendentes, pelas futuras gerações, enquanto a espécie humana existir?

    Responder

  1. Claudio
    15/04/09 | 5:14 pm | #

    Discordo…
    Desde moleque gostava de Chico Buarque e Ozzy…
    oque tem a ver um com outro ???
    Pra mim… boa musica ….cada um a seu jeito… sua verdade…
    Nao curto sertanejo,no sentido de por pra tocar em casa mas gosto posso muito bem gostar (como realmente gosto )de certas canções, evidente que por ter cultura musical, tenho oque chamam de bom gosto, e sei o que faz uma cançao ou artista ou estilo ser bom ! E posso dizer Que é a VERDADE . A verdade que o artista coloca na musica é que faz ela ser boa !
    Zeca Pagodinho é otimo porque faz com verdade, propriedade !
    Megadeth também, o Dave Mustaine toca como quem ta pra morrer amarrado na linha do trem ! Sorte daqueles q sabem entender isso !
    Gostar de todas essas coisas nao é questao de ser politicamente correto e sim musicalmente inteligente ! Diferente do dono do Blog !
    Comparo musica a comida, vc pode adorar Cheese Salada, ou pizza mas não vai querer comer isso todo dia o dia todo, cafe da manha, almoço e jantar ! Até porque isso faria mal a sua saude !
    Música é bem parecido, a cada momento, teu estado de espirito pede pra ouvir um tipo de música ! Faz bem pra saude do cerebro nao ouvir só um tipo de musica !
    Queria algo politicamente incorreto ? Acho que foi neh !!!

    Responder

  1. Camila
    27/04/09 | 9:30 pm | #

    Depois de ler este post fiquei refletindo sobre a minha posição em relação a musica..e cheguei a conclusão que sou ECLÉTICA..ehhhhhhehhhh
    mas daquela forma boa que comentaram acima, pq seleciono o que ouço no carro (geralmente baixo e gravo as músicas da Internet)
    Gosto de música boa, que realmente tem um significado e que faça eu sentir alguma emoção como alegria, saudades de alguem etc…
    por incrivel que pareça no mesmo CD tem Ozzy, Marisa Monte, Cachorro Grande e Funk como le gusta..acho q são estilos bem diferentes, mas todas as canções excelentes!
    Mas tb tudo tem limite e meu ouvido não é pinico pra ouvir aqueles forrós risca faca e funk carioca q tocam incessantemente nos botecoes da vida todos os finais de semana…
    Tb acho q o respeito é como educação: ou a pessoa tem ou não!
    Ufa! Para finalizar este comentário, eu acho que o bom senso pede que nos adaptemos a diversos ambientes para curtir mais a vida, ou seja, a pergunta que não quer calar:
    “Quem nunca se requebrou/dançou ao som de axé ou sambão em uma festa com os amigos depois de ter bebido todas, só pra zuar?”

    É isso aí gente, independente do seu gosto musical, curta muito a vida e os momentos bons com as pessoas que vc gosta, isso faz tudo valer a pena!

    bjossss

    Responder

  1. Marcelo Luv
    08/05/09 | 12:35 pm | #

    Sou locutor de rádio e tive uma experiencia muito chata.Trabalhei em uma emissora de FM que no slogan dizia : Eclética como voce!! O Play list tocava e ainda toca de tudo, desde Latino, Créu,Créu,Créu, pagode,muito sertanejo e uma salada geral de outros generos…que em determinado momento, não existiu mais possibilidades de continuar ouvinto e tocando aquele amontoado de generos que cada qual com suas bizzarices, conclusão pedi demissão.Sai batido…n aguentei…rsrsr.Eu digo que respeito é uma qualidade elogiável do ser humano, agora o povão não sabe do que gosta, aceita qualquer coisa, por isso que o Brasil tem esse governo que mereçe.Meu cérebro gosta de musica de alta qualidade, agora me desculpem…ouvir o Créu e depois The Killers…fala sério.
    Eclético como voce….kkkkkkkk, ridiculo e sem identidade.
    É isso ai…..

    Responder

  1. Diego
    15/06/09 | 5:08 pm | #

    Concordo em muitos pontos.
    Principalmente Éclito é motivo para não dizer que não gosta de musica, pessoa indecisa sem amor pela arte MUSICA!!!

    Adorei seu texto até peguei certos trechos

    Responder

  1. John
    15/06/09 | 5:18 pm | #

    Você nao sabe o que é ser eclético, porra hoje em dia qualquer pessoa que gosta de jack johnson e também de beatles é um cara burro eclético que não tem gosto, olha pra mim existem 3 tipos de gostos musicais, existe aquele cara que curte bob dylan, metallica, beatles, ira, bob marley, johnny cash, etc e tal, esse é um cara que tem um gosto musical, podem ser outras bandas, com distincoes ainda maiores, mas essa pessoa tem um gosto definido ela sabe o que gosta de ouvir, curte aquele som, e existe a pessoa que ouve o que estiver tocando, ouve aquela musica que ela sabe cantar a letra, ou que toca na trilha sonora da novela, e se contenta com isso, e no fim essa segunda pessoa é tão sem gosto quanto o cara que só escuta um gênero, as vezes escuta bandas que nem curte, mas ouve só porque faz parte do gênero que ele “curte”, compra 1 milhao de camisetas e bonés e acha que tem um gosto definido.

    Responder

  1. Marilia
    28/06/09 | 3:39 pm | #

    Cheguei aqui faz pouco tempo, e adorei o blog!
    Acredito sim, que a se pessoas são ecleticas devem conhecer e selecionar aquilo que gostam , não simplismente ouvir todos as “modinhas” e estilos, e dizer sou ecletica simplismente pq não tem uma opinião formada a respeito de seu gosto musical.
    Muito bom.

    Responder

  1. Leonardo
    16/07/09 | 6:00 pm | #

    “O resultado é que você não gosta de sertanejo, mas deve respeitar pessoas que usam chapéu de caubói, fivela gigante dourada e botas country no dia-a-dia.”

    E você quer fazer o que? Matá-los?

    Malditos roqueiros… Continue no seu mundinho esquizofrênico, onde você é definido pelas bandinhas que curte (bandinhas que nem sabem de sua existência).

    Muito mais esperto é quem vê a música de maneira utilitária a si próprio: cada uma adaptada a um objetivo diferente, e não roqueiros idiotas que passam a se vestir como os seus modelos de comportamento.

    E quando as pessoas dizem que não gostam de roqueiros, eles dizem que é “preconceito”…

    Responder

  1. Leonardo
    16/07/09 | 6:04 pm | #

    E tem mais: se a pessoa gosta tanto de sertanejo que chega ao ponto de andar de fivelona, ela não é eclética, mas sim uma admiradora fiel de sertanejo.

    Putz, você não sabe nem definir o foco de seu artigo. Já estou desistindo de encontrar um roqueiro que saiba argumentar.

    Responder

    John Reply:

    Primeiro você escreve “e não roqueiros idiotas que passam a se vestir como os seus modelos de comportamento.” e depois vem com “E tem mais: se a pessoa gosta tanto de sertanejo que chega ao ponto de andar de fivelona, ela não é eclética, mas sim uma admiradora fiel de sertanejo.” Qual a diferença?
    Putz, já estou desistindo de encontrar algum caipira que saiba argumentar ou que seja, pelo menos, coerente!!! hehehhehe…

    Responder

    Leonardo Reply:

    Parabéns! Além de concluir que eu gosto de sertanejo, concluiu também que sou caipira. Certinho… Você é um gênio!

    Mas isso não é de se admirar vindo de alguém de um mundo tão bobo como o dos metaleiros, em que só se critica algo quando se é pessoalmente ofendido por aquilo.

    Por que realmente eu iria te revelar que estilo de música eu gosto, ou mesmo se eu gosto de algum estilo? Ao ver o efeito da música em cérebros de pessoas do seu tipo, tenho dúvidas quando aos benefícios dessa arte…

    Não me lembro em que parte do meu texto eu defendi que a atitude do imitador de “cowboy” é diferente da do roqueiro. Entretanto, se a fivela é útil para um trabalhador rural, é muito mais aceitável que ele a use que os roqueiros com seus apetrechos ridículos.

    Você é tão inteligente que ofendeu toda a classe dos trabalhadores rurais do Brasil ao tentar ofender uma pessoa que talvez não seja dessa classe. Isso me lembra uma situação em que defendi um muçulmano específico numa situação específica e a pessoa concluiu que eu era muçulmano e começou a me provocar dizendo coisas no tipo: “Você está convidado a comer carne de porco lá em casa!”

    Paulo Francis dizia que a melhor propaganda contra o comunismo é deixar um comunista falar. Se eu fosse levar em conta somente o seu exemplo, diria que a regra se aplica melhor aos roqueiros.

    Responder

    John Reply:

    Em tempo, Leonardo é teu nome mesmo ou uma homenagem para algum “idalo” teu???

    Responder

    Leonardo Reply:

    Uma homenagem. A Leonhard Euler.

    Responder

    John Reply:

    Roqueiro = metaleiro;
    caipira = trabalhador rural;
    Paulo Francis = gênio pensador;
    crítica = ofensa…

    hehehhehehhe – Não vou nem perder tempo… Salamaleque! (sim, isso foi ironia, para caso o mocinho queira ficar de mimimi…);-)

    Responder

    Leonardo Reply:

    Sem mais discussões, né?! Vamos ficar somente no que concordamos: não há diferença significativa entre os cosplays sertanejos e roqueiros.

    > Roqueiro = metaleiro;
    E olha que é difícil achar um roqueiro/metaleiro/headbanger/doidão/viciado (seja lá qual for a denominação) que realmente entenda da taxonomia/genealogia do rock ou do heavy metal.

    > caipira = trabalhador rural;
    Segundo uma das definições do dicionário online Priberam: “homem da roça”.

    Paulo Francis = gênio pensador;
    Se você acha…

    Responder

    John Reply:

    heheh… Que falta faz um ponto de interrogação…
    O que eu queria passar era:
    “Roqueiro = metaleiro;
    caipira = trabalhador rural;
    Paulo Francis = gênio pensador;
    crítica = ofensa “???”" (tá bom, a culpa foi minha por não ter pontuado), mas não foi você que resumiu as coisas assim na sua resposta anterior? E depois emendou um “viciado” e “doidão” completamente pejorativos e desnecessários nessa. Meu, nem eu sou tão preconceituoso assim em relação ao que não gosto…

  1. Espectador
    27/09/09 | 1:48 am | #

    Agora gostar de musica é como futebol, tem que escolher e ficar com um tipo só. Cada um que escute o que gosta…

    Esse negócio de se aprofundar numa coisa só é coisa de nerd. Sinceramente.

    Responder

  1. Ana
    07/11/09 | 1:52 pm | #

    Sabe, a maioria das pessoas que lerem esse post (pelo menos as pessoas que eu conheço) vão dizer que, não é porque eles gostam de ouvir axe, rock, pop, pagode, gospel, samba; que eles são pessoas ecléticas do jeito criticado. Ou seja: Pessoas que na verdade não gostam de nada e ficam transitando pelo mundo da musica até achar uma coisas boa pra si ouvir.
    Mas essas pessoas só vão dizer isso pq a carupuça entrou. E não só entrou, como eles sabem que ela tem toda a sua razão.
    Então, simplesmente, para não usumir: “sim, eu não gosto de um estilo própio de musica, e fico transitando por todos” ou “Eu sou uma eclética que não gosta de música, e dai?” As pessoas criticam, e dizem que esse post é totalmente sem fundamento. (o que é uma enorme injustiça :P )

    Responder

  1. Gabiipaz2
    25/12/09 | 5:35 pm | #

    O QUE?? COMO ASSIM QUEM É ECLÉTICO NÃO GOSTA DE NADA?
    Manoo essa foi a pior bosta que li esse ano. Eu sou ecléticaa e tenho uma idéia totalmente diferente da de vocês do que é ser uma pessoa eclética. Eu simplesmente não consigo me prender a só um tipo de determinado estilo de musica, eu gosto de conheçer tudo, saborear coisas diferentes, eu nasci com isso, e agora vem dizer que ser eclético é não se interessar por nada?enviar esse comentário e ver que perdi minutos da minha vida lendo essa coisa tosca. Você ser eclético não quer dizer que você não tenha seus artistas preferidos, eu tenho os meus, tem gente que não tem sim, mas não generalizarem pois eu garanto que a maioria dos que se dizem ecléticos não buscam somente o que está sendo escutado no momento e sim tudo que está sendo escutado por trás de um determinado momentos agora eu digo ENTENDEU OU QUER QUE EU DESENHE??
    ps: E se uma pessoa não gosta de seguir nenhum artista, gostar de nada certo, o que vcs tem haver com isso? Por causa disso a pessoa vai ser condenada? Fala sério né meuu feliz natall, que o espírito natalino melhorem a mente de vocês sobre isso hein.

    Responder

    John Reply:

    “enviar esse comentário e ver que perdi minutos da minha vida lendo essa coisa tosca.” Desculpe, mas não deveria estar lendo e sim aprendendo a escrever. Como se isso não bastasse você usou um “eu garanto”, baseado em que, no seu “grande” conhecimento de mundo, ou nos seus amigos de escola. Cada uma!

    Responder

  1. Attack Attack - O Porco Pizza do rock'n'roll | Olhômetro
    20/01/10 | 1:34 pm | #

    [...] é o seguinte. Acho que a existência de uma banda dessa caracteriza completamente o ecleticismo bizarro e a falta de personalidade da geração [...]

  1. John
    25/01/10 | 2:55 am | #

    Comecei a ler teu blog hoje, parabéns pelos textos.
    Concordo com boa parte do que você escreveu. O engraçado é a falta de tolerância dos ecléticos (hehehe). Mas a frase mais certa que já ouvi foi “Quem gosta de tudo acaba não gostando de nada”.
    Forte abraço!

    Responder

  1. william
    03/03/10 | 8:27 pm | #

    Na musica country VIRGINIA DE MAURO a LULLY de BETO CARRERO vem fazendo o maior sucesso com seu CD MUNDO ENCANTADO em homenagem ao Parque Temático em PENHA/SC. Asssistam no YOUTUBE sessão TRAPINHASTUBE
    é o sonho eterno de BETO CARRERO e a mão de DEUS.

    Responder

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