Aprenda a dançar de maneira ‘extravagante e controlada’ e tenha as mulheres aos seus pés

Caro leitor do sexo masculino,

Apresento hoje a ferramenta que vai fazer com que você tenha todas as mulheres aos seus pés. Não, não é post patrocinado de lâmina de barbear, de desodorante ou de calça jeans. É informação de interesse público:

Dança controlada e extravagante ‘atrai mais as mulheres’
Uma pesquisa realizada pela universidade de Hertfordshire, no centro-leste da Inglaterra, indica que homens que fazem movimentos mais controlados e um pouco extravagantes na pista de dança agradam mais as mulheres.

Nesse momento, leitor, imagino que você esteja curioso. Provavelmente está se perguntando como executar movimentos que sejam ao mesmo tempo controlados e extravagantes. Por isso, deve estar ansioso para dar uma olhada em fotos que exemplifiquem essa técnica avançada de sedução.

Depois dessa demonstração frame-to-frame, imagino que você já tenha sacado todo o gingado, molejo e sensualidade dessa belíssima dança do acasalamento. Leitoras do sexo feminino hão de concordar comigo o mero vislumbre das imagens já provoca reações, como risos.

E como eu zelo pelos suas habilidades de conquista, meu caro, eu vou mais longe. Clique aqui para assistir a um guia didático, com legendas em português, que mostra quais são os tipos de dança possíveis e qual você deve usar para descolar um par nessas noites de bolero.

Quando descolar uma namorada e se casar, volte aqui para me contar a história.

O Brasil é um país que carece de incentivo para pesquisas. O governo esquece de investir em ciência e tecnologia e as pessoas que escolhem alguma carreira voltada para pesquisa acadêmica se vêem diante de possibilidades tristes, com bolsas de incentivo ridículas.

E é por isso que eu admiro esses países de primeiro mundo. Eles investem tanta grana em ciência que os cientistas podem se dar ao luxo de fazer todas aquelas pesquisas inúteis das quais a gente ouve falar todos os dias. Não é por acaso, sabe? É porque lá o incentivo científico é maciço, e mesmo quem quer estudar coisas que não tem utilidade nenhuma é beneficiado.

Inspirador.

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October 26th, 2008 | 3 Comments

Eu participei de um podcast com nome estranho

O Grande Vaca Bit, podcast dos camaradas Hamilton, Mari e Marcus, todos gaúchos, me acolheu de maneira… hum, acolhedora, na última quarta-feira, 15.

Em uma hora e meia de podcast (sim, longo, eu sei), falamos sobre as bandas que mais gostamos, sobremesas prontas de maracujá e outros assuntos de interesse público. Serve para quem queria saber como era minha voz, que eu acho bem esquisita. Mas acho que não é exclusividade minha: todo mundo acha sua própria voz esquisita. Ao menos, acho que todas as pessoas que me disseram isso até hoje não o fizeram apenas para que eu me sentisse melhor.

Apesar de, no podcast, eu mencionar o show do Pearl Jam em 2006, ele foi no fim de 2005. Eu sempre confundo.

Você pode baixar o podcast aqui, ou ouvir aqui embaixo, através deste fantástico player que eu tive imensa dificuldade para incluir:

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Outra opção é assinar o feed e receber os episódios automaticamente pelo iTunes. Mas isso é só se você tiver um iPod - que me desculpem os portadores de China-made MP3 players.

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October 22nd, 2008 | 2 Comments

‘Também sou hype’ é a nova banda indie-eletro que vai te conquistar

É preciso reconhecer uma boa banda quando ela surge. ‘Também sou hype’ é formada por estudantes de moda da FAAP e tem influências de indie rock, eletro e um tiquinho assim, desse tamaninho assim, de carimbó. Legal ver que algumas bandas ainda buscam influências brasileiras na hora de fazer música, especialmente num som tão ‘importado’ que é o eletro e o indie rock.

Confiram um dos sons da ‘Também sou hype’:

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October 15th, 2008 | 5 Comments

Eu fui na gravação do comercial do Festival Planeta Terra

Como uma velha admiradora da estrutura e do line-up dos shows que levam a marca ‘Planeta Terra’, fui convidada pela Dudinka, a agência que está cuidando da ação com blogueiros para o festival, para acompanhar a gravação do comercial do evento.

Nunca tinha visto a gravação de nada profissional e a parada é sinistra [/nina]. Várias gruas, câmeras, centenas de figurantes saídos da comunidade dos Collmin, clima de azaração, música boa e um puta frio foram alguns dos elementos observados lá por mim, pelo Eric, pelo SimViral e pela Rachel, que é uma pessoa engraçada.

Eu não entendi muito bem a parada: primeiro os figurantes admiravam um cara meio andrógino vestido de vinil vermelho, depois fingiam se divertir muito em uma balada ao som de Bloc Party. Mas parecia tudo muito divertido, apesar daquela parte da Vila dos Galpões ser um lugar bem sinistro - lembrava um campo de treinamento militar, com tiros nas portas e palavras de ordem pintadas nas paredes.

Daí, a gente comeu no ‘bandejão’ lá com a equipe e os figurantes. A comida era super boa, tinha um purê de mandioquinha divino e até sobremesa. E eu encontrei um grupo de amigos andreenses fazendo figuração. A gente tá por todos os lados. Santo André representando.

Dá para adiantar que a Vila dos Galpões tá bem… maneira. Tipo, decorada com pôsteres SUPER legais das bandas e DJs, fora a iluminação e as salas abandonadas à là Silent Hill. Tinha até uma escada que não dava em lugar nenhum! Se você não for pelo festival, vá pela aventura.

Aguardem mais novidades sobre o Festival Planeta Terra nas próximas semanas.

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October 12th, 2008 | 4 Comments

Olhômetro entrevista Mulher Moranguinho

Foto por Phelipe, do papelpop.com

A Mulher Moranguinho (à direita, na foto) é apenas mais uma nessa quitanda louca repleta de mulheres frutas? Não, não é. Mulher Moranguinho é simpática e gosta de fazer amigos. Mulher moranguinho é honesta. Mulher Moranguinho é fruta gente como a gente. Ellen Cardoso, a responsável pela Mulher moranguinho, além de tudo isso, é mulher culta e letrada. Ela contou para mim, no VMB, quais livros e bandas fazem sua cabeça. Confira: [modo fuxico off]

Eu: Oi! Posso falar com você?
Mulher Moranguinho: Claro! (com sorriso largo)

Eu: Qual é o seu nome?
MM: Ellen Cardoso. Com dois ‘eles’.

Eu: Ellen, você tem um apelido, não? Qual é?
MM: Mulher Moranguinho.

Eu: Legal. Ellen, me conta: o que você tem ouvido?
MM: Ah, eu ouço muito Djavan. Ana Carolina, também gosto bastante… e porque agora estou sofrendo de amor (risos compartilhados com Mulher Melão) estou ouvindo também D’Black.

Eu: D’Black? Não conheço.
MM: É, é um pagode romântico.

[Nota da repórter: confira aqui o clipe de 'Sem Ar', do D'Black, uma mistura de Robinson Anjo com Alexandre Pires]

Eu: Ah, legal, tem tudo a ver. Agora me diz: qual o último livro que você leu?
MM: Hum, deixa eu ver se eu lembro, tô lendo um agora… (pensa por uns 10 segundos, impaciente) é Carnegiê [sic], não lembro um nome, mas é um livro para aprender como influenciar as pessoas a fazer o que você quer. [sic]

[Nota da repórter: Ellen se referia ao livro 'Como fazer amigos e influenciar pessoas', best-seller de Dale Carnegie lançado em 1937. Ah, os livros de auto-ajuda]

Eu: Ah sim! Tem tudo a ver. Obrigada, Ellen!
MM: (Sorri simpática e se despede)

Como uma boa repórter inexperiente de verdade (aliás, falei com o Danilo Gentili na ocasião, também), esqueci de perguntar o óbvio - o motivo do apelido. Pensando bem, talvez tenha sido bom. Acho que eu tenho medo da possível resposta.

Na onda das entrevistas com mulheres-frutas, Ronald Rios fez uma imperdível com a Mulher Acerola. O quê? Ainda não conhece a Mulher Acerola? Putz… você tá por fora:

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October 7th, 2008 | 6 Comments

10 motivos pelos quais o VMB 2008 foi um fiasco

Estive no VMB esse ano. De certa forma. Eu quase não assisti à premiação, porque acompanhei da sala de imprensa e estava empenhada na ingrata tarefa de tentar falar com os inúmeros ‘artistas’ que por lá davam o ar da graça (aguardem exclusiva com a Mulher Moranguinho). Mas mezzo-acompanhei de lá - e assisti à reprise depois. E saí fora do VMB antes do fim, porque tava achando tudo bem chato.

Nunca achei que um VMB podia ser tão chato.

Os motivos pelos quais a premiação foi um fiasco estão bem claros, mas eu acho que se faz necessário enumerá-los aqui. Só para organizar as coisas na cabeça.


Na festa pós-VMB, eles estavam servindo macarrão

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Creative Commons License photo credit: giovanniscanavino

Legal a preocupação do buffet em alimentar geral, louvável e tal. Mas numa festa cheia de gente muito bonita, azaração, bebida de graça, alpinistas sociais… quem ia mandar um pratão de penne com molho de tomate?

A piada não tem graça pela segunda vez

O Mion é um cara engraçado, mas ele já deu o que tinha que dar. Acho que é hora de outra pessoa apresentar o VMB, talvez o Marcelo Adnet. O Mion apresenta dois programas na MTV e tudo que é engraçado nele já é largamente explorado todos os dias. Repetir isso no VMB é roubada. Apesar de algumas sacadas serem boas, a maioria só dá vergonha alheia. Inclua aí a piada sobre ele ficar pelado de novo.

A piada não tem graça pela segunda vez [2]

O Adnet é um cara realmente engraçado. Mas não dá para achar que ele vai ser engraçado se repetir a mesma piada várias vezes. No final do VMB, ninguém achava mais graça naquelas improvisações dele. Não que não fosse algo legal - só não era legal pela décima vez.

O Bonde do Rolê é bem sem graça

Eu gostava do lado piada do Bonde do Rolê, de não se levar a sério e continuar sendo muito ruim. Mas se torna constrangedor o constante esforço do Pedro e daquelas moças novas de ser muito engraçado. ‘Mais uma vez’, a versão bizarra de ‘One More Time’ do Daft Punk, até que foi engraçadinho. O resto da apresentação deles foi extremamente tosco. A cereja da vergonha alheia se deu quando a Ana Bernardino quis ser engraçada e subiu no palco quando o NX Zero foi escolhido a banda do ano, para reivindicar o prêmio para a banda dela. Patético.

Mallu Magalhães não ganhou nada

A MTV e todo mundo fez todo esse hype em cima da menina e ela acabou não levando nenhuma das três indicações. Não que isso queira dizer alguma coisa, mas ela é sem dúvida muito mais uma revelação do que o tal Strike, só para começar.

As mulheres frutas apresentaram uma atração

Eu tive alguns momentos para contemplar as mulheres frutas sendo clicadas pelos fotógrafos na sala de imprensa. E, sem nenhum exagero, poucas vezes vi pessoas tão eufóricas. Satisfeitas. Quase dava gosto de ver.

Na boca das mulheres frutas, José Wilker virou Zezé Wilker, e Bonde do Rolê foi Bonde do Rolééééééé. Com língua de fora no ‘ééééé’.

Mas eu não fiquei na superfície. Conversei com a Mulher Moranguinho e descobri qual livro ela está lendo, além do que gosta de ouvir. Na segunda, só aqui.

Não é uma premiação que você possa levar a sério

Strike ganhou como revelação? Que revelação? Não discuto os prêmios do NX Zero, porque eles são realmente populares. Eu não ouço rádio e dificilmente assisto TV, por falta de tempo. Quando uma música chega em mim sem ser porque eu a busquei, sei que ela ficou famosa, e eu até sei cantar algumas do NX Zero. Mas eu nem nunca tinha ouvido FALAR desse tal de Strike.

O melhor show da premiação foi Fresno + Chitãozinho & Chororó

Não que isso seja um demérito, mas…

O Bloc Party fez playback!

O Bloc Party fez playback. Descaradamente. Nem se deram ao trabalho de fingir que não faziam. Não dá para entender porque uma banda viaja, vem se apresentar numa premiação e se presta a colocar um CD. Também não sei qual foi a da MTV em colocá-los no palco com playback. O blog do VMB diz que assim eles quiseram. Mas jamais vamos nos esquecer da vergonha alheia.

Definitivamente, não é mais sobre música

Foto: Blog do VMB

Não tem sido, por muito tempo. Mas os esforços da MTV em tirar os clipes de boa parte da programação, que começaram com a reestruturação da grade da emissora, ficaram escancarados nesse VMB. A música é coadjuvante; personagens principais são quem dá as caras no VMB, se essas pessoas fazem algo que possa ser comentado depois, o que acontece na festa depois da premiação.

Editado: o Mion escreveu no blog dele um post que eu considerei muito sensato e justo a respeito do VMB. Concordo com boa parte do que ele disse, apesar de não ter gostado da premiação. Além do que, também achei absurdo o Thiago Ney dizer que o o Bloc Party é super cool porque zuou no VMB. Se é que eles fizeram isso para tirar uma com a nossa cara, então é pior ainda. E o Thiago ainda acha isso legal.

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October 5th, 2008 | 35 Comments

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