02.10

2008
4:38 am

O início do fim do capitalismo

Postado em Crônicas, Política, jornalismo

Eu sou ‘de esquerda’ desde antes de saber o que isso queria dizer. Sempre fui a favor dos direitos das minorias, bem antes de eu saber que isso significaria uma posição política.

Não acho que existe contradição entre ser socialista e, sei lá, comer no McDonalds de vez em quando. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Eu não concordo com as condições do sistema estabelecido, mas ele é o sistema estabelecido e eu vivo sob essas condições. E também não enxergo contradição nenhuma entre querer ganhar dinheiro e ser a favor de um regime de esquerda. Eu gosto de conforto. E para adquirir conforto, preciso de dinheiro. É bem simples. Se eu precisasse de palitinhos, ficaria empenhada em ganhar palitinhos.

Não existe nada de errado com o capitalismo, exceto o fato de que tem muita gente ganhando muito pouco dinheiro, o que não lhes permite ter condições básicas de vida, e pouca gente ganhando mais do que o necessário para ter uma vida confortável. Para mim, isso é o suficiente para dizer que é um sistema que não funciona.

Depois que entrei na faculdade, estudei (muito pouco) sobre os sistemas econômicos, seu início, meio, fim e substituição. E dois professores nos fizeram entender que todo sistema econômico já implantado teve contradições, e ruiu sob suas próprias contradições, dando lugar a outro sistema – esse, que corrigiria as contradições do anterior, mas apresentaria novas contradições, eventualmente, e seria substituído por outro… e assim sucessivamente.

A primeira contradição do capitalismo se apresenta de maneira bem simples. Como é um sistema baseado na acumulação de capital e no lucro, ele gera a redução do poder de compra da população, que vê seu salário reduzido para aumentar os lucros dos donos das empresas. Com salário baixo, não há consumo; se não há consumo, não há lucro.

A outra contradição do capitalismo reside no consumo desenfreado de recursos. A matéria prima para a maioria das coisas é esgotável. E se não há mais petróleo, não se produz plástico; se não há mais ferro, não se fazem mais latinhas. E quanto maior o consumo, maior a produção e maior o consumo etc.

E as coisas estão ficando complicadas para o capitalismo.

A verdade é que o capitalismo é tão frágil quanto qualquer outro sistema. ‘Livre-mercado’ é papo furado – só é defendido quando a intervenção do Estado acaba prejudicando os investidores. Agora, que eles precisam de ajuda financeira do povo – o pacote americano custa 700 bilhões de dólares, o suficiente para comprar, tipo, duas Dinamarcas – a intervenção do Estado não é só bem vinda. É fundamental.

Não me lembro dos investidores de Wall Street recorrendo ao Estado interessados em dividir com a população os lucros astrônomicos  conquistados em épocas de vacas gordas. Ironicamente, há sim algo que os capitalistas ficam felizes em socializar – o prejuízo.

Não costumo falar dessas coisas aqui, mas para começar, é um assunto simples – embora pareça complicado – e que diz respeito a todo mundo. Em segundo, eu esperei muito tempo por esse momento para deixar que ele passe em branco.

Os especialistas dizem que esse é só o primeiro dominó caindo. As conseqüências podem ser gritantes. Mas é a grande chance de tentarmos alguma outra coisa. E aqui não falo de um sistema Marxista propriamente, mas alguma outra coisa, se é que existe um sistema 100% justo.

Enquanto isso, estoure a pipoca, acomode-se em sua poltrona e assista ao espetáculo da queda do capitalismo. Vai ser memorável.

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35 comentários (Comente! Trackback)

  1. Blog Mallmal
    02/10/08 | 5:44 am | #

    Nem sei por onde começar, mas… Melhor muita gente ganhando pouco dinheiro do que TODA a gente menos um (leia-se o “herói” socialista – comunista – trotskista – marxista – whateverthefuckista) e seus amiguinhos ganhando NADA. Emprego NADA aqui como o mínimo para a sobrevivência! Enquanto isso o capitalismo por baixo das saias rola solto, na prostituição, no mercado negro, no jogo ilegal, etc, etc, etc.
    Melhor manter as coisas claras e teoricamente sob a lei.
    Se você realmente acha que o capitalismo vai ruir por causa de uma crisezinha, lamento por você. Esse tipo de evento REFORÇA o capitalismo, como já está historicamente comprovado.
    A questão do paternalismo x livre-mercado é interessante, mas foi parcamente explorada.
    Capitalismo significa simplesmente que quem o entende ganha. Temos vários exemplos de milionários vindos do lixo. E de filhinhos de papai falidos. Resumindo, é muito fácil culpar o “”Sistema”" (haja aspas!) quando o erro é individual.
    Esse post se resume a um desabafo de uma representante da classe média che guevarista que não entende bulhufas de politíca, economia e mercado e acha bonito defender os “pobres pobres” enquanto enche seu estômago com lanches hipercalóricos que em seu país de origem são a alimentação da classe que defende e, aqui na ZÂMBIA, são vendidos a preço de ouro devido ao status ridículo que proporcionam.
    O capitalismo é o resultado de anos de tentativa e erro. É a melhor coisa que conseguimos para dominar a burrice humana.
    Deixo só uma pergunta:
    Já que tem tanta pena dos pobres miseráveis, qual é a porcentagem de sua renda mensal que você dedica a ajudá-los? Ou você confia no “Sistema”?
    Um beijo, boa sorte e procure saber mais sobre o que fala! :)

    Responder

    Ana Freitas Reply:

    Você está na Zâmbia?
    Esse não é um blog de política, nem quer ser. E as minhas opiniões, que como eu disse, são baseadas em estudos rasos da faculdade, podem ser enriquecidas com os textos que eu leio e com os comentários. Eu continuo enchendo minha barriga com lanches hipercalóricos e, como disse, não vejo contradição nisso.
    Não sou do tipo de pessoa que enuncia aos sete ventos se faz ‘caridade’ ou não. Na verdade, nem gosto dessa palavra. E nem vou falar sobre o assunto.
    Como mencionei no texto, eu não sou socialista. Eu só sou contra o capitalismo. Só não acredito no capitalismo como sistema de mercado factível.
    Engraçado você achar que uma ‘crisezinha dessa só reforça o capitalismo’. Se essa crise não contribuir em nada para a queda do sistema, ela no mínimo escancarou a contradição. Por que os investidores estão ávidos por socializar a despesa e não o lucro, sob o mote de que todos devem ajudar pra que ninguém saia prejudicado? Quer dizer que o capitalismo é uma parábola, e a certa altura ele entra em colapso, e toda vez vai precisar da ajuda financeira do estado para se manter? Até que ponto isso é possível e é interessante?
    Eu também te diria para ‘procurar saber mais do que está falando’, mas não é nada que você vá conseguir me convencer – nem eu, aliás – então nem sei se é negócio discutir esse tipo de coisa…
    Abraço!

    Responder

    Blog Mallmal Reply:

    Ana, é exatamente esse “ser do contra só por ser” que eu abomino. Ser só do contra, sem propor (olha a nova ortografia! hehehe) nenhuma contrassolução viável é a confortável posição de um crítico de cinema. Das opções que a história já nos ofereceu até hoje o capitalismo, o liberalismo e a democracia (e não se engane – não há democracia de facto sem capitalismo e livre mercado) são os únicos que já produziram melhoras na distribuição de renda e no acesso às necessidades básicas.

    Quanto à estória de “distribuir o prejuízo e não o lucro”, é apenas uma questão de utilitarismo. O governo americano não é caridoso e nem amiguinho dos especuladores. Ele simplesmente presume (corretamente, em minha opinião) que sai mais barato pagar essa conta que lidar com as nefastas consequências de uma crise pantagruélica (gigante é pouco nesse caso).

    Quanto à validade da discussão, eu acredito piamente que qualquer discussão é válida.
    A partir do momento em que você cria um texto e o coloca na rede, tem que estar preparada pra receber críticas e contra-argumentações. Se não é esse o objetivo, desabilite os comentários e/ou deposite seus pensamentos (especialmente os polêmicos) em um diarinho rosa com cadeado e guarde embaixo do colchão. :)

    Quanto às minhas especulações a respeito de sua alma caridosa, as fiz exatamente para expôr a sua contradição pessoal (e de todos os seres humanos), que é a mesma das empresas e investidores envolvidos na questão discutida. Resume-se muito bem na sábia frase popular: “Pimenta no olho dos outros é refresco”. Suponho pelo seu bom português e pelo acesso aos equipamentos necessários para postar que não seja isenta. Ou ,pelo menos, não o seja quem a sustenta.
    Como você mesma disse, gosta de dinheiro. Imagino que você seja uma das pessoas que engrossam a fila daqueles que ganham “mais do que o necessário para ter uma vida confortável”.
    A contradição se inicia no momento em que decide assumir esse velho e batido discurso da juventude cheguevarista! Abaixo o capitalismo! Morte aos burgueses! Patrão é ladrão!
    Não sei que curso você frequenta, mas imagino que seja algum da área de humanas, conhecido reduto de professores fósseis trotskistas, que não sabem patavinas sobre seus ídolos e nem tiveram a decência de ler “O capital” (ou pelo menos entender as idéias nele contidas) antes de sair por aí metendo o pau e expondo pseudocontradições ridículas que devem fazer Marx parecer um pião dentro de sua cova…

    Um abraço.

    Responder

    MARCOS FERNANDES Reply:

    Desculpe me mas dizer que o que está acontecendo, diante das evidências é uma “pequena crise” …

    Responder

    Blog Mallmal Reply:

    Grande para nós, que vivemos nela e temos curtos tempos de vida.
    Pequeníssima para a história econômica do Capitalismo.

    De qualquer forma, está desculpado.

    Responder

  1. Keid
    02/10/08 | 12:47 pm | #

    Ana, esse assunto é meio combustão espontânea, hehehe. Adoro!!!. Não entendo porra nenhuma de economia, aliás entendo pouco de tudo, mas, ao ler seu post, fiquei pensando: só sabemos viver dessa maneira – digamos – capitalista. Será que conseguiríamos criar um novo sistema, alternativo a este, mas sem o mimimi do socialismo? Tipos, temos MacOS Leopard, temos Windows Vista e temos Linux. Seria interessante ver como seria uma alternativa operacional ao capitalismo, onde cada um pudesse escolher o que viver, mas com uma espécie de VBS que nos integrasse ao todo. Enfim, gostei do texto. O que gosto no seu blog é que você sempre me dá insights :)

    Beijão.

    Responder

    Ana Freitas Reply:

    E olha, juro que a idéia nem era polemizar… mas depois que acordei e vi o comentário do cara da Zâmbia aqui, percebi que podia dar pano pra manga.
    E a idéia é essa mesmo, provocar reflexão… não me importo com o que as pessoas pensam, desde que elas tenham chegado a essa conclusão depois de muito refletir. Sempre gostei de perturbar o equilíbrio das pessoas, no sentido de cutucar o que elas pensam, não porque eu acredito nisso ou naquilo, mas porque eu acho fundamental sempre duvidar daquilo que você acredita. É saudável. =)

    Responder

  1. Fã nº 1
    02/10/08 | 2:23 pm | #

    O problema não é o sistema, mas as pessoas. Se as pessoas forem boas, capitalismo, socialismo e outros “ismos” que não sejam o “egoísmo” irão funcionar. É simples assim. Você é notável.

    Responder

  1. Milena
    02/10/08 | 2:51 pm | #

    Olha, também não entendo nada de economia (só aquele basicão mesmo), mas o suficiente pra dizer que sou pessimista quanto à idéia do “surgimento de um novo sistema”. Não que eu seja a favor do capitalismo e nem que esteja torcendo por ele, mas devo dizer que não acredito em um sistema 100% justo, justamente porque as próprias pessoas não são 100% justas (concordando com o amigo “Fã nº 1″ aqui em cima). Sobre a discussão se o capitalismo “cai” ou não… já que não poderei refletir muito sobre isso pq não tenho embasamento suficiente, prefiro não opinar. Mas parabéns por “levantar a bandeira” da reflexão, isso é mais do que importante nesses nossos tempos de sociedade alienada.

    Responder

  1. Enrique
    02/10/08 | 4:24 pm | #

    Ótimo post (e ótimo blog também)! Tem uma maldição chinesa que é assim: “Que você viva em tempos interessantes”, e acho que ela se aplica pra gente (a nossa geração, e talvez a próxima e a próxima). É fato que o capitalismo há de cair, ou melhor, vai destruir à si mesmo. Essa crise foi linda, no sentido de expor as feridas e mostrar pro mundo as fragilidades e contradições desse sistema. Mas acredito que o processo de transformação seja…hmm, não lento, mas conturbado e dinâmico demais, que as mudanças irão acontecendo e reacontecendo tão rapidamente que a gente não vai perceber direito. Só os nossos netos ou bisnetos poderão olhar pra trás e dizer “Foi ali que o capitalismo morreu e deu lugar ao novoalgumacoisaismo”. Mesmo assim, é interessante (com todas as implicações positivas e negativas que essa palavra traz) viver no olho do furacão, e ver o mundo mudando diante de nossos olhos.

    Esse cara aqui: http://rushkoff.com/ tem diversos artigos sobre a crise, e expõe várias teorias e sugestões sobre como essa transição pós-capitalismo pode acontecer. Esse post aqui é particularmente interessante: http://rushkoff.com/2008/09/17/financial-melt-up/

    Responder

    Blog Mallmal Reply:

    Interessante o texto do Douglas Rushkoff. Discordo, porém, que ele proponha um pós-capitalismo. Ele simplesmente propõe um utópico retorno à economia de pequeno porte, ao pequeno comércio e ao pequeno varejo. Se pararmos para pensar, esse movimento econômico resultaria, num longo prazo, em um encarecimento global dos bens de consumo devido à desmassificação da produção e dos serviços. Dentro desse mesmo contexto ele insinua que haveria uma melhor distribuição de renda. Será? Como foi bem colocado por outro comentarista, o problema está nas pessoas, não no sistema. Haveriam oligarquias econômicas microrregionais ao invés de oligarquias globais, como se pode bem perceber se conhecermos pequenas cidades. Na minha experiência pessoal (já morei nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro e agora moro numa pequena cidade no interior do Paraná), quanto menor o grupo humano em questão, maior é a desigualdade social e mais restrito e exíguo é o grupo dominante.
    Como disse, o texto é interessante. Não tinha pensado nessa possibilidade de redução das esferas de atuação econômicas. Mas acho que o autor peca por não mostrar pelo menos algum exemplo que justifique suas divagações.

    Responder

    Ana Freitas Reply:

    Enrique, valeu. Só tive tempo para isso agora, mas vou ler e depois volto. =)

    Responder

  1. Cara Palida
    02/10/08 | 7:56 pm | #

    O capitalismo é um lixo, concordo. Mas apenas acho que é o reflexo do interior da maioria das pessoas. Se ele cair, o novo “ismo” continuará sendo o espelho da sociedade, ou seja, enquanto ela for essa podridão, pode mudar o sistema que for, ainda estará longe de um mundo ideal.
    Utopia por utopia, ontem vi uma frase que achei sensacional:
    “Seja a mudança que você quer ver no mundo”

    Responder

  1. brunogalhardi
    02/10/08 | 8:28 pm | #

    Sem querer polemizar, Ana, mas “capitalismo” é justamente isso: sucessivas crises. Só “funciona” se for desigual. O que não significa que eu concorde.

    E eu não nasci em 1929, mas acho que não foram poucos os que escreveram coisas idênticas na época. Na boa? Você não vai acordar daqui um mês num deserto, usando roupas de couro e matando punks que querem roubar a gasolina do teu V8 heh

    Em tempo, a quem interessar, flamewar de cu é rola.

    Responder

  1. Fábio Rocha
    03/10/08 | 6:31 pm | #

    ESPETACULAR post!
    Parabéns, é engraçado o carinha do primeiro post falando rs… Deve ser um porquinho capitalista mesmo hahaha.

    Enfim, parabéns pelas TUAS idéias, culpando alguem ou não, sendo contraditórias ou não, erradas ou não, o blog e o post são ótimos!

    Flw…

    Responder

    Blog Mallmal Reply:

    Sou capitalista, sim. Porquinho, não. Espírito de porco é quem constrói críticas vazias, sem qualquer fundamentação… ;)

    Um abraço.

    Responder

    Renan CS Reply:

    sejam sinceros com vocês mesmo… aquele que tem poucos recursos, é crítico do capitalismo… e vice-versa…

    o pobre quer o socialismo pois se sente diferenciado…

    o rico abomina o socialismo pois não quer perder os recursos abundantes…

    vocês não podem julgar a opinião um do outro (dizendo que não tem fundamento e etc), e apenas compreender a situação de cada um e a cabeça “inversa” que tem o ser humano…

    que atire a primeira pedra o pobre que apoie o sistema capitalista sem saber como será o valor da sua conta bancária amanhã!

    Responder

    Ana Freitas Reply:

    Obrigada, Fábio. Volte sempre, mesmo com o tratamento hostil do camarada, que se sentiu ofendido.

    Responder

  1. cesar pierre
    04/10/08 | 2:51 am | #

    os especialista são sintomáticos não tratam a doença não resolvem ásx paradax, igual mulher feia com maquiagem (mas agente come, fazendo um parelelo com o macdonalds)

    capitalismo é autofagico, cobra comendo o próprio rabo

    essa papo é uma bosxta, veio pra polemizar, sabia que ia ter algum fio de vó falando alguma coisa do capitalismo bom e pa, e sei lá, é tudo previsivel, prefiri o post do zumbi

    e ta dificil ficar somando pra comentar no blog, carai

    Responder

  1. T. Vanderbilt
    04/10/08 | 5:40 pm | #

    Eu DE-TES-TO falar sobre política e economia, primeiro porque eu não entendo, e segundo porque sinceramente, não me interessa nem um pouco (eu sei, errado, mas sou sincera). Só acho que às vezes as pessoas se empolgam demais falando sobre esses assuntos e acabam meio que exagerando na hora de expor seus argumentos e falando que um ou outro tá errado. Acredito que todos dentro de sua própria realidade e percepção estão certos. O que eu falei pode não fazer sentido pra muita gente, mas é isso que eu acho, então que se dane.

    Responder

    Ana Freitas Reply:

    Também acredito nisso. Se você colocar para discutir dois intelectuais de esquerda e de direita, os dois terão argumentos bem consistentes a seu favor.

    Responder

  1. BEMMBEM
    07/10/08 | 12:29 am | #

    Olá Ana, parabéns pelo texto, muito bem elaborado e com uma visão critica bem aguçada. Aproveito e lanço um desafio ao nosso amigo capitalista Mallmal; de que ele me convença que o capitalismo seja bom; que ele (o sistema) consiga se auto regular sem a intervenção do Estado. Que esclarecesse melhor quando ele diz que ” são os únicos que já produziram melhoras na distribuição de renda e no acesso às necessidades básicas.” . Que distribuição de renda? Que necessidade básica? Afinal ele já viu o documentário “The Corporation”? Ele já ouviu falar sobre a guerra da água que ocorreu em um país da América Latina?
    Parece que já leu a obra “O Capital”, sendo citado por ele para numa tentativa de fundamentar o seu argumento e desqualificar o pensamento da Ana. Já que ele teve contato com a obra de Marx será que Mallmal explicaria neste Post, até para as pessoas que aqui visitaram e, como algumas disseram não entender nada sobre o assunto, o que vem a ser a mais-valia?
    Tem uma frase no “Manifesto do partido Comunista” de Marx e Engels que diz “Todas as sociedades anteriores, como vimos, repousaram no antagonismo entre classes opressoras e classes oprimidas. Mas, para oprimir uma classe, é necessário pelo menos lhe garantir condições de existência que lhe permitam viver na servidão.” Será que o capitalismo esta cumprindo com o seu papel?
    E ai Mallmal se você me convencer, eu virarei capitalista.

    Abraços!

    Responder

  1. Chis
    15/10/08 | 7:44 pm | #

    Interessante a discussão aqui levantada no intuito de nos levar à reflexão.
    Pois bem, se o capitalismo cai ou não ainda é uma incógnita, para isso teremos que acompanhar o desenvolvimento dos fatos.
    E, é claro que isso nos leva ao pensamento (como já foi dito anteriormente), se capitalismo ruir, o que virá?
    E pegando “carona” no post acima,quero aqui instigar o nosso colega Mallmal no sentido de esclarecer melhor as suas idéias.

    E em relação ao post que disseram que o problema está nas pessoas e não no sistema, gostaria de saber se ela concorda com o pensamento de Gramsci (um pensador italiano marxista), que defende a idéia de se trabalhar na cultura política da sociedade, partindo da estrutura para a superestrutura,no sentido de promover uma sociedade emancipatória, ou se ao falar desses “problemas pessoais”, a mesma faz somente um análise de cunho subejtivo fundamentado no positivismo psicologizante.

    Muito bom todos os cometários, parabéns Ana, mas não podemos esquecer que todo cuidado é pouco para que não caíamos no mero teoricismo, lembremos que o exercício da dialética entre a teoria e a prática é que promove as mudanças inovadoras.

    Abraços.

    Responder

  1. chu
    01/11/08 | 8:23 am | #

    todos os sistemas foram engolidos pelo egoismo, n precisa ser especialista para ver, nesse ponto todos concordam.
    haverá grandes mudanças em breve, muitas pessoas e poucos recursos, isso tb é facil de ver.
    na hora h seremos precionados a fazer a coisa certa.
    foi a escolha de todos nos, mas como todos concordam, uma coisa dessas ismos irá ruir e teremos a chance de recontruir.
    o que iremos escolher?

    Responder

  1. Leandro
    01/12/08 | 9:43 pm | #

    Excelente. Agora a burguesia está vendo a cagada que fez em segurar o dinheiro para si ao invés de liberar para as classes mais baixas, que são os consumidores em potencial. Agora que precisam de nós, é hora de mostrar quem é a maioria.

    Responder

  1. Francesco
    03/12/08 | 6:00 pm | #

    Tá faltando muito estudo aqui.

    “A primeira contradição do capitalismo se apresenta de maneira bem simples. Como é um sistema baseado na acumulação de capital e no lucro, ele gera a redução do poder de compra da população, que vê seu salário reduzido para aumentar os lucros dos donos das empresas. Com salário baixo, não há consumo; se não há consumo, não há lucro.”
    Errado.
    Maior lucro não implica em redução salarial. Tem a ver com a captação de recursos.

    “A outra contradição do capitalismo reside no consumo desenfreado de recursos. A matéria prima para a maioria das coisas é esgotável. E se não há mais petróleo, não se produz plástico; se não há mais ferro, não se fazem mais latinhas. E quanto maior o consumo, maior a produção e maior o consumo etc.”
    Segundo erro.
    Não é necessário utilizar recursos que sejam esgotáveis, aliás, a “moda” hoje é justamente optar por insumos recicláveis (não falo de “lixo reciclável”, mas de recursos que possuem um ciclo na natureza).

    Todos os países subdesenvolvidos não sofrem por causa do capitalismo. Não são as empresas más querendo se aproveitar dos países pequenos, tem a ver com um problema histórico/social. Aliás, são justamente os países subdesenvolvidos aqueles que foram colonizados e/ou explorados pelos povos medievais e mercantilistas.
    Pra concluir, quero deixar claro o capitalismo não é O SISTEMA.
    O sistema inclui não apenas o sistema econômico, mas o político e o social junto.

    Leia bastante a respeito do assunto.

    Responder

  1. Aureo
    08/12/08 | 9:12 pm | #

    Encontrei um texto oposto às suas idéias neste blog:

    speedyembsa.blogspot.com

    Vale a pena conferir!

    Abraço.

    Responder

  1. OpOrO
    16/02/09 | 11:30 pm | #

    Ana, parabens!!
    Sim o capitalismo é uma merda
    Os patroes se enriquece as custas do trabalho arduo de seus funcionarios, com seus lucros exorbitantes.
    Sempre duros, em dificuldades, mas sempre abrindo novas lojas, fabricas, e explorando a necessidade dos menos afortunados!
    Isso é o capitalismo
    Os governos sempre salvando os empresarios com fortunas
    E deixando uma miseria para os atingidos por tragedias
    Odiei o 11 de setembro em relaçao as vitimas
    Mas amei o 11 de setembro pelo aviso de que O CAPITALISMO prega desigualdade em massa
    Socialismo? Odeio tambem
    O que devemos gostar??!!

    Pergunta pros fodoes em economia e politica, eles tem resposta pra tudo!!! Mas o engraçado que esta tudo uma merda, mas eles nao baixam o nariz!

    Tomam suas descisoes sem perguntarem se queremos!

    Estou revoltado? Ate que nao, vivo do capitalismo, pago muito bem meus funcionarios e tenho uma boa vida, sem luxurias! Mas é otimo ir trablhar e entrar em sua empresa e ver o semblante de seus funcionarios, tratados com respeito.

    Pois mesmo sendo vc que teve a ideia de abrir aquele negocio, voce nao o toca sozinho, precisa de pessoas que o ajude. Entao por que explora-las. Pegueas e mostre;
    - tenho um sonho, um projeto
    - tenho recursos para investir
    - tenho fé que ira dar certo
    - mas preciso de ajuda, nao posso fazer sozinho
    - contrato voces e os recompenso de forma JUSTA

    Entao ao inves de acumular furtunas na minha conta bancaria, quase que divido os lucros da empresa com meus funcionarios, sem perder o controle e a ptidao de poder me expandir e fazer mais pessoas felizes!

    Utopia??

    Nao! Novo sitema de economia mundial

    Justolismo

    =P

    Responder

  1. Elias Amaral
    21/02/09 | 8:20 pm | #

    Peguei o texto uns meses depois de publicado, não sei nem se alguem vai ler aqui. Se alguem do blog ler e quiser responder, responda pro meu email :P

    Existem duas posições políticas fundamentais no mundo democrático. A por igualdade (onde uma pessoa nao poderia morrer de fome, enquanto outra tem o que comer) e a por liberdade (onde todos tem o direito de buscar sua propria felicidade). Ambas são válidas, e necessárias, e ambas posições políticas contribuem para um mundo melhor.

    A primeira é esquerdista, a segunda, direitista. Se você considera ambos de igual importancia, parabéns, vc é de centro! Se igualdade é mais importante que liberdade, mas liberdade ainda é importante, você é de centro-esquerda. Etc.

    Eu sou de centro-direita. Liberdade é muito importante pra mim.

    Agora, a direita é mto estigmatizada. Especialmente em paises onde ela é incoerente com seus proprios valores, como aqui no Brasil. Liberdade econômica, como Marx bem descreveu, é uma forma conveniente de perpetuar a desigualdade social. Direitistas que protegem a liberdade economica sem se apegar a outros tipos de liberdade não são verdadeiramente democráticos: alguem nao pode ser ‘livre’ se não tiver amplo acesso a comida, por exemplo.

    Um exemplo de uma posição tipicamente esquerdista são os direitos trabalhistas. Eles tolhem a ‘liberdade’ do empregador de oferecer os termos que lhe convier, para oferecer alguma dignidade aos empregados. Eu sou a favor dos direitos trabalhistas: igualdade, em algumas circunstancias, é muito mais importante que liberdade ilimitada. É por isso que eu sou de centro.

    Eu sou contra o agigantamento do estado por uma razão muito simples: no mundo atual, o estado é a entidade mais opressora da sociedade. Quanto menos poder ele tem, menos ele pode fazer mal às pessoas. É claro que quem defende somente a liberdade economica, a presença do estado simplesmente diminui os lucros econômicos, mas eu não ‘liberal’ por causa disso.

    Agora, é claro que qualquer ator político em sã consciência, seja de esquerda ou direita, seja estadista ou não, seja democrático ou não, tem certeza que o estado deveria fazer alguma coisa durante essa crise. É que, se deixar o mercado consertar sozinho, ele piora. E se piorar, muita gente vai sofrer, principalmente os pobres. E os ricos também (pelo menos 2 bilionários já se suicidaram nesses ultimos meses).

    Os capitalistas estão socializando o prejuízo porque se não fizerem isso, eles quebram. E se eles quebram, nós vamos junto..

    No fim, tudo se reduz à luta pela sobrevivência.

    Responder

  1. pti
    01/03/09 | 7:02 pm | #

    Achei interessante este artigo.

    Fim do capitalismo?

    Paulo Nogueira Batista Jr, economista e diretor-executivo pelo Brasil e mais oito países no Fundo Monetário Internacional

    A pergunta do título, que seria considerada lunática há pouco tempo, começou a ser feita pelos setores mais insuspeitos. Há poucos dias, “The Washington Post”, um dos principais jornais dos Estados Unidos, abriu a seguinte manchete na sua primeira página: “O fim do capitalismo americano?”. A revista “The Economist”, umas das mais importantes do mundo na área de economia e negócios, traz na capa da edição desta semana: “Capitalismo acuado”.

    A reputação do capitalismo, especialmente do seu braço financeiro, foi sem dúvida seriamente abalada. O estrago monumental provocado pelos excessos cometidos durante o surto especulativo dos últimos anos minou a confiança nas instituições privadas e públicas da economia de mercado. Bancos privados, fundos de investimento, agências de classificação de risco, reguladores, supervisores, bancos centrais e governos – todos ficaram mais ou menos desmoralizados depois dos acontecimentos dos últimos meses.

    Nos Estados Unidos e na Europa, o desastre financeiro alcançou proporções inacreditáveis e vem tendo efeitos crescentes sobre a produção e o emprego dos dois lados do Atlântico Norte.
    A turbulência se espalhou para a periferia do sistema internacional e começou a atingir economias basicamente sólidas, como a Coréia do Sul, a Rússia e o Brasil. Não obstante, parece evidente que o capitalismo sobreviverá a essa crise. Como observou John Kenneth Galbraith, em 1960, o capitalismo sobreviveu à Grande Depressão da década de 1930 “por causa da ausência de uma alternativa organizada e plausível”.

    Isso continua a ser verdade. Mas não se pode dizer que o modelo de capitalismo financeiro das décadas recentes seja propriamente “organizado”.
    Instalou-se uma especulação anárquica e desenfreada. Houve uma hipertrofia das atividades financeiras. Os sistemas de regulação e supervisão revelaram deficiências gravíssimas.
    O mundo virtual das finanças, funcionando à margem de qualquer controle, passou a ocupar o centro da cena.

    O colapso desse mundo virtual ameaça agora destruir o mundo real da produção e do emprego, causando enorme insegurança e sofrimento para grande parte da população do planeta.
    Para domar a crise, tornou-se necessário promover uma intervenção maciça do Estado, que passou a tutelar os mercados financeiros. Os elementos centrais dessa intervenção foram a recapitalização de bancos com fundos públicos e a garantia governamental de grande parte dos passivos bancários.

    Em alguns países – os europeus foram mais longe nesse particular – os governos resolveram estatizar parcialmente o sistema financeiro.
    A última rodada de medidas não encerra a crise econômico-financeira. Ninguém pode ter certeza quanto à sua duração e profundidade. Mas uma coisa parece clara: não será restaurado o modelo de capitalismo financeiro que levou ao desastre. O sistema que emergirá da crise será muito mais controlado e regulado.

    Não faltarão vozes a advertir contra o risco de que o excesso de regulação sufoque a criatividade e retarde a introdução de inovações financeiras. Mas essas advertências terão pouca ou nenhuma ressonância. Ninguém vai querer deixar os financistas à solta novamente.
    E, além disso, as inovações financeiras são, em boa medida, um mito. As chamadas inovações nessa área giram sempre em torno de um mesmo desenho básico: a criação de dívida garantida de modo mais ou menos adequada por ativos reais. “Regra geral, as operações financeiras não se prestam à inovação”, escreveu Galbraith. “O mundo das finanças celebra repetidamente a invenção da roda, não raro em uma versão um pouco mais instável.”

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  1. joao carlos dias de souza
    03/08/09 | 4:46 pm | #

    Olá, pessoal

    Para acalmar os animos.
    Alguém citou reduto os Cursos de História, eu me senti ofendido.
    Eu sou Professor de História e acredite-se para quem quiser acreditar eu li muito sobre MARX, e sobre O CAPITAL de KARL MARX.
    Existem os Contras e os Favoráveis a Marx.
    As pessoas citam realmente sobre o método de Marx, sem ao menos saber do que estão falando em profundidade, e muitos dizem só porque é bonitinho ser da esquerda sem conhecimento histórico-científico.
    Não estou aqui para causar uma má leitura do que eu escrevo.
    Mas direi o seguinte:
    Desde a Crise de 1929 que o mundo viveu na história a mais profunda crise econômica e nós meros espectadores o que sabemos pela história que o Capitalismo não deixou de existir.
    Não sou Marxista, mas conheço a sua obra e a respeito.
    Mas como melhor dizer, antes o mundo viver na Democracia dos fatos políticos e economicos, pelo menos o cidadão tem o Direito de Escolher o que quer da vida do que viver oprimido dentro de um sistema como o Socialismo onde não existe liberdade de escolhas.
    Eu penso que o melhor do mundo é viver com o capitalismo pois as pessoas sabem até a onde podem ir e podem vir o chamado Direito de ir e vir num estado Capitalista-Democratico isto é possível.
    Agora pensar num Mundo sem este Sistema é apenas muito filosófico, ficar pensando sem profundidade dos conhecimentos e dos fatos históricos.
    Engraçado que aos Marxistas dizem e pregam sobre a questão social é tão importante a eles mas então existe uma dicotomia imensa na teoria do Socioliasmo, e da forma de pensar sobre Capital de Marx, então porque que a URSS, CUBA, CHINA, todos estes estados políticos e econômicos tiveram que aderir a uma adesão a política mais liberal, mais flexível e porque que a própria URSS entrou no mundo Capitalistas, e hoje os russos vivem melhores com o Capital.
    A CHINA que se diz uma País da Esquerda, mas existem províncias em seu Estado que vive na ERA DO CAPITAL.
    Concordo que hoje não existe mais o MONOPÓLIO DO CAPITAL DOS EUA para a sua área de influência o Mundo OCIDENTAL em particular, mas prefiro pensar que o MUNDO precisa do CAPITAL e da LIDERANÇA dos EUA.
    Estes professores de história de (FACULDADE)que se rotulam ser da Esquerda não abrem a mão do conforto do capitalismo, andam de carro zero, moram em casas boas e confortáveis. Então estes tem falhas em Virtude, em Moral e não poderiam usufruir do melhor do Sistema do Capital.Aí eu pergunto será que para estes Esquerdistas o melhor é o fim do CAPITALISMO?
    E Se cabar o CAPITALISMO virá qual sistema político? Anarquia?
    O Mundo já viveu várias experiências dolorosas de Estados totalmente Absolutistas, Estados totalmente Socialistas (Não na profundidade do Sistema Socialista), Estados que vivem em Estado de Ditadura, Estados Comunistas, e pasmem os Senhores Leitores apesar de tudo isto em qual o nosso País está vivendo? Vivemos no Modo Capitalista (Periférico).Voltando ao pensamento anterior, o MUNDO sobrevive do CAPITALISMO os outros modos de políticos e econômicos não duraram. Para a História um prazo de 100 anos é um período muito curto.
    O CAPITALISMO nunca deixará de existir apesar da torcida ser grande, como falei dessas pessoas que se dizem ser esquerdistas elas não trocam a Zona de Conforto Capitalista para uma Zona de Socialismo, eles não emprestam seus carros de ponta para um pedreiro por exemplo que nunca pode usufruir o mesmo CAPITAL que a Classe Burguesa mesmo contaminada com Pensamento Esquerdista para muitos.
    Em fim essa História de FIM DO CAPITALISMO espero não viver esta página na minha vida real.
    Eu sou a favor do CAPITALISMO mais justo!!!
    Sou a favor de que a dicotomia entre a Classe Burguesa no Brasil e a Classe dos Trabalhadores seja mais Justa.
    Talvez com a queda dos IMPOSTOS deste País, e uma distribuição de renda melhor.
    Para a grande massa brasileira poder viver melhor.
    Mas não sou a favor do FIM DO CAPITALISMO. SOU A FAVOR SEMPRE DO ESTADO DEMOCRÁTICO E CAPITALISTA.
    O mundo já passou por crises maiores e os seus investidores souberam dar a volta por cima.
    E hoje o mundo sabera dar a volta por cima desta crise econômica. Como se diz aqui no Brasil, esta crise não é nossa. Esta crise não começou dentro do Sistema Capitalista Brasileiro e sim aconteceu por outros Estados. Mas o nosso Estado brasileiro está forte economicamente falando e no Brasil não existe crise e estamos influenciando a outros Estados que vivem na Zona de Influência do Brasil a sairem desta CRISE MUNDIAL.
    Estados como PARAGUAI, ARGENTINA, URUGUAI, CHILE, COLOMBIA, em fim toda a America do Sul.
    Como sabemos hoje o Dólar Americano deixou de ser o Todo Poderoso, existem outras moedas fortes e estáveis como o REAL BRASILEIRO, a LIBRA, O EURO, O IEN (JAPONES) em fim o Mercado o CAPITAL esta cada vez menos independente do DOLAR TODO PODEROSO.
    O Mundo irá viver e sairemos desta crise mundial.
    E para a tristeza dos que querem o fim do CAPITALISMO pelo menos apenas com a Crise Econômica isto não irá acontecer, pelos próximos 100 anos seguintes, o mundo irá ler que esta crise abalou o sistema capitalisma mas que não será responsável pelo seu fim e o começo de um novo sistema.
    A não ser que exista uma 3 Guerra Mundial e que o mundo venha viver este fato e a partir daí seja implantado um novo Sistema Econômico e Político, mas por em quanto isto é UTOPIA.
    Estes Esquerdistas-Radicais vivem no mundo da UTOPIA.
    Joao Carlos Dias de Souza é Educador, Professor de História.

    Responder

  1. Lucas
    30/08/09 | 12:13 am | #

    Muito bom oq você postou ai, e a música de pink floyd tb foi d+(pena que não tah carregando). O capitalismo sem dúvida é uma droga de sistema. Substitui-lo hoje é impossivél, pq ele nem se quer foi planejado, simplismente nós nascemos assim para comprar, vender, usar, jogar fora, comprar de novo… depois da revolução industrial o mundo nunca mais foi o mesmo.
    Me interessei pelo oq vc falou sobre talvez um novo sistema. Tb já pensei nisso, e sabe oq veio na minha cabeça? Os índios: eles vivem em sociedade sem nem saber oq é isso. Mas se respeitam e vivem muito bem. Será que talvez assim fosse uma boa forma de viver? É uma utopia mas eu acredito nisso…kkkkk
    valeuu
    abraço
    =D

    Responder

  1. Evandro
    25/11/09 | 8:25 am | #

    A questão não é apenas se somos contra ou a favor do capitalismo: Precisamos entender que os seres humanos vivem mergulhados nos excessos dos vícios, dos apetites grosseiros, da supervalorização das coisas materiais, do egoismo, da falta de respeito, da falta de ética, da falta de valores morais, da desvalorização da vida,da falta de justiça e esquecendo que a única coisa que nos traria segurança é o amor. Creio que existe um ser superior, que alguns chamam de Deus, outros de Pai e outros de Inteligência Suprema, enfim, seja qual for a definição, se ele existe, não criou a vida para ter um fim, e, sim uma continuidade e uma finalidade muito maior do que a valorização da matéria perecível. Ao meu ver, a finalidade seria o desenvolvimento e aperfeiçoamento do ser,o desenvolvimento da virtude e do amor e de todas as qualidades sublimes e elevadas que nos levariam a perfeição e volto a repetir: nos trariam segurança, pois acabaria o mau que pudesse ser derivado do próprio ser humano. Basta olharmos a noite para o céu estrelado e vemos muitas estrelas; e olha que as que vemos ainda não são todas as que existem; e sim apenas aquelas que estão ao nosso alcançe de um determinado ponto de observação e distância onde nossa visão humana é limitada. Imaginem a infinidade do Universo. É muito provável que existam outras civilizações em outros planetas que possivelmente estão muito mais avançadas, em muitos aspectos, do que a nossa civilização terrena; e creio que já passaram desta fase de valorizar o que realmente não têm valor. Digo ainda que teriam condições de nos prejudicar, mas não o fazem pois já desenvolveram virtudes grandiosas.

    Responder

  1. António Carvalho
    25/11/09 | 9:53 pm | #

    O CAPITALISMO TEM OS DIAS CONTADOS. NÃO É SOLUÇÃO PARA O FUTURO DA HUMANIDADE. SÓ O COMUNISMO, NA SUA VERDADEIRA ESSÊNCIA RESOLVERÁ TÃO PROFUNDAS DESIGUALDADES.

    Responder

  1. Manohar
    17/12/09 | 2:36 am | #

    Olá. Sou estudante de Direito e amante da Filosofia.
    Levei grande parte de minha vida de 45 anos, negando o sistema, pela artificialidade com que presenciava no rosto e no modo de vida dos operários das indústrias da pequena cidade em que cresci: Mogi das Cruzes, há 60 km de São Paulo.
    Morador de um pobre bairro de periferia, ali criado em meio às drogas e tudo mais que a periferia poderia produzir, convivi junto à angústia, violência e sofrimento daqueles que naquela época, já eram vítimas da exploração revolução industrial, os quais trabalharam toda sua vida, mas não conseguiam proporcionar uma condição digna de vida a seus filhos, os quais muitos deles foram criados a farinha (a qual era na época um dos alimentos mais barato do comércio). O problema não é ser capitalista ou não, e sim, sermos dominados ou não pelo desejo selvagem, que nos torna dominadores ou dominados.
    Não é a quantidade de pessoas no planeta que causará sua destruição, é o inconsequente e inconsciente modo de viver que vai destruí-lo. Quanto ao sistema capitalista de se viver e a forma selvagem em que se transformou, não acredito ter sido por ter sido um sistema falho, mas pela falha do ser humano, que após ter perdido sua dignidade, se vendeu a troco de uma falsa felicidade e segurança prometido pelo sistema capitalista, não significando que esse mesmo ser humano não teria sido ludibriado por qualquer outro sistema social.
    Em fim, o que o levou a esse caos de ser humano do qual eu e você nos tornamos, parte foi a ilusão de tornar-se não apenas mais um ser diante dessa imensidão de seres, mas um ser que tivesse domínio sobre outros seres. É essa consciência que nos trouxe onde estamos. O Planeta consegue facilmente sustentar a população que o habita, mas não consegue sustentar o crescente número de exploradores industriais, mantidos pela também crescente sociedade de consumo: NÓS. Ou mudamos os hábitos, ou continuemos a cavar NOSSA própria cova.
    Abraço… m a noh ar @ ig . com . br

    Responder

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