22.12

2008
3:00 am

Turismo de realidade: a maior prova de que as pessoas estão entediadas

Postado em Brasil, Crônicas, Política

Puxa vida. Se tem um mercado que eu nunca vou entender, é esse de coisas para cachorros. Não as coisas básicas, tipo ossinhos, brinquedos, comidas recheadas ou coisa assim. Mas as coisas DESNECESSÁRIAS para cachorro, como camas, jóias, roupas. E eles sempre dão um jeito de fazer um trocadilho com a palavra CÃO nos nomes desses produtos, tipo… Cama para cachorros DORMINHOCÃO.

Eu acho que dificilmente algo pode ser tão estúpido quanto vestir um cachorro de papai noel no Natal.

Roupas para cachorros

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Não, tem algo mais estúpido que isso. É pagar para visitar favelas.

Cara, legal. As pessoas se orgulham de morar nas favelas. É uma comunidade, tem todo um ecossistema, mas assim, eu tenho umas ressalvas. Primeiro, o estado das casas não é exatamente algo que eu consideraria ideal. Tipo, se me dissessem ‘qual a casa dos seus sonhos’, eu não imaginaria nada que fosse construído com compensados de madeira. E duvido que essas pessoas que se dizem felizes na favela imaginem uma belo barraco com cerquinha branca na frente.

Mas beleza, na favela não tem só barraco, tem umas casas de alvenaria sem reboco e sem pintura. Esteticamente não é uma visão exatamente ideal, como eu disse, ninguém imagina a casa dos sonhos sem pintura. Mas não é tão ruim assim.

Outra ressalva provavelmente é a ausência de poder público em todos os níveis. Tipo, rede de esgoto e de saneamento básico falha ou nula, rede elétrica falha ou nula. Essas coisas são um problema, é preciso admitir. Dá pra ir levando, ok, mas é um problema.

Outra coisa é que o tráfico normalmente vive na favela. E faz os negócios lá. E pô, acho mó legal que eles protejam a comunidade, mas esse negócio de ter as próprias leis eu acho esquisito. Me incomoda um pouco. Me incomoda também, ligeiramente, o fato de eles andarem armados. Armamento pesado, à luz do dia (como se à noite fizesse diferença, mas vocês entenderam), passeando entre as crianças. Repito, nada contra, mas acho que não é o que ninguém idealiza como vizinhança perfeita. Tem os tiroteios com a polícia também, algo que me deixa um pouco desconfortável.

Coisas como essas me afastam da favela e me fazem desejar que as pessoas (as insatisfeitas com a favela) tenham condições de morar mais dignamente.

Ok, daí os gringos acham essas coisas exóticas, né. Pra eles é tudo muito exótico, muito ‘olha como esse seres primitivos se organizam socialmente’. E eles PAGAM para visitar as favelas, no chamado Ghetto Tour ou Tour da Realidade. Puta merda, minha vida inteira eu tenho pagado (e muito) para ficar LONGE delas. E os caras vêm de fora e acham tudo muito interessante.

Beleza. Acho legal, que daí eles gastam dinheiro na favela (mas como bem observou esse post do Cracked, não podem colocar MUITO dinheiro na favela, senão os pobres ficam ricos e aí o propósito se perde), mas é assustador que alguém um dia tenha tido uma idéia dessas. E é por isso que eu não sou rica, me falta esse faro elementar para negócios.

Pelo que andei lendo, o guia turístico deve ser alguém da comunidade, pra conseguir entrar com os gringos lá sem tomar pipoco dos traficantchi. E os traficantchi, que de bobos nada têm, recebem parte da grana para manterem os gringos intocados na inocente excursão.

Isso deveria ser crime, né? Mas acho que não existe nada na constituição que diga que é proibido pagar um traficante para que ele não mate estrangeiros acompanhados de um guia turísticos. Advogados, me corrijam.

Crime ou não, têm um site (aliás, 1995 ligou e pediu o layout de volta): www.favelatour.com

E daí é isso, eles vêm pro BRAZIL, pagam uma FACADA pra poder entrar na favela e comer, sei lá, churrasco grego, jogar sinuca e tomar cachaça no buteco e ver os soldados do morro empunhado os AK-47 à luz do dia. Basicamente tudo que gostaríamos de manter longe (e erradicado, se possível).

E eu posso imaginá-los escolhendo o roteiro de viagem e dispensando as Ilhas Malvinas ou os Alpes. Posso vê-los, entediados com seu dia-a-dia de primeiro mundo, cheio de civilidade e cidadania e Estado atuante. E daí eles pensam: ‘Pô, eu vou agora assistir às pessoas fudidas do mundo. Sim, é isso que vou fazer. E vou pagar por isso. Vou ver de perto.’

E olha, é até menos esquisito do que uma nova modalidade de turismo de realidade que está pegando: vivenciar a tentativa de imigrantes de cruzar ilegalmente a fronteira entre México e os EUA. Lembra da Sol, escondida dentro do porta-luvas debaixo do sol do Atacama Arizona? Pois é, amigo. Tem gente pagando pra viver essa experiência enriquecedora e inesquecível. Duvida?

Perto disso, nem dá mais pra falar um ‘a’ de quem veste o Chow-Chow de papai-noel no fim do ano. Na verdade, isso se torna até muito sensato.

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105 comentários (Comente! Trackback)

  1. rodrigo levy
    23/12/08 | 12:40 pm | #

    antes de falar besteira se intere sobre o assunto.

    Responder

  1. Leandro
    23/12/08 | 1:04 pm | #

    Meu Deus! Quanta ignorância! Como pode o yahoo linkar essa “crônica” em sua homepage?

    Responder

    Joel Castro Reply:

    É o Yahoo está no fundo do poço, linkar uma MERDA dessa.
    ANA FREITAS recomendo quando for escrever algo pesquise caso contrario sugiro que fique batendo bapo no MSN com suas amiguinhas…

    Responder

    Negríndio Reply:

    Verdade, algumas pessoas ainda se atrevem a escrever coisas desse tipo. “E outras” que não sofrem o dia-a-dia de morar em um espaço onde não possui nenhuma espectativa de vida, fazem o que lhe é mais “facil”, criticar. Acredito que é mais comodo p/”esses” se manter neutro diante uma situação mostruosa dessas. Até porque a violência causada pela falta de compromisso do Estado (relegado as politicas e programas neoliberais), ainda não chegou a porta desses “ignorantes” cidadãos.

    Responder

  1. Rafael
    23/12/08 | 1:07 pm | #

    Concordo plenamente. Favela não é opção para morada de ninguém, é falta de opção e condições.
    É no mínimo ridículo essa glamorização da miséria.Hoje ser pobre é bonito, ser rico é vergonhoso.

    Aja paciência.

    Responder

    Pedro Torres Reply:

    Concordo Leandro… Ridículo

    Responder

  1. Pedro Torres
    23/12/08 | 1:22 pm | #

    Na favela da rocinha por exemplo, existem umas 100.000 PESSOAS, das quais 2.000 são “traficantchi”.

    A mídia é a grande responsável por mostrar apenas esse problema que é resultado da exclusão social de tais pessoas, tipo você que pagam MUITO pra ficar bem longe dos problemas da tua sociedade.

    Eu não se se vc sabe, mas no mesmo dia que a globo noticiava o operação dos traficantchi, mortes e etc. uma TV alemã exibia um documentário sobre a solidariedade nas favelas, dessas outras 98.000 pessoas que restaram, por exemplo.

    Claro que os europeus não querem sair de seu país pra ver no Rio uma imitação BARATA da civilização deles, tudo que eles ja conhecem, marcas européias, predios, Shoppings, e por aí vai.

    Mas antes eles dão um real exemplo que nós deveríamos seguir que era de se aproximar da realidade dessas pessoas, e não apenas nos refugiar nos nossos apartamentos na orla de 800m² 1 por andar, porque isso não é ser europeu, é ser brasileiro sem identidade mesmo.
    Pois deveríamos ter a sensibilidade de compreender que essas pessoas faveladas não são os vilões mas sim as vítimas. Que diga o Ex-Prefeito Pereira Passos, que consegui afrancesar o Rio.

    Responder

    Ana Freitas Reply:

    Cara, veja bem… não to entrando no mérito social aqui, eu não disse que todo mundo da favela é bandido (o clichê), em nenhum momento disse isso até porque é um absurdo dizer isso. O que disse é que não é uma viagem turística que eu possa compreender, ponto, e acho que é uma exploração da pobreza, um ‘embelezamento’ disso. E não é bonito, eu não gostaria que as pessoas vivessem lá porque eu não gostaria de viver lá, e muito menos gostaria que pagassem pra me ver daquele jeito. Zoológico humano, sabe? Ponto. Não entrei no mérito social ok?

    Mas se quiser discutir o mérito social, se o pessoal dos comentários se animar, fique à vontade.

    Acho legal alertar, caso você não tenha notado, que o texto tem um teor levemente escrachado, exagerado, pois é uma visão humorística do tema. Sempre tenho que lembrar às pessoas.

    Responder

    JNeto Reply:

    “Homorístico”??? Se toca garota! E antes de se meter a discutir algo que vc não tem domínio, pelo menos se digne a dominar um pouco mais da lingua e não escrever esse monte de bobagens carregadas de preconceito e desinformação, e dizer que tem um “toque humorístico”

    Ao se propor a falar de algo dessa natureza, ainda que vc queira ’só fazer rir’, toda a discussão política e social vem intrísseca, e não dá para se fadar a tal debate! Mas, para quem “paga para ficar longe disso” realmente tem uma pré-permissão para não se importar, licença essa revogada ao passo que você chega e publica isso na web.

    Para você entender o que motiva essas pessoas visitarem esses locais garota, vc precisa ler um pouco mais, ler textos bons sobre a questão. Precisa estudar, e não tentar escrever sobre algo - ainda que seja “humorístico” - que você não tem a mínima noção do que seja, e possua apenas visões deturpadas da coisa; argumentos pautados na leitura televisiva de jornalistas retardados e “informações sem esqueleto da web”.

    O turismo é uma prática que remonta à Antiguidade Clássica. Inicialmente estava restrito apenas à aristocracia; às classes mais abastardas, e o principal motivo das viagens era “conhecimento de mundo”. Para vc ser um “aristocrata, um rico burgues” voce obrigatoriamente tinha que conhecer o mundo! E conhecer de verdade, não apenas pelos livros e relatos de outrem.

    Para além disso, e da evolução que a prática turística teve ao lungo da história, tem-se que considerar uma motivação mais subjetiva, inerente a nós humanos, que a vontande de conhecer, de experimentar, de viver realidades distintas com esse propóstio, ainda que não seja no nosso tempo e espaço.

    Devido a essa necessidade; essa vontade de conhecimento, que por exemplo, milhares de pesoas passam pela bizarra experiência de entrar numa câmara de gás em Auschwitz; ou pessoas do ‘terceiro mundo’ se propõe a ver as belas cidades portuguesas, espanholas, com o intuito de analisar como “paisagens tão estetitcamente bonitas”,com casas de alvenaria, com reboco, pintadas.. “tem até lareira!”, são fruto de um processo histórico, de dominação e aniquilação de povos endígenas, pré-colombianos. Ou ainda, ir passar o ‘natal em New York’ e não fazer a mínima idéia ou pelo menos se questionar como um país em tão pouco tempo (os EUA é mais novo q o Brasil)dominou o mundo, tornando-se um dos impérios mais prósperos e selvagens da humanidade.

    A viagem turística tem como definição básica aquela onde o indívio se propõe viajar ’sem motivos aparentes’, apenas por viajar; sem uma necessidade vital. Hoje existem diversos estudos sobre essa prática, várias correntes de pensamento nas Ciências Humanas, a exemplo da Geografia, da Antropologia, da Sociologia, que estudam e analisam de forma séria essa prática, que transforma socialmente, culturamente, economicamente e embientalmente vastas porções da supercíe terrestre, e pela dimensão e intensidade destas transformações, devem ser estudas; entendidas. Existem hoje várias classificações que separam os tipos de turismo, segundo a sua “motivação aparente”, como o turismo ambiental, o cultura, o ciêntífico, o social… etc, tipologias contidas, basicamente, em duas classes: o tusrimos de massa e o ‘especializado’.

    O seu texto é um misto de desinformação e preconceito (e antes que você diga que não é preconceituosa, procure se informar do que venha ser realalmente o ‘pré-coneito’). Acho que você deve ter mais cuidado com o que escreve, deve se informar melhor e procurar a “inparcialdiade” (que não existe em absolutametne nada!) ao publicar seus comentários.

    Responder

    Ana Freitas Reply:

    Nem li

    Responder

    Beatriz Reply:

    o que apenas confirma mais uma vez a sua ignorancia dos fatos e a sua falta de argumentos, alem da sua incompreensão da realidade

    Responder

    Ana Freitas Reply:

    Não, confirma que eu não preciso ler um texto que me ofende. E você não respondeu minha outra pergunta, que pedia para que você indicasse o trecho em que eu menciono qualquer tipo de dúvida em relação à instrução ou honestidade de habitantes de favelas.

    Bruno Sobrante Reply:

    Eu sempre vejo as pessoas reclamando que “ninguém lê os melhores livros, que a culpa é da imprensa”. Porra, JNeto, você se comporta como uma pessoa que odeia generalização mas acaba assumindo este papel ao colocar todos os jornalistas no mesmo balaio. Outra coisa, quais são os melhores livros, cara? Vc fala, fala, fala, e não cita nenhum! Teu discurso tá me cheirando ‘advogado pedante e ocioso’ na área. “povos endígenas”? ENDÍGENAS??? Talvez você tenha lido os melhores livros (sic) mas com certeza se esqueceu de ler os que tratam da Ortografia.

    Responder

    Beatriz Reply:

    Não é necessário citar-se os livros se é possivel demonstrar compreensão dos fatos e logica de raciocinio. Além de embasamento histórico e social.

    Responder

    JNeto Reply:

    Me desculpe se ofendi Ana Freitas, não foi a intensão.. E se ofendi algun jornalista, apesar de não ter, absolutamente, generalizado, me perdoe tb.

    Generalizações são necessárias em alguns momentos, faz parte. Não questionei a generalização - se é q houve. O q questionei foi o fato de se discutir algo sem uma boa argumentação; de se valer do preconceito e desinformação…

    Não sou advogado não… minha formação é na grade das ciências humanas, mas em outra área…

    Não quis sugerir, necessariamente, leitura de “bons livros”, e sim “bons textos”… Na verdade acho q a sugestão melhor seria… “bom senso e senso crítico com o q lê, escuta ou assiste”… pois o q há em grande quantidade na tv, e em outros meios de comunicação tb, são jornalistas não comprometidos, ou compromentidos com causas questionáveis, que abusam da linguagem televisiva, por promíscua relação com a questão mercadológica…

    A título de citação, afim de melhor entender sobre o turismo e suas implicações, pode-se ler: A Teoria dos Lugares Centrais, de Christaller; a teoria de Lundgren (1982);Knafou (1990); o modelo de análise de Miossec (1976); o modelo de espaço turístico de Boullón (1985); o modelo de Butler (1974); Milton Santos, Yagizi, o discurso da extinta EMBRATUR e vários outros autores e estudiosos do assunto.

    Quanto ao erro ortográfico… um erro, de fato! O correto é indígena, de índio… aborígine E só isso, um erro… coisa q coexiste com nós humanos.. Ah, e máquinas tb, q por mera coincidência são feitas por humanos tb!

    Rafael Reply:

    Parabéns Pedro Torres, você conseguiu distorcer totalmente o post. O que a Ana quis dizer é: “O quão bizarro é vir para o Brasil e pagar pra entrar numa favela, já que no seu país isso não existe?”.

    “Mas antes eles dão um real exemplo que nós deveríamos seguir que era de se aproximar da realidade dessas pessoas” - Não seja tolo a ponto de pensar que europeus pagando para andar de jipe em favela estão pensando em como aquelas pessoas precisam de ajuda. Eles estão ali para ver casas caindo aos pedaços, mulatas e se derem sorte, algum traficante.

    Responder

    Pedro Torres Reply:

    você deveria primeiro aprender a escrever, /aja/ no sentido de agir é com H, Haja paciência.
    Entendeu?

    Responder

    Pedro Torres Reply:

    ocê deveria primeiro aprender a escrever, /aja/ no sentido de haver é com H, Haja paciência.
    Entendeu?

    vc escreve tão errado que conseguiu me confundir

    Responder

    Rafael Reply:

    Na verdade aquele é outro Rafael. Mas respondendo assim percebe-se como você sabe dialogar com as pessoas.

    Responder

  1. Rejane
    23/12/08 | 1:48 pm | #

    Ana, gostei muito do seu comentário. Sou turismóloga e também não concordo com o zoológico humano que você cita com relação ao criado Turismo da Realidade.

    Me corrijam se eu estiver errada, mas em nenhum país de primeiro mundo se vê a miséia ser transformada atração turística. Tudo bem que não vemos miséria tamanha como a nossa por lá, mas sabemos que nos EUA, por exemplo, existem muita gente que sofre por conta do sistema. Me refiro a bairros onde ocorrem fortes transações com drogas, onde muitos jovens tentam ter uma vida diferente, mas não conseguem e morrem devido ao tráfico e às brigas de gangues. São realidades que vemos muito bem nos filmes. No entanto, isso nunca se tornou atrativo turístico.

    Só no Brasil mesmo para se ganhar dinheiro com a própria miséria ou com miséria dos outros.

    Responder

    Luiz Antonio Doria Reply:

    Concordo com a Rejane!

    Isso é Brasil, um país onde se faz de TUDO para se ter vantagens.

    Pode se comparar o \”turismo de realidade\” com programas ditos sensacionalistas, que buscam ter altos indices de audiencia com a desgraça alheia!

    Ana, meus parabéns pela crítica ao estilo de forma bem-humorada.

    Abraço

    Responder

    Paula Reply:

    Rejane,

    em primeiro lugar, digo que sou completamente contra o turismo em favelas. Acho que quem faz isso acha esta indo para um zoologico de pobres. Mas enfim, procure ler mais sobre este assunto em artigos escritos pela especislista do assunto, doutora da FGV, Bianca Medeiros.

    Mas na verdade, lhe escrevo para esclarecer que ao contrario do que você disse, nao eh so no Brasil que isso acontece. A exploracao da favela como nicho turistico acontece na maior favela do mundo da INdia, em favelas da Africa, nos lixões no Mexico e muitos outros lugares. Esse tipo de tour nas favelas brasileiras so comecou apos a ECO 92. Procure ler mais sobre o assunto antes de se entitular ‘turismologa’ (com muito respeito a sua profissao) e falar sobre assuntos que infelizmente desconhece.

    Sempre ha tempo de aprender.

    Um forte abraço e feliz 2009.

    Paula

    Responder

    Rejane Reply:

    Paula,

    Gostaria de tecer breves considerações sobre o comentário que você fez a respeito de uma opinião que emiti sobre o chamado “Turismo de Realidade”. Espero que sirva de ponto de reflexão para você.

    1 - Eu não me intitulo Turismóloga, eu sou Turismóloga e tenho formação e competência para emitir opiniões sobre assuntos pertinentes a minha área de formação.

    2 - O conceito de 1º mundo leva em conta diversos fatores como IDH, PIB, distribuição de renda, o grau de industrialização da nação, os serviços e tecnologia disponíveis para a população. O fato de um país ser uma grande potência econômica ou militar não lhe garante este título, como a India que você citou. Evidentemente o Brasil, a própria Índia, o México e o continente africano - África não é um país - não estão amparados por este conceito. Quando você cita “A exploracao da favela como nicho turistico acontece na maior favela do mundo da INdia, em favelas da Africa, nos lixões no Mexico e muitos outros lugares” demonstra, evidentemente, desconhecer tal classificação.

    Mas, usando suas próprias palavras “procure ler mais sobre este assunto”, pois informação é sempre bem vinda e no seu caso, muito necessária. Em tempo, umas aulinhas de português lhe caem bem, pois percebi que acentuação e regras da boa escrita não constam na sua gramática.

    3 - Notei que você faz confusão sobre os conceitos de nicho e segmentação de mercado. Como aprender nunca é demais, aqui vai um pequeno esclarecimento: nicho de mercado diz respeito a uma categoria de consumidores com características e necessidades particulares e muito próximas. A segmentação de mercado é uma opção de consumo, no caso o dito “Turismo de Realidade”, que você classificou equivocadamente como “nicho”. Sugiro que leia Marketing: Conceitos, Exercícios, Casos, de Alexandre Las Casas, editora Atlas, 1997.

    4 - Quando eu disse que só mesmo no Brasil para se ganhar dinheiro com a miséria dos outros, evidentemente qualquer leitor com um pouco de discernimento veria se tratar de uma força de expressão, haja vista o fato de que afirmei anteriormente que este tipo de comportamento não existe em países do 1º mundo, não negando, por conseguinte, a possibilidade desse fato ocorrer em outros países que não sejam do 1º mundo.

    5 - Um pouco de educação e humildade sempre é bem vinda. Reveja a forma de você fazer críticas, pois, as suas, ainda que infundadas e inconsistentes, estão carregadas de prepotência e arrogância. Quanto à indicação de leitura da produção da doutora Bianca Medeiros, agradeceria informações mais detalhadas, para que eu possa avaliar se são ou não do meu interesse, pois, mesmo sendo de boa qualidade tem que estar em sintonia com o meu foco na área.

    Abraços e um feliz 2009 pra você também!

    Rejane.

    Responder

    Ana Freitas Reply:

    Você não foi humilde e educada quando comentou aqui, e tbm fez críticas carregadas de prepotência e arrogância ao que eu disse e ao que outras pessoas disseram. Então não é justo exigir da Paula que ela não seja arrogante e propotente na resposta.

    Sobre o português, acho babaca usar erro de acentuação ou pequenos erros como argumento depreciativo do argumento (porque pode ser problema no teclado, ou porque a pessoa pode estar com preguiça de acentuar), mas já que você observou, releia todos os seus comentários. Você errou concordância e acentuação, nesse texto e em outros. Isso diminui a credibilidade da sua opinião?

    Responder

    Rejane Reply:

    Ana,

    Concordo com você. Os erros de português não diminuem a credibilidade da minha opinião e nem de Paula, e todos os temos, inclusive você. Porém, para uma pessoa que faz críticas infundadas como ela, há de se ter o mínimo de respeito pelas normas cultas.

    Em tempo, que bom que as minhas observações principais a respeito das “babaquices” que ela escreveu foram aceitas por você, ao não rebatê-las. Acho que você como mediadora deveria se concentrar mais suas observações ao tema central da discussão do fórum.

    Abraços,

    Rejane.

    Responder

    Armando Reply:

    Paula

    Por isso que sempre levo em conta aquele bordão televisivo de “Ofélia”, mulher de “Fernandinho”:
    - Só abro a boca quando tenho certeza.
    Vale também lembrar o ditado chinês:
    - Em boca fechada não entra mosquito.
    Ou ainda:
    - Quem fala demais, dá bom-dia a cavalo.

    Responder

    Paula Reply:

    Ana Freitas,

    respeito sua opiniao - em relação ao artigo - embora, eu discorde em alguns aspectos na sua argumentação.

    Porem, agradeço sua resposta a replica da Rejane, ao me criticar quanto ao portugues. Em nenhum momento, cometi erros de semantica ou gramatica. A ortografia - e de varios aqui e em outros blogs - utilizada eh coerente com o meio que estamos utilizando para discutir este tema - internet. Ao contrario da Rejane, que tenta, com agressividade e grosseria ao responder ao meu comentario, refazer sua imagem como turismologa desinformada.

    Reveja as expressoes por ela utilizada: “existem muita gente que sofre por…”; “miséia”. entre outras.

    Ou seja, de humildade me utilizei muito em comentar no seu blog, ao contrario de outros que a ofenderam muito. Não a ofendi nem a inferiorizei por seus erros, suscetiveis a quaisquer um de nos.

    Esta Rejane foi extremamente pedante ao me oferecer ‘aulinhas de portugues’ já que no seu primeiro discurso escrevia relaxadamente (com erros realmente cinematograficos)e no segundo, demonstra claramente ter estudado cada palavra, levando, seguramente, muitos minutos elaborando uma resposta agressiva para nao se sentir inferiorizada.

    Realmente, adoro estes blogs. Me faz ver que realmente existe gente que se acha muito.

    Ana, mesmo que seus comentarios a respeito do tour em favelas nao agradem (talvez pelo tom do discurso), por completo, a muitos - como eu, parabens pela polemica (= ibope!) e pela diplomacia e respeito ao lidar com diversas opinioes!

    Responder

    Pedro Reply:

    Rejane

    Concordo com as suas colocações. A exploração da miséria não deveria fazer parte de um tour aqui no Brasil nem em lugar nenhum. Concordo também que, em se tratando de uma discussão acadêmica as pessoas deveriam ser mais cuidadosas em colocar seus pontos de vista com algum embasamento teórico, e ter o mínimo de cuidado com a preservação da “última flor do Lácio, inculta e bela”, a nossa língua portuguesa. Também concordo com o papel que a Ana deve ter, atendo-se a ser apenas uma mediadora do conteúdo científico, coisa que ela até faz relativamente bem. Aliás, não achei que você não foi humilde ou indelicada com Paula. Gosto do seu estilo “bateu, levou”.

    Responder

    Paula Reply:

    Pedro,

    belo comentário. Porém, mais uma vez, uma pessoa criticando o estilo linguístico alheio (embora correto para o meio utilizado) sem estar 100% correto.

    Pedro, preste mais atenção com relação a sua pontuação. Ademais de outros erros em seus outros comentários, acrescente uma vírgula, após a palavra ‘acadêmica’, no período:

    “Concordo também que, em se tratando de uma discussão acadêmica, as pessoas deveriam ser mais cuidadosas em colocar seus pontos de vista com algum embasamento teórico(…)”

    Hahaha….

    Adoro estes blogs….

    Mais uma vez, parabéns, Ana!

    Responder

  1. Flávio
    23/12/08 | 1:48 pm | #

    Sobre favelas:
    As favelas existem em todos os cantos do mundo e mostra o lado do abandono do ser humano…..mostra o quanto um humano pode ser fdp com outro humano!! o dia em que nos preocuparmos com o próximo tudo isso vai acabar!!!
    O turismo de imbecilidade mostra exatamente esse lado cruel do ser “Humano”!!!
    Existe uma comunidade no orkut que debate como mudar essas realidades:

    http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=57356178

    Sobre o comentário dos ítens para cachorros: O dia que você entender o quanto esse animal é precioso e amigo vc vai entender o porque de tantos cuidados com ele!!! e tem o lado positivo….gera empregos..rendas…negócios!

    abs!!!! bom natal e mais amor no seu coração!

    Responder

  1. Ana
    23/12/08 | 1:58 pm | #

    Concordo, em parte, com Pedro que não é se rodeando de grades e muros em apartamentos caros e distantes das favelas que se tem conhecimento da realidade dura de pessoas que não a escolheram. Mas concordo com a matéria contra o turismo de realidade: é claro que ninguém viaja pra ver o que tem acesso todos os dias no seu cotidiano, porém fazer da miséria dos outros algo “diferente” pra se ver de fora, não é nada interessante, muito menos bonitinho. Acesso a isso as pessoas têm todos os dias na tv, jornais e principalmente na internet, então não é novidade pra ninguém o que é a desigualdade social brasileira e mundial. Não adianta chegar aqui, fazer turismo em favela durante o dia e à noite voltar aos seus quartos de hotéis caros e só lembrar do que viram quando lerem no jornal ou virem na net notícia parecida e dizerem “ah, eu vi isso de perto”. Tá bom, viu e vai fazer o quê? Absolutamente Nada. Não é disso que precisamos, meia dúzia de turístas que emprestem seus olhos piedosos e desinteressados da realidade dos favelados, que têm sua privacidade invadida e vivem num diário reality show. Nesse sentido, a matéria é muito válida

    Responder

  1. Marcos Moura
    23/12/08 | 2:00 pm | #

    Acho que você está olhando a realidade com óculos sujos. Limpe-os. Recentemente minha irmã foi ao Rio para ver o show da Madonna, e ela é bem “perua” como você. Em um dos dias ela foi visitar a Rocinha. Ficou encantada. A gentileza das pessoas, o pequeno comércio frenético, a beleza da paisagem de cima do morro, a garotada voltando da escola e a composição da cena do casario amontoado na encosta, que tem sim uma estética e composição muito interessante e por vezes bela. Você precisa sair da frente desse computador e andar mais nas ruas, ver e se relacionar mais com gente de verdade, mais real e menos virtual. A realidade mostra beleza mesmo nos ambientes mais difíces.

    Responder

    Ana Freitas Reply:

    Acho que você está lendo o texto com óculos sujos. Limpe-os.

    Responder

    JNeto Reply:

    …Tanto que flores nascem no esterco e não por isso deixam de exalar perfume!

    Responder

  1. Pedro Torres
    23/12/08 | 2:03 pm | #

    Acho que vc falou o que queria falar agora, mas se você expõe “uma visão humorística do tema”,
    vc tem que se justificar depois,ou antes, avisar que é uma sátira, porque dá a impressão que aquela é sua opião fundamentada sobre e o tema, e ainda, que vc é super alienada.

    Mesmo assim não concordo com você porque escreveu sobre algo que só ouviu falar, você não foi realmente lá pra saber, e nunca fez um Tour desses ou entrevistou um estrangeiro pra saber o que ele pensa,usou apenas do senso comum, sem nenhuma visão crítica sobre o assunto.

    Responder

  1. Daniel
    23/12/08 | 2:12 pm | #

    Achei muito bom o post (tanto que estou comentando). Essa idiotice de fazer tour por uma favela deve ser uma experiência um tanto quano bizarra e sádica. Afinal, somente com sadismo alguém ficará contente (e tirará fotos) de pessoas passando fome, vivendo ao lado de esgotos a céu aberto e sob uma ameaça de bala perdida constante. Ok, os traficantes protegem a comunidade e tal. Então, nessas visitas, os traficantes (às cusas de um precinho \”camarada\”) rotegem a passagem dos turistas. Isso não acaba se tornando, por um acaso, uma propaganda pró-tráfico?

    Ps: só uma correção. O deserto do Atacama fica no Chile. Eu não tenho certeza, mas acho que aquele é o deserto de Sonora.

    Enfim, parabéns pelo post!

    Responder

    Ana Freitas Reply:

    Daniel, obrigada! Vou corrigir.
    Ah! É a região de Sonora mesmo, mas o deserto é o Arizona.
    Abraço!

    Responder

  1. Leandro
    23/12/08 | 2:16 pm | #

    Desculpa, mas eu nem acabei de ler. Sua visão torta e preconceituosa é de causar repúdio. A pergunta é: por que não o turismo chegar às favelas? Elas não fazem parte da cidade? Trata-se, por algum acaso de algum lazareto? Para você favela é algo que deve ser execrado? Me diga uma coisa: Sabe quantas centenas milhares de pessoas vivem na Rocinha? Você acha que todos são traficantes? As pessoas vivem por lá como em qualquer outro bairro, com problemas bem grandes e mais específicos, é verdade, mas têm uma vida por lá. Eu poderia ficar aqui escrevendo por toda a tarde, mas acredito que não vai valer a pena. Mas, só pra finalizar, não tem como deixar de comentar a comparação infeliz que você fez entre cães e a favela… A gente lê cada coisa por aí…

    Responder

    Junnin Reply:

    E você acha bonito traficantes ganharem dinheiro pra não fazer mal aos turistas? Isso não seria como um sequestro? “Ou me pagam ou eu mato os turistas”? Além disso, nem tudo é ponto turístico, cara. E isso que tão fazendo só piora ainda mais a situação. A Ana nunca disse que as favelas precisavam ser “excluídas” do Rio. E não, as pessoas não vivem lá como em qualquer outro bairro. Aposto que no SEU bairro tem água encanada, não cheira a esgoto, a maioria das ruas são pavimentadas, etc. Entenda, nem todos os humanos vivem como deveriam, e isso não é culpa deles, e muito menos minha, ou da Ana. Não foi ela que tirou tudo que eles tinham e mandou todo mundo prás favelas, isso foi um processo um pouco lento, como você já deve ter estudado na escola, que eu não tou com paciência pra explicar aqui.

    Responder

  1. Ana
    23/12/08 | 2:20 pm | #

    É Marcos, vc precisa ver a vida com seus próprios olhos, não pelos olhos dos outros…cada um tem uma visão de mundo, vc só ratificou o criticado na matéria: é de gente como sua irmã que o mundo não precisa.

    Responder

  1. Iris Paiva
    23/12/08 | 2:20 pm | #

    É um questão bastante polêmica. Me parece que há mesmo uma glamourização disso e não há dúvida que quanto as questões habitacionais há inúmeras deficiências.
    Mas, ademais do mercado estabelecido, deve-se considerar a riqueza, a efervescência, cultural, social, estética, etc. Ao meu ver, turismo é conhecer, experimentar, o lugar em sua diversidade, e é bastante interressante e instigante conhecer a favela, o modo rizomático como ela se estabelece, a ginga de sua implantação e sua relação com o modo de vida daquelas pessoas. Sem contar a riqueza cultural. Se pensar em favela é inevitavel pensar em Rio… pensar em Rio se pensa em samba, funk, carnaval … e de onde vem isso!?. Estéticamente vale a pena conferir a exposição de Gringo Cardia, “Estética d Periferia” que explora e ressalta a estética oriunda da periferia. E socialmente, quantas vidas? quantas histórias?. Enfim, acho que o artigo engessa a questão num ponto um tanto quanto preconceituoso.

    Responder

  1. Victor Hugo
    23/12/08 | 2:22 pm | #

    E daí Pedro Torres, se ela falou só de ouvir falar? Eu também só ouvi falar da guerra do Iraque pela TV mas não preciso ir no Iraque pra dar uma opinião sobre o que eu acho dos gringos invadindo um país estrangeiro com desculpas forjadas, e também não preciso acompanhar turistas numa favela pra ter uma idéia do quão brutal é esse tipo de ‘turismo’…
    O Leandro ainda acha que é preconceito nosso. Legal. Mude-se pra lá se você acha uma maravilha.
    Isso acontece porque aqui no Brasil se aceita de tudo por uma graninha… Vai fazer turismo na áfrica em meio a alguma guerra civil pra ver se escapa vivo, vai…

    Responder

    Pedro Torres Reply:

    Claro que para se falar sobre um assunto se requer que a pessoa o conheça com profundidade.
    Se você ouviu falar de Guerra do Iraque, é porque alguem teve que ir lá, e isso forma opiniões. Logo a sua opinião é limitada pela visão da câmera de alguém. Ironicamente, em tudo há um interesse financeiro,
    na cobertura da Guerra do Iraque, No Tour Favela, e ateh neste blog, porque vc acha que ele esta repleto de anúncios publicitários.
    Apenas nós que estamos apenas perdendo nosso tempo e dando “IBOPE” para um blog chula como este.
    Assim, achei seu nome muito bonito, porém…

    Responder

  1. Rogério Mendes
    23/12/08 | 2:25 pm | #

    Por favor, não volte a escrever sobre o tema. Sobre o que escreveu requer maior profundidade. O fenômeno é mais grave do que supõe suas insuficientes palavras.

    Responder

    Pedro Torres Reply:

    Concordo Rogério, este é o lado ruim da liberdade de espessão às vezes temos que aturar certas idiotices.

    Responder

    Andreia Reply:

    Pedro
    Vc não é obrigado aturar nada! Leu e não gostou? Sai fora…

    Ah! Ana, parabéns pelo post! Só quem acompanha seu blog para entender a sua crítica ácida…e que a última coisa que vc é, é perua…bjs

    Responder

  1. Chico
    23/12/08 | 2:26 pm | #

    E daí, se os gringos gostam de ver favelas qual o problema? Tá te encomodando?

    Meu Deus! Quanta ignorância! Como pode o yahoo linkar essa “crônica” em sua homepage?[2]

    Responder

  1. Fernando
    23/12/08 | 2:31 pm | #

    Ri-dí-cu-lo !

    Responder

  1. maria do socorro
    23/12/08 | 2:31 pm | #

    O tipo de turismo que estão fazendo, não sei que nome tem, mas parece com um esporte radical: o indivíduo faz, mas arrisca a própria vida.
    Seria, então, um TURISMO RADICAL e é para pessoas que têm sangue frio.

    Entretanto, todos os ambientes devem ser conhecidos e visitados e não virarem propriedade privada de quem quer que seja.

    Inclusive, é melhor para os moradores que vão se orgulhar ainda mais por tudo que lá é reproduzido, no bom sentido.

    Inteligente iniciativa: turismo, ecoturismo, turismo radical… seja lá qual for o nome.

    Responder

  1. Eduardo
    23/12/08 | 2:32 pm | #

    Não sei se é permitido ou não postar críticas ao Post. Mas a primeira parte está escrito com uma linguagem (desculpem a franqueza) estupidamente cândida. Parecia estar falando da criminalidade da mesma forma que se fala de um filemzinho que viu e não gostou. Coisas do tipo:

    “Tem os tiroteios com a polícia também, algo que me deixa um pouco desconfortável.”

    Um pouco desconfortável?!?! Por acaso você já esteve no meio de um tiroteio, e tem noção do que é isso?

    Eu já fui atingido (abdomen) por uma bala perdida de traficantes, e passei 2 meses em tratamento hospitalar, em alguns momentos com risco sério de vida.

    Responder

    Ana Freitas Reply:

    Sempre é permitido postar críticas ao blog. Eu só não respondo a comentários com palavrões e/ou com críticas virulentas.
    Eduardo, o problema da ironia é que quando as pessoas não entendem, quem fica parecendo um idiota é você (eu, no caso).
    Também já estive em um tiroteio, se isso ‘te conforta’, e sei muito bem que não é ‘pouco desconfortável’. O pouco foi ironia.
    Abraço,

    Responder

  1. Edu
    23/12/08 | 2:39 pm | #

    esse Leandro é um bobalhão, aliás como esse blog tá cheio deles que a pretexto de defender a favela deturpam todo o texto, santa compreensão ana.

    Responder

  1. Sérgio
    23/12/08 | 2:46 pm | #

    Olá!
    Não é bem assim como você disse. Dentro de favelas como Rocinha e Vidigal tem trabalhos sócios culturais de altíssimo nível e os “gringos” vão até lá para ver isso. E os traficantes não levam sua grana nisso, sou da área de turismo e tenho clientes que vão e se sentem maravilhados. Infelizmente por pura falta de informação da realidade dos fatos existe um total preconceito sobre quem mora na favela. Hoje em dia você encontrará pessoas que através deste tipo de turismo se formou e ganha seu dinheiro dignamente. Os “gringos” não vaõ para ver pobreza, mas sim para ver a riqueza cultural que existe, para as pessoas mal informadas só existe funk e tráfico. Quem tem essa visão vai achar que o manguezal que tem visitação turística ou as nossas belas florestas não são dignas de visitação, pois o mangue tem cheiro desagradável e a floresta tem mosquito, sendo mais claro, a falta de conhecimento só vai o fazer ver isso, e vai perguntar a mesma coisa: o que os “gringos” vêm nesse lugar estranho, por que não visitam um shopping center?

    Feliz Natal a todos!

    Responder

    Beatriz Reply:

    Valeu Serginho afinal nós ao menos sabemos sobre o que estamos falando Feliz Natal

    Responder

  1. Alex
    23/12/08 | 2:55 pm | #

    Após ler o texto, li também os comentários, alguns um tanto enfático em ignorância para com a escritora.
    Eu moro em uma favela, não do Rio, mas de São Paulo, as condições são ruins, porém, as pessoas são mais próximas, tem uma frase que diz: “periferia é periferia em qualquer lugar”. Isso eu compreendo! O ser humano a muito tempo, esqueceu de se respeitar como individuo, e devido a isso não “sabe” ou não se permite viver em coletivo. As desigualdades sociais são enormes. Para uns, é interessante sair do seu “quadrado” e conhecer o “quadrado” do outro. O turismo não é o problema, o problema é como ele é realizado, ou seja, se existe um trabalho de conscientização pelo tour que os ricos pagam para fazer, então é válido, se isso não existe, de nada vale esse entretenimento da miséria.

    Responder

    Ana Freitas Reply:

    Alex, uma vez li um relato em um fórum, com fotos e tudo, de um gringo que fez um desses tours (não achei para colocar o link no post). E se há ‘conscientização’, para ele não houve. Foi simplesmente admirar a miséria (mesmo a miséria colorida, a miséria ‘harmoniosa’, como no caso da Rocinha) com olhos de alguém que visita um bicho exótico no zoológico.

    E, naturalmente, é essa minha crítica no texto.

    Abraço!

    Responder

  1. David
    23/12/08 | 2:58 pm | #

    Sou gringo e moro numa favela, com propria casa comprada. Tem algums pontos +- aceitaveis aqui, mas o maior problema é que é escrito por um covarde; e isso nunca seria a melhor pessoa escrever. Um dos piores habitos Brasileiros é isso: \’coisa é ruim, não queria por mim - MAS NÃO TENHO NADA CONTRA\’. Tenha uma coisa contra, babaca, e pronto! Seu covarde nojento. Trafico é ruim e super ruim, pronto. Vc se acha com \’nada contra\’ por que vc só tem boca; experiencia/ intelecto de verdade vc não tem! Mesmo com um estado tão desnecessario neste pais, seria melhor a presença deles em vez do trafico. (Mas as comunidades estão enganados por tudo que pessoas ficam - pouca educação/ informação, gula, medo, PRATICIDADE [acima de tudo], etc.)
    Ah, não vou entrar em detalhe por que seus pensamentos são conservador reacionarios e TÂO chatos, mas vc é a pesoa bem errada ao escrever sobre assunto; vc SABE QUASE NADA.
    Deixe-me acabar aqui: sem duvida, blogueiro pateta, as favelas existem para que uma pessoa como vc possa ficar mais confortavel em sua vida indulgente. Por que Yahoo teve um link para essa bosta!?

    Responder

    Ana Freitas Reply:

    David, uma pena vc ter se mostrado tão agressivo. Sua visão, o outro lado, seria muito enriquecedora na discussão, e eu adoraria desfazer essa visão que vc teve do texto (equivocada), mas eu não discuto com gente que ofende com palavrão.
    Abraço!

    Responder

    David Reply:

    Agressão? Os marginalizados sempre mudariam situação deles com agressão (se fosse para mudar nesta vida, em vez de esperar geraçoes para mais farelos). E as elites ficam indignados com essa agressão e encontram jeitos de oprimir ainda mais. E pior coisa: as elites ou usam agressão no dia dia (mesmo se for cortando fila ou “ganhando” um contrato), e/ou tem os que são mais agressivos para se protegerem / esconderem atras.

    Responder

  1. David
    23/12/08 | 3:07 pm | #

    PS. parabens Sergio, Alex e outras que falarem no lado positivo de favela - o lado mais pertinente.
    E sim, o turismo não é direitamente o problema; o contexto (capitalismo falhado), que sempre precisa ser mais olhado.

    Responder

  1. Keli Sousa
    23/12/08 | 3:11 pm | #

    Bem, acredito que “passar a vida inteira pagando (e muito) para ficar LONGE das favelas” não é bem a melhor saída para as mazelas do Brasil. Mesmo porque mais cedo ou mais tarde ela baterá a sua porta. Acredito que sería mais produtivo arregaçar as mangas e tentar fazer alguma coisa além blá blá bla.

    Responder

  1. Luigi Casagrande
    23/12/08 | 3:14 pm | #

    PQ não pedir para a Regina Casé que faz apologia da favela na Globo?
    Legal…deixe os ”gringos” (che brutta parola) gastar $ no seu pais.
    abs

    Luigi

    Responder

  1. João Pedro
    23/12/08 | 3:21 pm | #

    É interessante como o “povo” brasileiro, se sente tão superior ao seus iguais, podemos ver claramente um monte de gente aqui só apresentando ataques a “matéria” aqui apresentada.
    Pessoal, vocês deveriam ter vergonha, em qualquer lugar do mundo essa matéria seria respondida seriamente e ninguém iria desvalorizar o trabalho feito, apenas tentar colocar mais conteúdo.
    Porem vocês que se intitulam “sábios” e “intelectuais” apenas criticam, sem nem ter a capacidade de olhar o verdadeiro desfecho do argumento apresentado, mostrando a todos que não passam de pseudo-intelectuais vivendo as custas do seu ar de superioridade. Aprendam a crescer, ter um pouco mais de maturidade e inteligência e não apenas apontar o dedo para o erro e darem risada. Se vocês passam as suas vidas medíocres tentando pesquisar apenas um assunto e viver na alienação não julguem uma pessoa por ter visto menos que vocês, e engulam a sua inveja por ela apresentar algo, mesmo sendo um quase humor, muito melhor do que vocês mesmo fariam.

    Responder

    Saulo Reply:

    Realmente e engracado ver como as pessoas levam a serio as coisas. Da ate agonia. Em nenhum lugar foi dito que esse e o resultado de anos de pesquisa seria…
    Tem gente que nao perde uma oportunidade de mostrar o quanto e “informada” e “engajada socialmente”.
    Quem quiser uma analise minuciosa do assunto, garanto que nao vai ser num blog que vai achar, ate porque isso requer um pouco mais que meia duzia de linhas (e pra quem nao percebeu, o pouco foi ironia). Entao quem quiser criticar, pelo menos critique algo que tenha sido feito para ser levado a serio.

    Responder

    David Reply:

    Obrigado, hipócrita superior. Sim, pode ser fútil entrar em polemica, mas não é nada educativa o que vc fala. Como vc pode comprovar que o seu intelecto não é pseudo (demais)? Parece que é. Também, em minha opinião (e não mudaria nada nem para desfarçar humildade); o povo brasileiro tem pouco jeito de sentir superior, quando comparado com muitos outros povos. Mais um ponto positivo para esse povo. (Para falar sobre o que que tem de errado, seria outro debate completamente).
    Se seguissemos sua instrução, não haveria mais debate. Bravo, chato.
    O “trabalho” original aqui não é mais trabalho, e certamente não “mais valido”, que as respostas. Olhe no espelho, se vc quer ter, e dividir, opinião, vc ‘arrisca aparecendo superior’.

    Responder

  1. Alexandre
    23/12/08 | 3:25 pm | #

    Concordo plenamente com a crônica !!!!!
    Acho que quando turistas olham as favelas do Brasil devem imaginar: Nossa como pessoas conseguem viver aqui? Que descaso com essas pessoas… E depois vão embora para o conforto de suas casas e lugares de origem no primeiro mundo. Ver a pobreza de longe é fácil… Difícil é viver conviver com ela diariamente, queria ver se iam achar muito “exóticas e interessantes” as favelas! E o pior é que tem gente ganhando grana (e não é pouca)com visitas à miséria….

    Para mim quem faz acordo com bandido é bandido e para entrar nesses lugares tem que fazer acordo com bandido, me parece então que essas empresas de turismo não ficam muito atrás dele não…

    A única beleza que há nestes lugares são as pessoas que moram alí, verdadeiros guerreiros na sua batalha diária, encarando mandos e desmandos de traficantes ou milícias, tiroteios que às vezes não conseguem nem chegar ou sair de suas casas … É triste demais… Como pode alguém ainda querer lucrar com idas à miséria? Como se fosssem olhar uma vista ruim de sua janela e depois colocassem a cabeça para dentro de casa e retornasse ao conforto do lar.

    Responder

    David Reply:

    Não ‘entrar nesses?!? lugares’ não precisa fazer acordo com bandido, não. Talvez para fazer tipo tur, TALVEZ tem que, (depende muita coisa). Olhe, problema de debate é quando pessoas falam que absolutemente não sabem. Seu bairro é um ‘desses lugares’ ou daqueles??

    Responder

    Beatriz Reply:

    Juatamente, afinal alguem percebeu porque estes turistas pagam pela visita. Esta é a grande lição e apredizado, pela vivencia de 2 horas atraves dos guetos de uma comunidade compacta, com vista exuberante e advinhe : pessoas FELIZES com o pouco que tem . Sem um sistema hospitalar de qualidade, sem qualidade de ensino, sem ssaneamento basico, trabalhadores ( sim 99% são pessoas honestas que trabalham 8 horas p/ dia 6 dias por semana)e aida assim, apesar da precariedade de condições de vida, mantem acesas as chamas da Boa Vontade e da Alegria, caracteristicas contagiantes do Povo Brasileiro.
    E é por isso que estes turistas vem ao Brasil, aprender com este povo a felicidade que se pode encontrar nas pequenas coisas, como um churrasco com os amigos em alguma laje, o futebol na praia, regada por algumas doses de cachaça ( o nosso uisque ), o Baile com os amigos e que sabe a conquista do amor desejado. O indice de suicidio por incrivel que pareça é maior nos paises mais desenvolvidos, onde a populaçaõ tem um Estado Paternalista e provedor, deixando os seus sem razão para continuar vivendo pois não tem motivos para lutar. O nosso `Povo tem muita imaginação e jogo de cintura , para sobreviver às injustiças sociais e ainda assim Festeja o Carnaval, exemplo maior desta alegria de viver !!! E obviamente pagam por isso pois os motoristas , guias e mecanicos assim como os veiculos necessitam ser remunerados e conservados e isto custa dinheiro ! Além de tudo gera empregos para a comunidade, pois priorizam-se o emprego aos moradores da Rocinha.

    Seria triste pensar que as pessoas viajem o mundo buscando ver a miseria dos povos e não a compreensão de sua organização social. Assim acredito que tiuristas visitem a India para compreeender o Hinduismo, ao Marrocos para provar um pouco do Islã, à Tailandia por suaas belezas naturais, à Africa pelos mesmos motivos e felizmente não se fechem no “Paraíso ” limitado do 1°mundo. E acreditem os moradores da Rocinha em sua grande maioria estão orgulhosos de serem motivo de visitação.
    Sugiro aos que desconhecem esta daceta da moeda que a provem por menos esteticamente atrativa, pois não é esta a finalidade.

    Responder

    Ana Freitas Reply:

    “pessoas FELIZES com o pouco que tem”

    E você acha BOM que eles estejam satisfeitos com isso e que a maioria faça tão pouco para mudar?

    Responder

    Beatriz Reply:

    Eu faço a minha parte : conheço sobre o que falo e voce o que faz alem de criticar o que desconhece??????

    Responder

    Ana Freitas Reply:

    Beatriz,

    Se por algum motivo você não é capaz de compreender a crítica no texto, peço que 1. não assuma que VOCÊ sabe mais do que eu sobre o tema e que 2. mesmo se fosse verdade, que isso é um motivo para que eu NÃO POSSA falar do assunto.

    São apenas OPINIÕES diferentes. Existem pessoas e pessoas, e eu acredito que o turismo em favela é exploração da miséria, vitrine de gente, mesmo com seus prós e contras e exceções PONTO. MINHA OPINIÃO. Te incomoda que eu tenha uma opinião diferente da sua?

    Responder

    Beatriz Reply:

    Eu frequento a Favela da Rocinha apesar de ser graduada em jornalismo, e dominar 5 idiomas e acredite, além da miséria aparente existem muitas pessoas informadas naquela comunidade e o que me incomoda na sua ” opinião é que é totalmente desprovida de conhecimento dos fatos. Informe-se

    Ana Freitas Reply:

    “além da miséria aparente existem muitas pessoas informadas naquela comunidade”

    Eu quando eu disse que não havia? Em algum momento eu falei algo sobre a índole, caráter ou INSTRUÇÃO das pessoas que habitam QUALQUER favela?
    Pode dominar cinco idiomas, mas não tá conseguindo interpretar texto em português.

    Beatriz Reply:

    O que eu quiz dizer quanto à informadas é à proposito de que elas NÃO SE DEIXAM EXPLORAR QUANTO A MISERIA E QUE JUNTAMENTE COM ONGS E ESTRANGEIROS ATUANTES NA COMUNIDADE, ESTAÕ FAZENDO SIM ALGO PARA MUDAR PARA MELHOR A REALIDADE LOCAL E QUE ESTAS ONGS E DEMAIS PROJETOS SOCIAIS FAZEM PARTE DO TOUR REALIZADO DENTRO DA FAVELA E NÃO SÃO EXPOSTOS COMO MISERAVEIS EM UM ZOO, COMO VOCE POR FALTA DE CONHECIMENTO ACREDITA QUE ACONTEÇA. e SEM NENHUMA INTENÇÃO DE AGREDI-LA SUGIRO QUE VENHA VISITAR E PARTICIPAR DE UM DESTES TOURS PARA QUE POR EXPERIENCIA PROPRIA MUDE A SUA ERRONEA OPINIÃO , O QUE AFINAL SERIA LEGITIMO.

    Ana Freitas Reply:

    Beatriz, eu acho que a maioria dos estrangeiros que pagam para conhecer a miséria em favelas brasileiras é sádico e está fazendo voyeurismo.

    Não critiquei a posição da favela nessa relação. Não sei porque você continua a defender os moradores, as ONGs etc.

    Favor não usar Caps Lock nos comentários, não é educado.

    Não preciso participar de tour em favela pra conhecer favela. Eu brincava na favela quando era criança. Minha vó mora muito perto de uma.

    Abraço

    Beatriz Reply:

    Acho bom sim pois quando tiverem a oportunidade de ter mais saberão aproveitá-la melhor. Como por exemplo quando tiverem acesso à informação saberão utiliza-la de maneira mais produtiva

    Responder

  1. Rafael
    23/12/08 | 3:26 pm | #

    Li o texto principal e os comentários adicionados. Tenho minha opinião que em muito se confunde com a sua Ana.
    Sei que a maioria são pessoas de bem, *e não li no texto lugar que explicitasse isso* acho intrigante as pessoas pagarem para esse tipo de turismo. Cada um com o seu dinheiro, certo?
    Não sei se vale a pena questionar esse tipo de atividade, porém, tenho certeza, independente do que a mídia fala, os traficantes sendo minoria detêm o poder nas favelas, não há como questionar. Isso é muito prático, o poder sempre está concentrado nas mãos de poucos e maioria sempre “paga o pato”.
    [quote]Chico falou:

    December 23rd, 2008 at 2:26 pm
    E daí, se os gringos gostam de ver favelas qual o problema? Tá te encomodando?
    [/quote]
    Quanto a isso posso responder assim se me permitirem: Tem políticos roubando, isso te incomoda? Tem um monte de marginalizado que é excluído da sociedade, isso te incomoda? Tem um monte de gringo querendo “roubar” a Amazônia, isso te incomoda?

    Ao meu entender o texto tinha mais um cunho questionador e indagador do que dar um julgo. Também acho estranho está prática.

    “Enquanto uns chorão, outros vendem lenços”. (Não sei quem foi, mas acho que fecha no assunto)

    Responder

  1. Gilberto
    23/12/08 | 3:30 pm | #

    Ela paga, eu pago, vc paga, todos pagam por um país melhor (quem me dera… pagamos e não recebemos)
    Enquanto todo o povo brasileiro pagar MAIS DE UM TRILHÃO em impostos e continuar convivendo “pacificamente” com falta de investimento do poder público em infraestrutura básica, saúde, educação, etc. teremos turismo em favelas sim, pois é curioso ver esse povo que paga, não recebe e é feliz com seu gingado e bailes funk como foi dito acima… gente, vamo acorda ne!

    Responder

  1. Cabelo
    23/12/08 | 3:47 pm | #

    Eu gostaria de dizer que concordo com a moça que escreveu sobre esse assunto ai de fazer turismo em favelas, as pessoas que moram lá estão ferradas, tomando tiro de bala perdida a toda hora e dai aperece alguém querendo dar uma de bonzinho e organiza visitas nas favelas, acho isso ridiculo. E o governo do rio de janeiro não faz nada pra conter a violencia e o trafico de drogas e os traficantes mandam naquele lugar. Que absurdo! Vc ai que escreveu esse post, concordo com vc, esses gringos estão todos entediados e acham que vão se sentir menos culpados se visitarem uma favela pra dizer uma dia que ajudaram os mais necessitados!

    Responder

    David Reply:

    não existe mais ignorante que vc. Saber antes de falar. Vc não mora então vc não sabe. Idiota.

    Responder

    Ana Freitas Reply:

    Pára de xingar os outros. Não consegue discutir sem palavrão?

    Responder

  1. Cándido
    23/12/08 | 3:48 pm | #

    Ana Freitas, ri um monte com seu comentário,desde o Dorminhocão, vc é mais criativa que um monte de publicitarios. Não sabia que existiam esses tours, mas pela opinião do Marcos e sua irmã parece que a tolíce não e só estrangeira rss. Como diz o ditado, a sabiduria humana tem limites , a idiotice não.

    Responder

  1. Cándido
    23/12/08 | 4:05 pm | #

    E de quebra vc me explicou uma coisa que não tinha entendido, vi que a mulher de Sarkozy foi na favela e pensei, que faz essa piranha francesa ai ? parece que está de moda mesmo e de passo volta para a casa com a conciencia um poco mais leve pq visitou os pobres no Brasil que são tao charmosos. Vc ja viu o detalhe do governo francês de mandar designer de roupa franceses para ensinar na favela?, isso que é chique mesmo.

    Responder

  1. Cándido
    23/12/08 | 4:07 pm | #

    Ana vou corregir um erro no meu post anterior, devi dizer piranha ITALIANA , perdão

    Responder

  1. carol
    23/12/08 | 4:19 pm | #

    Tudo bem que favela não é lugar pra turismo, mas meuu olha o que vc falo no começo do texto “qual a casa dos seus sonhos, eu não imaginaria nada que fosse construído com compensados de madeira” , lógico que ninguém imagina ter uma casa de compensados de madeira e muito menos morar em uma periferia, não é questão de querer muito menos de escolha, é questão de não ter outro lugar, OU VOCÊ ACHA QUE AS PESSOAS MORAM EM PERIFERIA POR QUE GOSTAM? ¬¬ quanta idiotice nesse texto. Você precisa presta mais atenção no que escreve!!

    Responder

  1. Rafael
    23/12/08 | 4:49 pm | #

    Os gringos acham bonito favela porque não moram nela!
    Coloquem eles pra morar só uns 2 dias lá e a ficha deles vai cair!
    Muito fácil morar num país rico e vim aqui pro Brasil falar que favela é bonito, quero ver morarem la por um bom tempo…..
    Duvido que essas pessoas que dizem que favelas são bonitas, jamais abandonariam seus casarões nos “states” da vida pra morar numa favela!

    Responder

    David Reply:

    Que invejoso, racista, nojento . . . Eu vim de um ‘pais rico’ - 11° ou 12° na lista do PIB. Brasil é no 8°, (medida com paridade de poder de consumo, sei la). Moro numa favela quase 4 anos.
    “Meu” pais (de nascimento) tem pop. +- 20 milhoes. Os 20 milhoes Brasileiros mais ricos são BEM mais ricos do que la!! O pior ignorancia Brasileira é esse - falando em ‘gringo’ isso ou aquilo, e juntando isso com a idea de riqueza/ desigualdade.
    BRASIL ACORDA - SEUS RICOS SÃO OS MAIS NOJENTOS DO MUNDO E VCS AJUDAM ELES COM ARGUMENTOS RACISTAS! A desigualdade, então injustiças nesse pais é culpa de +- 95% de vcs, dentra e fora das favelas: vcs fazem nada de revolução util, quase ninguem, nunca. (Revolta bastante futil; Brasileiro expressa quase sempre, como vc, agora, aqui). Nunca vai chegar lugar nehum começando seu distresse com ‘Os gringos’ . . .
    Quem explora e ajudar explorar mais O Brasil são os Brasileiros, rico e pobre, por longe. Tambem tem Brasileiros explorando em Europa, EUA, Australia, etc. (Suas leis de imigração são nada melhor/ mais humano, hoje em dia!) E claro, tem vice-versa; não adianta falar qual é pior. Pior é ignorancia como vc perpetua!

    Responder

  1. Wesley
    23/12/08 | 4:59 pm | #

    Todo favelado é bandido SIM! São cumplice dos crimes cometidos pelos traficantes.

    Todos que defendem os favelados são tão marginais quanto os que vivem lá dentro!

    Defendem pq gostam das putas que se exibem nos bailes funks, gostam do pó vendido livremente, gostam de tirar onda que o CV ou ADA ou TC é que manda!

    Defender favelado virou moda pois dá IBOPE! Bom é quando dá BOPE, isso sim que é legal!!

    BOPE já nestes redutos de ratos e porcos.

    Responder

    Ana Freitas Reply:

    Eu não apago NENHUM comentário no meu blog, por isso não vou apagar o seu, mas vc é um babaca.

    Responder

  1. Beatriz
    23/12/08 | 5:24 pm | #

    Francamente eu gostaria de continuar a debater, porem percebo que alrm da falta de conhecimento sobre oassunto, Há também uma grande falta de respeito pelo ser humanop em geral, tendo em vista a maneira vã pela qual se expressam muitos de voces.`´E também por esta razão que turistas estrangeiros pagam para visitar a Rocinha: seus moradoresw não são tão preconceituosos e mal educados, apesar de pobres !!!!

    Responder

  1. Zezinho da Rocinha
    23/12/08 | 5:35 pm | #

    nao tenho problema de morar aqui na Rocinha mas nao gosto das pessoas q acham q todos moradores nas favelas sao banditos!

    nao tenho vergonha de dizer q “Tehno Orgulho de morar nessa comunidade da ROCINHA!”

    ZEZINHO

    Responder

  1. Beatriz
    23/12/08 | 5:39 pm | #

    Alias Ana não sei qual é a sua ocupação pois se é jornalista, esta mal informada , se é publicitária esta levantando polemica sem conhecimento dos fatos e se é desocupada, procure se ocupar de algo que conheça, ou então passe a conhecer algo para ocupar-se antes de comentar. E isto vale para todos os demais que falam sobre o que não sabem

    Responder

  1. Beatriz
    23/12/08 | 5:43 pm | #

    Feliz Natal pois para isto só é necessário Amor e um Ano Novo de descobertas e crescimento para todos

    Responder

    Bruno Sobrante Reply:

    Beatriz, vc não era aquela mina que morreu no “microondas” no filme Tropa de Elite?

    Responder

  1. Preconceito mascarado de opnião « Blogando Coisas
    23/12/08 | 5:54 pm | #

    [...] olhometro.com/2008/12/22/turismo-de-realidade-a-maior-prova-de-que-as-pessoas-estao-entediadas/ [...]

  1. Angela Fuchs Jantsch
    23/12/08 | 6:11 pm | #

    Boa tarde,
    Não costumo ler estas postagens na internet, mas hoje por conscidência, quando estava à consultar meus e-mails, este título me interessou e por curiosidade passei a ler o texto, lendo também os seus comentários.
    Sou catarinense e moro em Iporã do Oeste, no extremo-oeste do estado, um município de pouco mais de oito mil habitantes, e curso Serviço Social pela rede Eadcon.
    Nunca estive numa favela e não conheço esta realidade, porém em meu município também há pobreza, indigência, mas vejo que sempre devemos analizar os fatos criticamente, principalmente seu contexto e as razões para cada situação. As coisas não são tão simples como vemos, pelo senso comum, ou como a mídia nos passa, há todo um contexto, um histórico que envolve esses fatos.
    Se há esse turismo em favelas e qual a enfasê que se dá a isso, não posso afirmar, mas com certeza existem projetos bem elaborados que apresentam a cultura, a união e a alegria dessas pessoas. Aqui apenas vemos o que se passa na mídia e todos dizem que favela só é tráfico, tiroteio e miséria.
    Mas eu pergunto, qual o contexto social que envolve estas pessoas, estas comunidades? Qual a opção, as oportunidades que elas tiveram durante suas vidas? Elas optaram por residir em uma favela? O sistema capitalista é muito excludente.
    Cabe a nós analizar, questionar e agir perante essas situações, pois somente a partir do momento em que nos concientizarmos e agirmos é que poderemos mudar esta e muitas outras relidades. Que cada um começe por si mesmo, e no seu cotidiano.

    FELIZ NATAL E UM ABENÇOADO 2009!!!

    Responder

  1. Gais
    23/12/08 | 6:29 pm | #

    Morei na favela da rocinha até os oito anos, depois me mudei para Brasília. Bom, pelo menos em 1995…
    Com todo respeito, não é assistindo filmes e nem novelas ou lendo jornalzinhos é capaz de fazer um post aqui. Va lá, e more durante dez anos, e escute pensadores de verdade, e não simples colunistas.
    Preste atenção!

    Responder

  1. Daniel
    23/12/08 | 8:03 pm | #

    Só tenho uma coisa a perguntar a todo esse povo que fica falando “ah, tu já foi lá? então não fala sobre isso, ok?”

    DUVIDO, MAS DUVIDO MESMO, que vocês não consigam sustentar alguma conversa sobre os EUA, ou a eterna rivalidade entre israelenses e palestinos. E também DUVIDO, que sejam a favor de grandes conflitos armados. A questão é, vocês já entraram no meio de uma guerra para serem a favor ou contra? Não precisa né. E esse exemplo, se aplica aqui. Não é necessário ir numa favela para saber que vai encontrar miséria. Alguém lá por cima falou sobre trabalhos sociais e o escambau. Sim, existem trabalhos sociais, só que os gringos não vão visitar os trabalhos sociais, eles vão VER A FAVELA, o cotidiano de pessoas morando na linha da pobreza, ou abaixo dela. Ou tu vai num zoológico para ver os empregados lavando os bichos, limpando as jaulas? Não né. Então, sem essa de que tem que ir no lugar, pra poder falar.

    Responder

  1. Junnin
    24/12/08 | 2:08 am | #

    Enfim, parabéns pelo texto, Ana. Cê tem andado com o théo ultimamente? criou uma polêmica e tanta aqui!

    Cansei de ler os comentários, pessoal sabe nem usar um espaçamentos direito, cansou os meus olhos.

    Finalizando, bom natal pra você.

    Responder

  1. Cheat codes não tornam a vida mais fácil | Olhômetro
    06/01/09 | 12:48 pm | #

    [...] você pode fazer tudo, a gente acabe assim, pra sempre insatisfeito e entediado. Sobre o tédio, como já vimos, ele pode gerar fenômenos sociais que são aberrações. E quanto à satisfação, infelizmente, [...]

  1. natalia
    07/01/09 | 11:16 am | #

    ce num sabe de nada.. tem neguim pagando pra ser trabalhador de fazenda….
    o gringo rico esta cansado de viver no escritorio chique dele la em nova iorque…. ai ele decide que quer a vida da fazenda por uns dias…. ai ele vai la pro sul do brasil (é verdade, juro) e faz o turismo de realidade lá…. que consiste em: entrar na fazenda de um cara e virar empregado do sujeito, pagando por isso….. o gringo pagando, não o dono da fazenda!! ele quer é isso, acordar 5 da manhã, tirar o leite da vaca, fazer queijo, etc etc…. ser tratado como empregado pelo dono da fazenda… e ainda deixar um dinherim pro sujeito… legal isso…

    Responder

  1. Laís
    09/01/09 | 7:26 pm | #

    Bom, comecei a ler o post, e curiosa que sou, parei nas partes de comentario, e vi que vai muito além de um debate, virou uma discussão!
    Sou super a favor da troca de informações (vivendo e aprendendo sempre) e a favor da liberdade de expressão também! Além de ser a favor do senso de humor sempre ;D
    E não vejo necessidade para xingar a Dona do blog, sendo que ela esta somente escrevendo oq ela acha, e de uma forma super descontraida. E no final quem é preconceituoso é quem começa a julgar a menina, sem ao menos saber os motivos ou entender o senso humoristico do texto.
    Bom, na verdade nem sei porq eu estou comentando, só porq me passou isso pela cabeça enquanto eu estava lendo a discussão (que eu realmente não achava necessario) e demonstrar a minha indignação em relação a isso… As pessoas infelizmente não consegue aceitar e respeitar opnioes alheias e expressar as suas respeitosamente também. Se a pessoa não é informada, porq não informa-la ao invez de critica-la? É mais facil?
    Gostaria também de parabenizar a dona do blog, pois até hoje tento fazer um e não surge nenhuma idéia interessante, por isso parabenizo os atuais escritores da web, que não há ninguém melhor para falar oq pensa além de você mesmo!

    Responder

    Ana Freitas Reply:

    Sabia que você é de um tipo bem raro aqui?
    Do tipo que entende a piada. =)
    São meus leitores preferidos. Volte sempre, por favor.

    Responder

  1. Elias Amaral
    21/02/09 | 8:27 pm | #

    huaHUahuaHUAhu

    muito show esse blog viu :)

    tipo, é normal querer conhecer coisas diferentes. culturas diferentes. poxa. tm gente que vai pra tribos indigenas e passam uma semana la, negociam o pacote turistico diretamente com os indios. e eu achei um programa bacana.

    Responder

  1. Andrea
    28/05/09 | 1:54 am | #

    A questão não é o quê, e sim “como” é explorado. O interessante é que não vi em nenhum comentário o termo “Dark Tourism”…

    Responder

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