Dá para ajudar Santa Catarina de um monte de jeitos


Essa semana, mandei um e-mail para os meus contatos próximos (e twittei, também) a possibilidade de doar dinheiro para as contas da Defesa Civil em Santa Catarina assim que ela surgiu. Não costumo fazer esse tipo de coisa porque acho que cada um sabe de si no quesito ‘vamos ser solidários’, mas a situação por lá tá crítica demais, e por isso resolvi divulgar por aqui.

Existem várias maneiras de doar. Há postos da PM em toda Grande SP recolhendo doações de água e cobertores. Além disso, a Hering em São Paulo está recolhendo doações de roupas, alimentos não perecíveis e remédios. O endereço:

Rua do Rócio, 430, 3º andar
cep 04552-000
Vila Olímpia - SP

Para quem preferir depositar em dinheiro, essas são as contas da Defesa Civil de SC:

Banco do Brasil (BB)
Agência 3582-3
Conta Corrente 80.000-7

Banco do Estado de Santa Catarina (Besc)
Agência 068-0
Conta Corrente 80.000-0

O depósito deve ser creditado ao Fundo Estadual de Defesa Civil-Doações. O CNPJ da Defesa Civil é 04.426.883/0001-57

Para terminar, o Buscapé fez um site para quem achar mais fácil doar por boleto bancário ou cartão de crédito (meu caso).

http://www.pagamentodigital.com.br/ajudesantacatarina/

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November 28th, 2008 | Leave a Comment

O que faz um jornal custar 150 dólares?

Quanto você pagaria por um jornal de ontem?

Eu faço jornalismo e sei que não dá para ganhar dinheiro com a minha profissão. Mas Barack Obama é tão magnânimo e messiânico que ele é capaz até de fazer com que o trabalho de profissionais do meu ramo se valorize de maneira incalculável.

Na quarta, 5, quando ele foi declarado oficialmente o presidente eleito, os jornais com sua foto na capa sumiram das bancas. As maiores publicações tiveram dificuldade em acompanhar a demanda. E os sortudos que conseguiram comprar um exemplar não dormiram no ponto: no e-bay já tem mais de 800 exemplares de jornais do dia da eleição de Obama.

Um lote de 400 exemplares do Chicago Tribune sai pela bagatela de 1100 dólares. O jornal manchetou uma capa-pôster do novo presidente dos EUA. E um único exemplar do New York Times do dia da eleição de Obama não sai por menos que 150 DÓLARES! O Chicago Sun Times, com outra foto-pôster na capa, até que tá barato: 50 dólares.

Isso parece encerrar a discussão que os professores insistem em levantar na faculdade, sobre o fim do jornal impresso. E se não encerra, joga uma nova luz sobre o tema - afinal, duvido que as pessoas estão correndo para comprar as prints das capas dos sites de jornais que noticiaram a vitória do Obama.

No mais, ele nem tomou posse ainda e já começou aquecendo a economia. Bonito pensar que as pessoas devem realmente comprar esse tipo de coisa, enquadrar, guardar de recordação para mostrar para os filhos daqui a 30 anos. Mas o mais curioso é que boa parte dos jornais que noticiaram, digamos, a eleição do presidente Lula, no dia seguinte já estava embrulhando milhões de peixes por esse Brasil afora.

Obama mal foi eleito e já fez jornaleito ficar rico.

(Fonte:Jornais com Obama na capa esgotam nos EUA)

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November 6th, 2008 | 5 Comments

A verdade sobre Barack Obama


Ei, vocês aí embaixo? Otários!

Acompanhar a eleição americana um pouco mais de perto surpreende. Você chega, olha os resultados das pesquisas e não entende como os candidatos podem estar empatados. Afinal, daqui do Brasil a gente só vê Obama. Os jornalistas amam o Obama, e lá nos EUA também, com a imprensa tradicionalmente republicana. Obama é jovem e carismático. Além disso, tem o nome parecido com o de Osama (o Bin Laden) e é negro.

No início, eu já gostava do cara pela ironia da coisa e pelo conceito revolucionário: o primeiro presidente negro dos EUA, país com especial histórico de repressão aos negros, com Klu Klux Klan, os guetos, as guerras entre brancos e negros nas ruas, o assassinato de Martin Luther King. Aqui no Brasil, como os jornais só nos trazem Obama, é Obama quem temos.

Mas Obama não tá nem aí para nós, não. E disso ninguém fala. Obama não quer ter nada a ver com a parte de baixo da América. Obama apóia parcerias comerciais dos EUA com a Europa. Ele nem menciona os países da América Latina na parte de ‘política internacional’ dos debates.

Mas ele tem planos para a América Latina, sim. E eles envolvem não apoiar nossa produção de etanol e consideram a Amazônia um recurso global.

Em maio deste ano, quando ainda era pré-candidato, Obama propôs um plano para o continente que chamou de ‘Nova parceria para as américas’. A proposta é ‘reestabelecer a liderança americana no hemisfério’. O texto tem uma parte dedicada ao Brasil, que foi traduzida pelo jornalista Luiz Carlos Azenha, publicado no Terra Magazine na ocasião, e pode ser encontrado na íntegra aqui (ou aqui em inglês), já que o blog do Azenha não está mais no Terra. Vou reproduzir alguns trechos:

O caso do Brasil: O Brasil é um exemplo do grande potencial das energias renováveis na América Latina, além dos riscos que devem ser evitados. (…) A região da Amazônia, um importante recurso global na batalha contra o aquecimento do planeta, cobre quase 60% do Brasil. Perdeu 20% da floresta - 1,6 milhão de milhas quadradas - para o desenvolvimento, a exploração da madeira e a agricultura. (…) Os produtores domésticos de etanol nos Estados Unidos se preocupam com razão com a competição do Brasil, que é o maior exportador de etanol do mundo. (…) Barack Obama quer expandir a produção de energia renovável por toda a América Latina de forma a que ao mesmo tempo promova a auto-suficiência e a criação de mercados para os fabricantes americanos de energia verde e de biocombustíveis.

Deu para entender a idéia? Barack Obama não quer etanol brasileiro. Ele acredita que estimular a produção de etanol pode estimular a plantação de cana na Amazônia, desmatando florestas que ele considera ‘recurso global’ no combate ao aquecimento. ‘Recurso Global’ é estranho, um pouco megalomaníaco.

Então, se Obama for eleito, esqueçam as promessas de que o Brasil é o paraíso futuro do etanol. Ele quer dar incentivos à produção americana desse combustível e torná-los auto-suficientes.

A moral: Obama é fofo, alegre, sorridente, tem carisma e uma série de outras coisas que fazem ser quase irresístivel não votar nele (no nosso caso, torcer por ele). Parece ser o tipo de cara que vai fazer as coisas mudarem. E ele vai, mas não para nós.

E McCain, apesar de feioso, esquisito, meio velho, de ter braços curtos e de ter uma vice lamentável, tem propostas de política externa muito mais compatíveis com os interesses do Brasil.

Se nada disso te convenceu, no vídeo abaixo Obama mostra quão importante a América Latina é para ele:

(Colaborou indiretamente Gabriel Pinheiro)

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October 27th, 2008 | 235 Comments

Os 20 melhores momentos mágicos da sinalização por Marcos Barbará

Existe um cara no Orkut chamado Marcos Barbará. Esse cidadão é dono de um humor refinado e de uma criatividade ímpar, que ele aplica em criar comunidades com temas intrigantes, como Ode à cabra, e as famosas Lenin, de três e Anão vestido de palhaço mata 8, clássicos do ócio criativo Orkutiano.

Mas é em seu tempo livre que Marcos produz grandes pérolas do humor contemporâneo. Quando não está fazendo nada, Marcos se dedica a criar legendas alternativas para placas bizarras de vários cantos do mundo. O resultado é de chorar de rir e as mais de 100 placas você encontra aqui. Mas eu selecionei os 20 melhores ‘Momentos mágicos da sinalização’, placas sabiamente legendadas por Marcos Barbará:

Não abandone seu alce enquanto praticar mini-boliche

Ao ser atacado pelo Santo Graal gigante, entre em total desespero

Dance alegremente com múltiplos bambolês

Não ofereça ecstasy a Thundercat

Proibido servir a própria cabeça alienígena em uma bandeja virtual

Ao fazer uma fogueira, não se esconda com seu filho dentro da TV

Não alimente o bebê-velociraptor com um pedaço de dedo

Pingüim pedófilo à frente

Use um estilo inovador de queda ao despencar da montanha

Mini-Padre Cícero preparando-se para caminhar pelo fio de telefone

Proibido discurso de bebê-alienígena

Local para pessoas com depressão profunda

Proibido ser Carmen Miranda

Proibido correr ao roubar um atum

Ao ser engolido por um alvo rolante, leia um livro

Proibido Darth Vader com carrinho de bebê

Messias em treinamento

Não hipnotize a criança com um ioiô

Não sirva seu filho como alimento para a marmota mutante

Proibido brincar de lutinha com o elefante

É, eu sei. Parabenize o sr. Marcos Barbará pelo scrapbook dele.

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October 15th, 2008 | 5 Comments

Spore, Douglas Adams e a crise existencial

Como todo bom fã de The Sims, Sim City e todos os outros ‘Sims’, eu esperei Spore por muitos anos. O jogo foi anunciado há uns 7 anos, com outro nome (que eu nem me lembro). Comprei uma cópia original pelo Submarino nessa sexta, aproveitando o frete grátis.

Spore é provavelmente o jogo mais legal que eu já joguei em tempos. É um jogo para qualquer idade e qualquer gênero. Até a trilha sonora casa com perfeição com o jogo.

Spore é um simulador de criação de espécies. Você começa como um microorganismo, num lugar gigantesco chamado ‘água primordial’, comendo outros microorganismos menores que você, sejam vegetais ou animais, para assimilar os DNAs dessas outras espécies e evoluir.

Não demora, você já pode acrescentar mais flagelos (para correr mais rápido) ou mais quatro pares de olhos (para deixar seu bicho bem esquisito). As possibilidades de personalização de cada espécie são infinitas. É quase impossível que um bichinho seja igual a outro, depois que ele evolui. Além disso, Spore é jogado online, com milhares de outras pessoas ao redor do mundo jogando e desenvolvendo suas espécies.

Crescendo bastante na água primordial, você desenvolve pernas, chega à superfície e começa a desenvolver habilidades que te permitem caçar em bando, formar uma civilização e coisas assim. O último passo é a exploração do espaço sideral, de outros planetas. É inesgotável.

Eu era isso…

…e me tornei isso!

Por coincidência, acabo de terminar O Restaurante no Fim do Universo, e já comecei o volume seguinte da série de Douglas Adams, chamado A Vida, o Universo e Tudo Mais.

A combinação de um jogo desse com uma série dessas me tem feito refletir seguidamente sobre a absoluta insignificância da espécie humana na grande linha do tempo que é a história do universo. Eu entrei em crise existencial por causa de um jogo e uma série literária.

Ok, eu sou uma pessoa permanentemente em crise existencial, mas o combo Spore mais Guia do Mochileiro tem provocado reflexões muito freqüentes, reveladoras e um pouco fatalistas.

Nós somos só um pedaço do que já passou e vamos acabar muito antes do que ainda vai passar. Não falo de mim, ou de você, particularmente; falo do planeta terra. Somos um episódio num imenso livro de histórias. Se houvesse um livro de história contando o início, meio e fim do ‘tudo’, seríamos sortudos se fôssemos mencionados em um ou dois parágrafos.

Você consegue imaginar um mundo sem grandes intervenções humanas? Um mundo no qual as modificações da nossa espécie tivessem sido mínimas - sei lá, moradia, domínio da agricultura, da caça. O que a gente fez com o mundo é realmente admirável do ponto de vista das habilidades que isso demandou, mas basta um pouco mais de sensibilidade e a gente percebe que o planeta terra virou uma aberração. O progresso é uma coisa esquisita.

A verdade é que nós não entendemos nada. E não sei se iremos chegar a entender qual o real sentido disso tudo. Enquanto a gente não descobre, eu sigo jogando Spore e lendo ficção científica. Afinal, alguém precisa continuar fazendo algo de realmente produtivo nesse planeta.

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September 30th, 2008 | 13 Comments

Gatos são mais legais que cachorros

Eu não tenho um bichinho de estimação. E há muito tempo que não tenho um. De pequena, minha mãe conta sobre inúmero cachorros, vira-latas, que a gente chegou a ter quando morou em Franca (eu morei em Franca. E como um simples traço embaixo de um C faz diferença na vida de uma pessoa), mas a minha memória só consegue se lembrar dos gatos.

Eu tive pelo menos meia dúzia de gatos na infância, na época em que consigo me lembrar - dos 5 aos 10, mais ou menos. Não me lembro como a gente os conseguiu, acho que a maioria acabou aparecendo lá. Não ao mesmo tempo - foram uns 6, mesmo, mas um de cada vez. E foi aí que eu aprendi o quanto gatos eram mais legais que cachorros.


5) Independência e lealdade

Gatos são independentes e autônomos por natureza. Não é o tipo do bicho que você leva para passear numa coleira - se ele está com vontade de passear, ele sai e passeia. Simples assim. Não dê comida a um gato e ele sai para caçar por ele mesmo. Gatos não dependem da gente. Mas são sensíveis e estão por perto sempre que precisamos deles.

4) Classe

Observe como um gato caminha. Patas sempre esticadas, cabeça e rabos levantados… gatos desfilam. E te olham como se soubessem disso. Além disso, são limpos. Gatos são tão obcecados pelo asseio de seu corpo que lambem o próprio c*. Um grande paradoxo, mas, ainda assim, uma prova de que eles são obcecados por limpeza. E gatos não latem. O miado é uma manifestação sutil, suave, de alguma insatisfação. Mas aquele latido chato, ruidoso, persistente - nunca.

3) Seriedade
Cães são mais bobos. Não que isso seja ruim, mas é necessário admirar a seriedade do gato. Se pequenininhos os gatos são bolas fofas de pêlos, que passam a tarde inteira desesperados por qualquer fiozinho pendurado, gatos crescidos são verdadeiros exemplos inabaláveis de folga, embora um simples afago na barriga seja suficiente para quebrar o gelo.

2) Um gato não vai te morder
A não ser que você o machuque, um gato não irá te morder. Claro que o filhote, com os dentinhos afiados, pode machucar em uma brincadeira, mas nada alarmante ou intencional. Pode chegar perto da comida dele que ele não vai rosnar. Não precisa prender o gato na hora de abrir o portão para ele não atacar as criancinhas na rua.

A MAIOR PROVA de que gatos são mais legais que cachorros.

1) Quem é o rei dos animais?
Ok. Quais são os animais selvagens mais imponentes, ágeis, astutos? Os que mais despertam medo e geram curiosidade? Pode enumerar: jaguar, puma, onça, tigre… e o leão, o rei dos animais. Os lobos são bichos legais, vivem em lugares frios, uivam para a lua, criam crianças como se fossem parte da matilha e tudo mais. Mas são os gatos quem mandam.

Bônus: Gatos guardam segredos místicos
A simbologia em torno dos gatos remonta de a.C. No Egito, a deusa Bastet era uma gata. Tipo, não que ela fosse bonita. Quer dizer, eu não sei, mas ela era uma gata, uma mulher com cabeça de gata. E no Egito, eles domesticaram gatos para controlar as pragas nas lavouras (leia-se: eles comiam os ratinhos).

Na Roma antiga, gatos eram associados a liberdade (opa, vide item 1). Grande parte dos mitos pagãos, incluindo mitologia escandinava e celta, tinham gatos na mais alta conta.

A maioria das superstições relacionadas a gatos surgiu na Idade Média, quando eles eram mal-vistos por serem associados às feiticeiras na Inquisição. Acreditavam que as bruxas podiam se transformar em gatos (ok, alguém lembrou de McGonagall?)

E isso tudo é bem mais legal do que a história envolvendo os cachorros.
Mas eu não tenho mais um gato… e enquanto eu remôo minha vontade de ter um gatinho (mãe, por favor!), você que tem algum outro bicho - gato, hamster, cachorro, cobra ou qualquer parada assim - pode participar do Desafio Close-up do  mês. O tema é Meu pet está sempre perto, e mais informações para participar podem ser conseguidas aqui e assistindo ao vídeo abaixo. Eu bem que queria ter um bichinho.

*A Gabi também acha os gatos mais legais.

*Para quem não sabe, as imagens desse post foram tiradas do I can has cheez burger.com, site com milhares de fotos de gatos com legendas engraçadas.

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September 15th, 2008 | 8 Comments

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