É tudo verdade

Já que não existe mais mentira (é viral) e que a tendemsia é essa mesmo, vamos a lista de mentiras mais curiosas em que consegui pensar hoje:

Augusta de dia

- Rua Augusta: a Rua Augusta é uma das grandes mentiras de São Paulo, na mesma proporção em que o Acre é uma das grandes mentiras do país. É muito óbvio que a Augusta é uma rua totalmente diferente de dia e de noite, mas já pararam pra pensar nesse “totalmente”? Porque assim, eu já notei que os puteiros, todos, somem. Ficam inidentificáveis. Milagrosamente, durante o dia, surgem dezenas de lojas de sapatos e tênis, além das lojas de roupas. A Rua Augusta é uma farsa; os puteiros e as baladas absurdas se transmutam em lojas de sapatos caretas durante o dia.

- Programas de barracos familiares: são todos combinados. Sério. Tá, eu sei que é difícil acreditar que as pessoas podem se tornar atores e atrizes fantásticos por 50 pilas, mas pô, não é todo dia que se ganha 50 pilas. Aproveitando: pegadinhas, todas mentira. Até as do Ivo Holanda. Quebra-galho MTV? Mentira. Ou você acreditou que tem alguém que quer virar emo?

- “Aguarde um momento, estaremos te transferindo pro setor responsável”: Pfff.

- “Eu não sei porquê assisto Big Brother…”: é mentira, cara, você sabe. Assuma seu sadismo, voyeurismo barato, seu gosto por programa bagaceiro e seja feliz.

- “Fique rico com seu blog”: não pra desanimar ninguém nem nada, mas eu tenho U$2,10 de Adsense em 3 meses. Claro que os mais atentos apontarão dezenas de problemas que podem ser responsáveis pelo meu insucesso, mas o que me interessa é que esse negócio de ficar rico com seu blog é pra otários que acreditam. E pro Interney.

- O programa do Márcio Garcia, O Melhor do Brasil, é ruim: puta programa bom. Ou você não vê a genialidade nas apresentações dos pretendentes e o sotaque Sãobernardense das moças ao dizerem “hoje não, márcio, ele é muito novo”? Sábado à tarde, nada pra fazer…

- Tekpix: é uma das grandes mentiras da humanidade. Mais de 1200 paus, parcelados em muita, muitas vezes, por uma câmerazinha safada que clama fazer de tudo (fotografa, filma, toca música, é webcam, lava, passa, cozinha, desinfeta, amacia…) e vende milhões. Vocês não enxergam? É tipo a marca da besta se instalando.

- A colisão de átomos que vai virar buraco negro e engolir a terra: puta merda, to cagando de medo disso. Quero muito acreditar que é piada de primeiro de abril. Porque, vamos falar sério, é um jeito genial da humanidade acabar. Tipo, a ganância do homem por chegar onde ele não deve o levou a sua própria ruína. Poético e grandioso, como deve ser o nosso fim. É muito perfeito pra dar errado. Medo.

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April 1st, 2008 | 10 Comments

Joinha?

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April 1st, 2008 | Leave a Comment

Como me tornei nerd: minha trajetória


Me aproveitei das ausências (das outras pessoas que postam) pra abusar dos posts pessoais, mas é também que ando sem criatividade pra comentar notícias toscas e sem tempo pra ouvir coisas novas e indicar.

No caminho para o trabalho, por algum motivo fiz uma retrospectiva mental de como eu me tornei nerd e me dei conta que eu não tinha escapatória. Comecei muito cedo, provavelmente nasci pra isso. Já aos 7 ou 8 anos eu dava sinais de que seria nerd.

Segue a timeline:

1993 (5 anos): papai finalmente me ensina a ler, recitando trechos da Bíblia para mim - nunca vou me esquecer, e ele pode confirmar nos comentários, de quando me explicou, afoito, que ‘abundância’ nada tinha a ver com bunda.

1995 (7 anos): alfabetizada, começo a estudar inglês na escola da minha prima. Provavelmente por essa data, inicio uma das dezenas coleções de fascículos de banca (que nunca cheguei a terminar): pedras preciosas, dinossauros e insetos (os dois últimos, com esqueletos que brilhavam no escuro, ok? No escuro!!)

1997 (9 anos): por causa do meu kit de pedras preciosas, eu queria ser arqueóloga, mas a bruxa professora da terceira série me lançou uma praga disse que eu ia ser jornalista. Nessa época eu já escrevia umas redações porretas, que denunciavam as injustiças sociais vividas por uma jovem criança de 9 anos num mundo competitivo e globalizado.

1998 (10 anos): tentei traduzir ‘Pretty Fly for a White Guy’ e o manual de instruções do Banjo & Kazooie para 64, sem sucesso; também comecei a comprar boosters (era como a gente chamava) de Magic: The Gathering. Se não me engano, era a época da 5ª edição, mas eu peguei um pouco de Miragens. Eu também desenhava personagens das revistas em quadrinhos que via na revista Wizard (aquela versão brasileira).

1999 (11 anos): decidi que queria aprender HTML. Esqueci de mencionar minha evolução como nerd da internet, que começou aos sete também, mas sempre em paralelo com as minhas nerdices (tipo, eu procurava sites sobre Magic quando comecei a jogar, e coisas assim). Enfim; fui fazer um curso de webdesign e aprendi HTML. E também, nessa época, comecei a moderar a Lista Tormenta, que era uma lista de jogadores de RPG que produziam conteúdo semi-oficial pro universo do jogo (não podia ser mais nerd).

2000 (12 anos): fui hostilizada pelos meus coleguinhas da sexta-série por ser “muito chata”. Começam aí os primeiros sinais do bullying que os nerds sempre sofrem. Ou os chatos sempre sofrem. Imagine uma nerd chata, então! Ugh!

2001 (13 anos): me vicio no Pearl Jam e começo a participar do projeto que visava a criação de um grande portal / fã-clube da banda. Resultou no www.pearljambrasil.com, até hoje o maior site do Brasil, que inclusive teve (dizem) papel importante na vinda da banda pro Brasil. Eu acho que é tudo balela.

2002 (14 anos): nada aconteceu, e na minha única tentativa de ser mais descolada (algo do qual me envergonho hoje, mas tudo bem: eu comecei a distribuir flyers da matinê da balada mais quente de Santo André, a Ocean Drive), fui repreendida veementemente pela diretora da minha escola - “…esse antro de drogas e prostituição!”, ela disse - e pela minha família.

2003 (15 anos): tive um curto-circuito cerebral ao me mudar para um colégio aos moldes do Múltipla Escolha Elite High School e não fazer parte da turma dos populares. Ou não me encaixar em nenhuma das turmas. Comecei a me vestir como uma mendiga. Não me pergunte a relação.

2004 (16 anos): Jesus a terapia me salvou.

2005 (17 anos): me adaptei ao colégio no último ano, mas jamais neguei minha condição de nerd e não fiz viagem de formatura. Porto Seguro, nem pensar. Nesse ano, ganhei um concurso de redação no colégio, que me deu fama, fortuna e mulheres.

A partir daí, o gosto pelas coisas tecnológicas-nerds só aumentou. Digamos que o único sinal que eu tenho dado que denota, talvez, uma inclinaão à não-nerdice é minha total ausência de habilidade matemática (embora eu seja muito boa em lógica). Comecei a atrair todo tipo de nerds (meus amigos variam do tipo que estuda Ciências Moleculares e me explica a Teoria das Cordas toda semana, até o tipo que gosta de quadrinhos e games e animês. Argh), o que me deixou mais segura e me fez cultivar uma espécie de orgulho nerd - e culminou nesse post, no meio de uma segunda-feira chuvosa. Meu consolo, no fim, sempre foi ouvir de um amigo meu (muito malandro, por sinal), que eu era a nerd mais descolada que ele conhecia. Ainda bem.

Editado: o meu leitor mais pentelho atento (o Eric) chamou atenção pro fato de eu nunca ter mencionado a criação de um blog. Gostaria de deixar claro que, de 98 a 2001, tive aproximadamente 4 ou 5 sites que abordavam os mais variados assuntos (RPG e Harry Potter), fora a produção de conteúdo em fóruns. Meu primeiro blog data de 2002, mas era um diário piscante; em 2005, tive outro, que ainda está no ar (mas é sigiloso), um relato mais triste e cruel da minha dura vida. O Olhômetro é o meu terceiro blog, o que com certeza me caracteriza como uma nerd da mais alta estirpe.

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January 21st, 2008 | 9 Comments

Inutilidades

O tédio meio que agitou meu twitter. Agora eu tuito o dia inteiro, do celular inclusive. Percebi que rola um vício numa coisa inútil mesmo, ainda que a interação entre as pessoas que você ’segue’ e as que seguem você seja algo útil, de certa forma. É meio doido acompanhar os pequenos detalhes da vida de alguém que você não conhece - te dá a impressão que você conhece muito bem o fulano. E isso é muito louco. Causa aquelas confusões quando você conhece pessoalmente alguém com quem fala pela internet, mas que nunca viu antes: um dos envolvidos super-caloroso-melhor-amigo e o outro agindo como agiria com um desconhecido.

Vamos às inutilidades mencionadas no título - não que o texto do twitter não tenha sido uma. Na Super Interessante do mês passado, saiu uma espécie de diagrama que elucida em qual corrente nerdista você se encaixa mais:

Nerd_super

Bom, eu tô mais pro… ok. Eu tipo não quero falar sobre isso.

E a Paloma, que trabalha comigo, me mandou esse site, que desenvolve o projeto Bored at Work. Lá, dá pra aprender a montar engenhocas super legais (mesmo!) com itens encontráveis num escritório, pro caso de você não ter o que fazer no trabalho. Ou ter o que fazer, mas não estar afim. Veja só que maravilha de sistema de engenhoca andante:

walkything

Ele garante que esse bicho anda. Sozinho, quero dizer. Eu, quando bati o olho, achei que era uma vaquinha. Acho que anda por causa do elástico.

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November 29th, 2007 | 1 Comment

Notícias do feriado, doenças bizarras, download do Kasabian

Nossas três grandes musas foram notícia no feriado, segundo informa o Glamurama. Vamos lá:

Paris Hilton: o The Sun disponibilizou um vídeo dela na própria banheira de hidromassagem, numas de caras e bocas sensuais e tal. Disgusting. Espero que amanhã ela faça algo realmente legal pra eu poder publicar, porquê quarta é dia de Paris Hilton. Não que vídeo da Paris pelada seja notícia.

Edit: vídeo tá um ou dois posts pra baixo, a gabi colocou. Enjoy.

Amy Winehouse: rolou um bafão porque, durante um vôo Londres-Glasgow, ela achou que era legal passar a viagem inteira fumando no banheiro. Uma hora de vôo, parece. Arrancada de lá, ainda brigou com todo mundo, defendendo o direito de fumar. Acho que vocês souberam, mas tem umas duas semanas, ela deu uma entrevista pra Blender e falou umas coisas sem nexo, fora que dormiu algumas vezes durante a entrevista. Vale a pena ler na íntegra, é engraçado. Bom registrar também que, de acordo com o Blog da Ilustrada, nesse link, Amy calou a boca de todo mundo no show de Glasgow. A novela de Amy vai longe. Ela é diferente das outras junkie celebrities porque é extremamente talentosa.

Amy
“Eu tomo anti-depressivos, mas não os tomo”, ela disse. É.

Britney: no dia 17, foi proibida de andar de carro com os filhos. O Kevin conseguiu um vídeo dela passando no sinal vermelho, em alta velocidade, com as crianças dentro do carro. Sad.

Britney Theres No Spoon
“There’s no spoon.”

Enough de celebrities, não?

INDICAÇÕES DE BLOGS E DOENÇAS ESQUISITAS - Tem um blog genial, o Grande Abóbora, que publicou hoje, traduzido do List Verse, a relação de síndromes mais esquisitas do mundo. Inspirada pelo Grande Abóbora e pelo meu conhecimento envolvendo doenças bizarras, passado a mim pela revista Mundo Estranho de mais ou menos um ano atrás, faço um ‘best of’ das duas listas. A matéria da ME é assinada Marcelo Bortoli, o que por um lado me dá direito de publicar, já que se considerarmos o sobrenome, ele é da minha família.

Algumas doenças figuram nas duas listas, então meio que re-editei algumas informações - ou não. Enfim, é um mash-up, e é bem engraçado, porque por mais trágica que algumas doenças aqui possam ser, elas são bem ‘curiosas’. Só pra ficar claro, não escrevi nada. Só juntei os dois textos, creditados devidamente aqui em cima.

Síndrome de Lima
O oposto da Síndrome de Estocolmo: neste caso, os bandidos têm extrema compaixão pelas vítimas. Ganhou este nome após a crise na embaixada japonesa em Lima, no Peru, entre 26 de dezembro de 1996 e 22 de abril de 1997. Os membros do Tupac Amaru tomaram como reféns os convidados de uma festa promovida na casa do embaixador japonês no Peru. Entre os reféns encontravam-se diplomatas, membros do governo e militares. Depois de meses de negociações infrutíferas, os reféns foram libertados por militares peruanos, embora um refém tenha sido morto.

Síndrome de Diógenes
Diógenes foi um filósofo grego que vivia em um barril pregando ideais de animalismo e niilismo. Esta síndrome é caracterizada por extremo negligenciamento, tendências reclusivas e acumulação compulsiva, algumas vezes de animais. É encontrada principalmente em pessoas mais velhas e é associada à senilidade.

Síndrome de Paris
É uma síndrome exclusiva de japoneses, que piram ao chegar nesta cidade. Dos milhões que visitam Paris todo ano, aproximadamente uma dúzia sofre deste problema e precisa ser levado de volta ao Japão. Isto ocorre basicamente devido a um grande choque cultural. Alguns turistas que chegam à cidade são incapazes de dissociar a visão utópica que tem de Paris, como aquela vista em filmes como Amélie Poulain, da realidade de uma grande metrópole. Se um dos portadores da síndrome encontra um garçom mal-educado, por exemplo, ele se força a guardar a raiva para si e acaba sofrendo uma fadiga mental muito grande.

Síndrome de Stendhal
Esta doença psicossomática causa taquicardia, tonturas, confusão e até mesmo alucinações em quem a tem e é exposto a artes. Os ataques ocorrem especialmente se a arte é muito bonita ou se há muitas obras reunidas em um mesmo local.
Esta desordem tem este nome em homenagem ao escritor francês Stendhal, que descreveu estas sensações em um livro, após visitar Florença, na Itália.

Síndrome de Jerusalém
É o nome dado a um grupo de fenômenos mentais envolvendo idéias obsessivas com religião, delírios ou outras experiências psicóticas desencadeadas por (ou que levam a) uma visita a Jerusalém. Não é exclusiva de uma religião, podendo afetar tanto judeus quanto cristãos. Esta perturbação surge enquanto a pessoa está em Jerusalém e causa delírios psicológicos que tendem a se dissipar após algumas semanas. Todas as pessoas que já sofreram disto têm histórico de doenças mentais.

Delírio de Capgras
O delírio de Capgras é uma desordem rara na qual uma pessoa acredita que um conhecido seu, muitas vezes o cônjuge ou um parente próximo, foi substituído por um sósia idêntico. É mais comum em pacientes com esquizofrenia, embora ocorra em pessoas com demência ou que sofreram algum dano cerebral. A paranóia induzida por esta doença foi utilizada em vários filmes de ficção científica, como Vampiros de Almas, O Vingador do Futuro e Mulheres Perfeitas. O sintoma por vezes se volta contra a própria vítima: ao se olhar no espelho, ela também acredita que está vendo a imagem de um farsante. Em graus mais extremos, a vítima acha que até objetos inanimados, como cadeiras, mesas e livros, foram substituídos por réplicas exatas.

Delírio de Fregoli
O oposto do delírio de Capgras. Uma pessoa pessoa com esta desordem acredita que um completo estranho é, na realidade, um conhecido próximo que mudou de aparência ou está disfarçado. Ganhou este nome graças ao ator italiano Leopoldo Fregoli, conhecido por sua grande habilidade em mudar de aparência durante suas apresentações. Foi reportado pela primeira vez em 1927, quando uma mulher de 27 anos que acreditava estar sendo perseguida por dois atores que ela freqüentemente assistia no teatro. Ela acreditava que estas pessoas perseguiam-na de perto, tomando a forma de pessoas que ela conhecia.

Delírio de Cotard
Esta é uma desordem rara na qual a pessoa acredita estar morta, não existir, estar apodrecendo ou ter perdido todo o sangue e órgãos vitais. Raramente pode incluir delírios de imortalidade. Foi batizada assim devido a Jules Cotard, neurologista francês que primeiro descreveu a condição, chamando-a de le délirie de négation , em uma palestra em Paris, em 1880. Apesar de depressivo e certo de que está morto, o doente, contraditoriamente, também pode apresentar idéias megalomaníacas, como a crença na própria imortalidade.

Paramnésia Reduplicativa
A paramnésia reduplicativa é a crença de que um local foi duplicado, existindo simultaneamente em dois ou mais lugares simultaneamente, ou que foi movido para algum outro lugar. Por exemplo, uma pessoa pode não acreditar que está no hospital no qual foi internada, mas sim em um outro hospital, idêntico ao primeiro, mas localizado em outro lugar do país. O termo paramnésia reduplicatica foi utilizado pela primeira vez em 1903 pelo neurologista tcheco Arnold Pick, para descrever a condição em que se encontrava uma paciente com suspeita de mal de Alzheimer. Esta paciente insistia que havia sido transferida da clínica de pick para outra clínica idêntica à dele, mas localizada em um subúrbio familiar. Para explicar as discrepâncias, ela afirmava que Pick e sua equipe trabalhavam nos dois locais.
Cegueira emocional
A expressão “cego de emoção” existe na prática, e pode acontecer com qualquer pessoa normal. O problema foi descoberto recentemente por pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Depois de olhar para alguma imagem forte, principalmente com conteúdo pornográfico, a maioria das pessoas perde a vista por um curto espaço de tempo - décimos de segundo na verdade. Até agora, nenhum especialista conseguiu explicar o porquê dessa reação.A descoberta da cegueira emocional deu origem a um movimento no Congresso americano para que seja banida toda a publicidade com apelo erótico em grandes rodovias do país.

Síndrome da Redução Genital
Também conhecido como koro, esse distúrbio mental deixa a pessoa convencida de que seus genitais estão desaparecendo. A maioria dos casos até hoje foi relatada em países da Ásia ou da África, e em muitos deles a síndrome parece ter sido contagiosa! Um dos episódios mais estranhos ocorreu em Cingapura, em 1967, quando o serviço de saúde local registrou centenas de casos de homens que acreditavam que seu pênis estava sumindo. Um único caso da síndrome da redução genital foi registrado até hoje no Brasil, no Instituto de Psiquiatria da USP. Convencido de que seu pênis estava sumindo, o doente tentou se matar com duas facadas no abdômen!

Síndrome de Riley-Day
Se você já sonhou em nunca mais sentir nenhuma dor, cuidado com o que pede… As vítimas dessa doença não sentem dores, mas isso é um problemão. Elas ficam muito mais sujeitas a sofrer acidentes porque param de registrar qualquer aviso de dano nos tecidos do corpo, como cortes ou queimaduras. A doença é causada por uma mutação no gene IKBKAP do cromossomo 9 e foi descrita pela primeira vez pelos médicos Milton Riley e Richard Lawrence Day. Sem o aviso de perigo que a dor proporciona às pessoas comuns, a maioria dos doentes com a síndrome de Riley-Day tende a morrer jovem, antes dos 30 anos, por causa de ferimentos.

Maldição de Ondina
O nome bizarro é uma referência a Ondina, ninfa das águas na mitologia pagã européia. A doença, mais estranha ainda, faz com que as vítimas percam o controle da respiração. Se não ficar atento, o sujeito simplesmente esquece de respirar e acaba sufocado! A síndrome foi descoberta há 30 anos e já existem cerca de 400 casos no mundo. Pesquisadores do hospital Enfants Malades, de Paris, acreditam que a doença esteja relacionada com um gene chamado THOX2B. O sistema nervoso central se descuida da respiração durante o sono e o doente precisa dormir com um ventilador no rosto para não ficar sem ar!

Pica
Esse nome também estranho não tem nada de pornográfico: pica é uma palavra latina derivada de pêga, um tipo de pombo que come qualquer coisa. E a pica a síndrome, é claro… faz exatamente isso: a pessoa sente um apetite compulsivo por coisas não comestíveis, como barro, pedras, tocos de cigarros, tinta, cabelo… O problema atinge mais grávidas e crianças. Após comerem muita porcaria involuntariamente, os glutões ficam com pedras calcificadas no estômago.Em 2004, médicos franceses atenderam um senhor de 62 anos que devorava moedas. Apesar dos esforços, ele morreu. Com cerca de 600 dólares no estômago…

Síndrome de Alice no País das Maravilhas
Doença que provoca distorções na percepção visual da vítima, fazendo com que alguns objetos próximos pareçam desproporcionalmente minúsculos. O distúrbio foi descrito pela primeira vez em 1955, pelo psiquiatra inglês John Todd, que o batizou em homenagem ao livro de Lewis Carroll. Na obra, a protagonista Alice enxerga coisas desproporcionais, como se estivesse numa “viagem” provocada por LSD. As vítimas da síndrome também vêem distorções no próprio corpo, acreditando que parte dele está mudando de forma ou de tamanho.

Síndrome da mão estranha
“Minha mão agiu por conta própria…” Essa desculpa usada por alguns cafajestes pode ser verdadeira. A síndrome em questão alien hand syndrome, em inglês faz com que uma das mãos da vítima pareça ganhar vida própria. O problema atinge principalmente pessoas com lesões no cérebro ou que passaram por cirurgias na região. O duro é que o doente não presta atenção na mão boba, até que ela faça alguma besteira. A mão doida é capaz de ações complexas, como abrir zíperes… Os efeitos da falta de controle sobre a mão podem ser reduzidos dando a ela uma tarefa qualquer, como segurar um objeto.

Síndrome do sotaque estrangeiro
Após sofrer uma pancada ou qualquer outro tipo de lesão no cérebro, as vítimas desse distúrbio passam a falar com sotaque francês… ou italiano… ou espanhol. A língua varia, mas, na maioria dos casos, as vítimas desconhecem o novo idioma. Segundo cientistas, a pronúncia não é efetivamente estrangeira, só dá a impressão disso. Pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, acreditam que o sintoma é causado por um trauma em áreas do cérebro responsáveis pela linguagem, provocando mudanças na entonação, na pronúncia e em outras características da fala. Um caso bem recente da síndrome do sotaque rolou com a britânica Lynda Walker, no mês passado. Após um infarto, Lynda acordou falando com sotaque jamaicano.

O Grande Abóbora tem vários posts imperdíveis, mas vou indicar especialmente esse, que versa sobre abduções e os sinais que podem indicar que alguém já tenha sido abduzido. Francamente, eu me ancaixo em muitas situações ali. De qualquer forma, serviço de utilidade pública, já que todo mundo deveria ter direito de saber se já foi abduzido ou não.

DOWNLOAD DO KASABIAN - Parece que eu tenho a mania de achar que todo mundo lê tudo o que eu escrevo. Coloquei , no fim do texto da última quarta, o show do Kasabian no Glastonbury de 2005 pra download. Mas tava meio escondido e, segundo as estatísticas do blog, só uma pessoa clicou e nenhuma baixou. Confiando que se trata apenas de um erro de navegabilidade por minha parte, prometo que agora não vou mais fazer aquela gambiarra de colocar links pros downloads no meio do texto e vou deixar tudo bem destacado.

kasabian
KASABIAN - LIVE AT GLASTONBURY, 2005 - BAIXA AQUI!

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November 20th, 2007 | 1 Comment

Pesquisas que vão mudar nossa maneira de enxergar o mundo

Olá amigo! Esta é a quarta científica, dia da semana em que escolhemos uma notícia relevante do mundo da ciência para poder estar deixando você bem informado sobre esse mundo cheio de mistérios e surpresas.

A ciência é uma coisa maluca, não? Todos os dias esses acadêmicos e cientistas suuuuper conceituados dão duro em seus êbaneos laboratórios frios para descobrir coisas que podem facilitar nosso dia-a-dia e trazer o futuro mais para perto!

Semana passada, foi o antídoto para a dengue, que o Instituto Butantã afirmou já ter desenvolvido. Essa semana, um laboratório sueco (acho) disse estar próximo da cura da AIDS!
Fantástico, não é mesmo? CAMISINHA NUNCA MAIS!*

Esses incríveis profissionais, sempre a serviço do bem-estar social e do desenvolvimento do legado humano na terra, divulgaram ontem uma descoberta muito interessante.

Na Universidade de San Diego, na Califórnia, estudiosos constataram que ratos do sexo masculino têm mais resistência à dor se postados diante de uma foto da socialite bitch Paris Hilton (http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u343348.shtml). Paris diria “that’s hot!”

Paris Hilton con su copia de Paisajes SonorosSegundo a reportagem, “os próprios cientistas colocaram em dúvida as propriedades terapêuticas de Paris Hilton.” Fico satisfeita em saber.

De acordo com o cientista Jeffrey Mogil, que conduziu o estudo, “os ratos vêem os homens como potenciais predadores e por razões desconhecidas este efeito funciona mais com os machos.” Mas eu me pergunto: why IN HELL eles acharam que era legal incluir uma foto da Paris nos testes? Algum palpite?

E essa é a dica da semana. Faça o teste com o seu hamster e poste os vídeos pra gente assistir!

Creative Commons License photo credit: Alex CD

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November 7th, 2007 | 3 Comments

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